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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Irã pretende construir um drone próprio utilizando tecnologias da aeronave americana.


O Irã rejeitou o pedido dos EUA para a devolução de sua aeronave de reconhecimento não tripulada (drone), RQ-170 Sentinel, pertencente à CIA, abatida no espaço aéreo iraniano. A primeira notícia sobre a captura do avião americano foi divulgada em 4 de dezembro pelo canal de televisão iraniano Press TV. Segundo o canal, a aeronave foi capturada graças às ações de tropas iranianas que teriam interferido no sistema de controle da aeronave, obrigando-a a pousar com danos mínimos em uma região montanhosa no leste do país, a 225 km da fronteira com o Afeganistão.



 Os EUA negam a hipótese de sua aeronave ter sido abatida pelos iranianos. Segundo fontes americanas, a aeronave simplesmente saiu da zona de controle da CIA e caiu quando o combustível acabou. Outra hipótese é que os iranianos tenham usado o sistema radioeletrônico de fabricação russa Avtobaza, entregue ao Irã em outubro passado. Esse sistema móvel se destina à busca de alvos emissores de radiofrequência, incluindo radares que fazem parte de aeronaves como o drone americano. Ainda assim, não está claro como os iranianos conseguiram interferir no controle da aeronave.



 A queda do drone americano foi a segunda grande falha da CIA nos últimos meses. No final de novembro passado, Parviz Sorouri informou que 12 agentes da CIA, que supostamente planejavam atacar instalações militares e nucleares iranianas com a ajuda de Israel, foram detidos no país. Anteriormente, havia sido divulgada a informação sobre a exposição de uma rede de espiões americanos no Líbano e Irã.

Especialistas iranianos observam características da aeronave.
 Os iranianos não tardaram a tirar proveito do fato. Segundo disse o vice-presidente do comitê de segurança nacional e política externa do Irã, Hossein Ebrahimi, em entrevista ao canal Press TV, os especialistas iranianos pretendem construir um drone próprio utilizando as tecnologias usadas na aeronave americana.

 Segundo tudo leva a crer, o avião espião colhia informações sobre as instalações militares e nucleares do Irã, que constituem uma grande dor de cabeça para os americanos desde a divulgação do relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Segundo o The Wall Street Journal, o governo dos EUA examinou seriamente a hipótese de uma operação de resgate de sua aeronave com o envolvimento de comandos, mas desistiu e deu preferência aos métodos diplomáticos.



 De acordo com o Los Angeles Times, o secretário de defesa, Leon Panetta, e a secretária de estado, Hillary Clinton, duvidam da possibilidade de receber de volta a aeronave americana. Teerã parece ter assumido uma posição de linha dura em relação aos EUA. O representante do Irã na ONU, Mohammad Khazaee, chamou de ato de agressão a invasão do espaço aéreo iraniano pela aeronave americana e apresentou a respectiva queixa ao secretário-geral Ban Ki-moon, ao Conselho de Segurança e à Assembléia Geral das Nações Unidas. O destino do milagre tecnológico caído nas mãos dos iranianos parece estar decidido. Em entrevista à agência iraniana ISNA, o ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, declarou a aeronave americana propriedade da República Islâmica.



RQ-170 Sentinel.

A aeronave não tripulada stealth RQ-170 Sentinel é fabricada pela empresa Lockheed Martin e é um dos aviões mais secretos em serviço da Forças Armadas dos EUA.

A besta de Kandahar, o RQ-170 Sentinel.
  É utilizado pelos americanos no Afeganistão desde 2007. Mesmo assim, os EUA se recusaram a reconhecer sua existência até 2009.

 As especificações da aeronave são desconhecidas. Sabe-se, entretanto, que sua fuselagem tem um revestimento especial que lhe permite escapar da detecção por radares.

Segundo o ministro da Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, a aeronave pesa entre 3.500 e 3.600 kg.

Fonte: 
http://gazetarussa.com.br/articles/2011/12/15/ira_rejeita_pedido_dos_eua_para_devolver_aeronave_capturada_12898.html

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

China programa importantes manobras militares perto do Paquistão para conter as ameaças dos EUA.

Alcance dos mísseis anti-navio DF-21D da China.

Autor: Joseph Watson and Yi Han

O exército chinês  tem realizado manobras militares de grande importância perto do Paquistão para responder ao aumento das tropas americanas na região, já que um alto funcionário do governo chinês advertiu que qualquer ameaça ao Paquistão seria considerada como uma ameaça direta à China.

Citando um informe da televisão central chinesa Junshija, um funcionário anônimo do governo advertiu que “qualquer ameaça para o Paquistão é uma ameaça para a China”, em resposta ao crescimento de hostilidades que Estados Unidos e OTAN dirigiram em direção ao Paquistão, ocasião em que a OTAN matou a 26 soldados paquistaneses a semana pasada.

 O Paquistão tem respondido ao ataque aéreo fechando sua fronteira com o Afeganistão impedindo assim que os abastecimentos cheguem ao país ocupado pelos Estados Unidos.

Sistema Wanshan WS2400 (8x8) com mísseis DF-11.
Foto: www.militaryphotos.net
 Segundo o informe, os Estados Unidos estão concentrando tropas na fronteira paquistanesa em um ato de agressão que a China vê como um ataque direto ao aliado Paquistão. Em resposta a esta situação, a China enviou recentemente no noroeste da meseta, próximo ao Paquistão, grande parte do segundo regimento de artilharia do exército Popular de Liberação (EPL) com sofisticados DF-21C e mísseis táticos de curto alcance DF-11 com a finalidade de realizar exercícios militares importantes cuja meta é mostrar a “atitude da China sobre o que diz respeito a ameaça dos Estados Unidos ao Paquistão”.

 Os exercícios aconteceram de 14 a 27 de novembro e envolveram tropas paquistanesas. Estas informações provêem de várias fontes de noticias chinesas.

 O informe foca especialmente a posição da China afirmando que sua aliança com o Paquistão representa uma “fraternidade” e que a “China nunca estará em paz se o Paquistão se perder”.

 “A nível militar, a China levará a cabo importantes exercícios de combate no deserto do Paquistão o 16”, declara o informe traduzido. “América sempre desejou o Paquistão, especialmente nos últimos anos. Enquanto a guerra americana se prolonga no Afeganistão e as ações militares contra a determinação do Irã se fazem cada vez mais prováveis, a ameaça de confrontação com a China aumentam também, e o Paquistão é o lugar para Estados Unidos obterem uma vantagem militar estratégica e geográfica”.

 Como informado anteriormente, enquanto que a retórica da mídia chinesa em língua inglesa fala de hostilidades sobre o Paquistão e o Irã de maneira moderada, os debates que ocorrem na China se fazem de maneira muito mais bélica.



Representação artística dos sistemas de mísseis chineses DF-11.
Foto: www.redsys.ru
 Em resposta a uma crescente hostilidade ocidental sobre o Irã, o General Zhang Zhaozhong comentou que a “China não duvidará em proteger ao Irã, inclusive sem desencadear-se uma terceira guerra mundial”. Estes comentários provocam muitos debates na China.

 O tema do Irã se discute também no informe dos meios de comunicação chineses. Não se recomenda nenhuma ação militar ocidental no Irã. A China quer exercer uma pressão para este propósito através da demostração de força das suas recentes manobras militares. O embaixador chinês na ONU advertiu ao diretor geral da IAEA, Yukiya Amano, a não criar provas “sem fundamento” para justificar um ataque contra o Irã objetivando deter seu polêmico programa nuclear.


Fonte: http://www.mondialisation.ca/index.php?context=va&aid=27999


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