Fuso-horário internacional

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

PÁGINAS

Voltar para a Primeira Página Ir para a Página Estatística Ir para a Página Geográfica Ir para a Página Geopolítica Ir para a Página Histórica Ir para a Página Militar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

EUA tem pretensão de controle sobre o arsenal tático da Rússia.


 As recentes declarações da secretária adjunta de Estado dos Estados Unidos, Rose Gottemoeller, mostram que os dois países enfrentam uma série de problemas interrelacionados, relativos às armas estratégicas, armas nucleares táticas e ao escudo anti-mísseis.

 Se estes problemas não se resolverem, não ocorrerá nenhum progresso no âmbito do desarmamento nuclear.



 Gottemoeller recordou que ao firmar o tratado START em 8 de abril de 2010, o presidente Barack Obama destacou a necessidade de pensar a etapa seguinte da redução de armas, particularmente a continuidade da redução das armas estratégicas, assim como reduzir o arsenal nuclear de reserva e as armas táticas.
 
 “Se trata de duas novas categorias de armamento, e estaríamos muito interessados em cooperar com a Rússia na redução deste armamento, em buscar novas formas de verificar as respectivas decisões”, ressaltou Gottemoeller.

  
 Quanto ao arsenal nuclear de reserva, é necessário definir os casos quando se pode considerar que a ogiva nuclear armazenada ou seus elementos estão em reserva e formam parte do chamado "potencial recuperável". Rússia e Estados Unidos podem investir muito tempo em elaborar uma fórmula de compromisso a respeito, mas, em geral, a metodologia está clara.
 
 Por outro lado, o arsenal nuclear tático pode converter-se num problema insolúvel nas relações entre Moscow e Washington. 



Elemento da doutrina dissuasiva.
 
 Até pouco tempo, todos os intentos dos Estados Unidos de firmar um acordo bilateral vinculante que obrigasse a ambas as partes a uma redução do seu arsenal tático nuclear, provocaram uma reação negativa na Rússia. Mas enquanto permanecerem as sérias discrepâncias entre Moscow e Washington sobre o futuro sistema de defesa anti-mísseis (DAM) que os Estados Unidos está construindo na Europa, parece pouco provável que a Rússia mude de postura.
 
 Por que Moscow recusa reduzir os arsenais nucleares táticos?




 Segundo a doutrina militar da Rússia, a partir de 1999, “a Rússia se reserva ao direito de utilizar todas as forças e meios disponíveis, incluindo as armas nucleares, no caso de que uma agresión armada converta-se numa ameaça à existência da Federação Russa como Estado independente e soberano”.
 
 Os militares e especialistas russos não dissimulam ao afirmar unanimemente que ante a supremacia geral das Forças Armadas Convencionais da China e dos países da OTAN, o arsenal nuclear tático é o único elemento de dissuasão político-militar no continente eurasiático. 




Problemas de contabilidade e controle. 

 É muito mais difícil contabilizar e controlar os arsenais nucleares táticos que as armas estratégicas ofensivas.
 
 Antes de tudo, o armamento nuclear tático, em geral, não está de prontidão senão armazenado. Enquanto que os mísseis estratégicos nucleares estão em permanente disponibilidade operacional, os torpedos nucleares, mísseis de cruzeiro, bombas e ogivas para os mísseis balísticos táticos estão nos depósitos.
 


 É mais fácil e eficaz contabilizar os silos, plataformas móveis ou submarinos onde estão estacionados os mísseis balísticos, que controlar os armazéns.
 
 Será necessário elaborar uma lista de depósitos do arsenal tático nuclear e proibir seu armazenamento em outras bases? Como resolver o problema da instalação sistemática das munições táticas nucleares nos vetores durante as manobras?
 
 Outra dificuldade consiste em que estas munições são fabricadas em duas versões, a nuclear e a convencional. Os vetores, ou seja, aviões, submarinos, mísseis, podem portar tanto armas nucleares como convencionais.



 Como se poderia comprovar que o arsenal nuclear tático não está implantado, se não existe um método eficaz que permita distinguir entre os bombardeiros com armas convencionais ou nucleares a bordo?
 
 Além disso, é possível instalar rápidamente em um avião armas nucleares, se estiverem disponíveis.
 
 Isto significa que os armamentos táticos nucleares podem ser implantados aonde quer que se queira. 
Um torpedo nuclear pode estar armazenado em uma base naval, um míssil de cruzeiro nuclear pode encontrar-se em uma base aérea onde estejam prontos bombardeiros capazes de cumprir a função de vetores. 



 As ogivas nucleares para os mísseis táticos Iskander ou Tochka também podem ser implantadas aonde quer que se queira, conforme os interesses das tropas terrestres. 



Faltam dados exatos sobre a quantidade das armas nucleares táticas.
 
 Na hipótese de introduzir as medidas de controle, será necessário levar a cabo inspeções imprevistas em todas as bases militares, navios e submarinos da outra parte. Mas isso nem Washington nem Moscow aceitará.
No mais, será difícil elaborar regras para o registro das munições táticas devido à impossibilidade de confirmar seu volume inicial.
 
 De concreto, nada, exceto os organismos autorizados dos respectivos países, sabe quantas unidades das armas táticas nucleares estão nos arsenais de Rússia e Estados Unidos. Esta informação é classificada e os especialistas independentes oferecem seus prognósticos que podem diferir consideravelmente da realidade.




 A contabilidade norte-americana prevê um ponto especial  “preparado para a reciclagem” que abarca muitas unidades. Que significa isto realmente?
 
 Trata-se do potencial recuperável ou do armazenamento das munições que podem ser utilizadas? Os detalhes devem ser esclarecidos pelos futuros sócios das negociações hipotéticas sobre a redução e controle das armas táticas nucleares.
 
 Assim mesmo, existem problemas de contabilizar o número das ogivas nucleares desmontadas. Por exemplo, milhares de barras de plutônio e elementos termonucleares desinstalados das armas táticas nucleares estão armazenados na cidade de Oak Ridge, nos Estados Unidos. Na Rússia existe um depósito igual.



O nó se aperta.
 
 O Congreso dos Estados Unidos insiste em continuar as negociações com a Rússia a respeito da redução do arsenal tático nuclear, especialmente sobre a aprovação do novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas Ofensivas (START) firmado em Praga.
 
 A Rússia, ainda na ocasião do “reinicio” de suas relações com os Estados Unidos, se negou a vincular o processo das negociações sobre o Tratado START com a redução das armas nucleares táticas.
 
 Depois, o problema do escudo anti-mísseis dos Estados Unidos na Europa se promoveu ao primeiro plano e pôs em evidência que passará muito tempo antes que as partes iniciem consultas preliminares sobre a hipotética redução do arsenal nuclear tático.




 A Casa Branca atua com muita sutileza ao tratar do assunto dos arsenais táticos. Antes de tudo, entende que resultados pode conseguir ao promover a necessidade de controlar e contabilizar os armamentos nucleares táticos.
 
 Além disso, a Administração dos Estados Unidos tem em conta a postura do Congresso que em geral reflete a situação objetiva: os arsenais estratégicos foram reduzidos até a medida em que os arsenais táticos possam desempenhar um papel muito importante.
 
 Mas a Rússia não alterou sua postura neste âmbito ainda no período quando os dois países tentaram melhorar suas relações. É pouco provável que a mude agora, sob a influência das declarações de Rose Gottemoeller.  

Fonte: http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20111229/152355463.html

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Irã ameaça o Ocidente com o bloqueio naval de Ormuz.

O petróleo do golfo pérsico passa pelo estreito de Ormuz controlado
pelo Irã.
  O Irã ameaçou novamente barrar a navegação no estreito de Ormuz caso os países ocidentais decretem um embargo à exportação do seu petróleo. Nestes dias o Irã promove grandes manobras militares neste estreito.

 Em resultado disso, na terça-feira o preço de petróleo subiu novamente, já pela sexta vez. Este foi o período mais longo de aumento nos últimos treze meses. Os EUA, por sua vez, fizeram declarações ameaçadoras contra o Irã. O chefe do Pentágono Leon Panetta chegou a declarar que a América não se deterá ante o uso de quaisquer meios, incluindo os militares, a fim de impedir o Irã de criar as suas próprias armas nucleares. O ministro ameaçou que, se for necessário, será infligido um golpe preventivo contra alvos nucleares do Irã. Os EUA anunciaram também que pretendem liquidar a ameaça gerada pelo Irã juntamente com Israel. Isto elevou imediatamente o risco de surgimento de uma guerra nesta região. É possível que a declaração de Teerã sobre a barragem do estreito de Ormuz seja uma reação direta à posição dos EUA. Aliás, mesmo os aliados mais próximos dos EUA não aprovam muito esta posição de Washington. É sabido que, para a União Européia, a importação de petróleo do Oriente Médio é uma necessidade vital. A União Européia consome 18% do petróleo exportado pelo Irã e cerca de 40% do petróleo exportado por todos os países do Próximo Oriente. É pouco provável que Bruxelas se atreva a aprofundar a confrontação com o Irã para satisfazer Washington. Aliás, os EUA também não revelam muita vontade de se empenhar em uma guerra contra o Irã, - afirma a perita do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia Irina Fedorova.

Vista aérea do Estreito de Ormuz. Foto: www.guardian.co.uk
 Certamente, os EUA compreendem que o início de uma operação militar contra o Irã com a participação de Israel vai abrir a caixa de Pandora. As conseqüências deste ato serão totalmente imprevisíveis. Mesmo Zbigniew Brzeziński, um falcão americano, advertiu reiteradas vezes que não se pode encarar esta operação militar como algo fácil. Seria excepcionalmente estúpido pensar que vamos lançar umas bombas e iremos embora, diz ele. Não creio que os EUA iniciem operações militares contra o Irã, pelo menos, num futuro próximo.

 A perita constata também que, no caso de uma crise militar, os países do golfo Pérsico não se limitarão ao papel de meros observadores.

 Se for iniciada uma operação militar dos EUA contra o Irã, os países muçulmanos irão condenar o uso da força. Mas se o Irã barrar o estreito de Ormuz, a reação dos países da região será totalmente diferente, pois neste caso serão afetados os seus interesses petrolíferos e financeiros. No domingo, os chefes dos serviços diplomáticos do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico já discutiram em Abu Dhabi as possíveis alternativas em caso do bloqueio do estreito de Ormuz por Teerã. A sua reação será muito dura.

 Não é pela primeira vez que Teerã ameaça bloquear o estreito de Ormuz em caso de agressão ou imposição do embargo petrolífero. Quanto a suas conseqüências econômicas, este embargo será praticamente equivalente a uma intervenção militar. Note-se que Teerã dispõe de forças suficientes no plano técnico para impedir o movimento de petroleiros por esta hidrovia importante. Mas o bloqueio do estreito vai acarretar sérias perdas também para o Irã. É que o Irã controla apenas a parte norte do estreito de Ormuz, enquanto que a parte sul está sob o controle dos Emirados Árabes Unidos e de Omã. No entanto, os petroleiros e os navios que transportam gás liquefeito passam através da parte sul do estreito, controlada por Omã. Portanto, qualquer tentativa de barrar o estreito será equivalente a uma declaração de guerra aos países vizinhos. Além disso, Teerã não esqueceu a experiência triste da chamada guerra de petroleiros da década de 80 do século passado. Naquela altura, os americanos reagiram à tentativa de minar o estreito de Ormuz eliminando em poucas horas cerca de metade da Marinha de Guerra do Irã.

Últimas postagens

posts relacionados (em teste)

Uma parceria estratégica entre França e Rússia tra ria benefícios econômicos para a Europa?

SPACE.com

NASA Earth Observatory Natural Hazards

NASA Earth Observatory Image of the Day

ESA Science & Technology