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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Em entrevista líder Sírio Bashar al-Assad afirma: "Fui castigado pela amizade com a Rússia".

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 12 de fevereiro de 2012

Até recentemente, o líder sírio Bashar al-Assad não considerava-se aberto ao diálogo com a imprensa. Os representantes de muitas das principais emissoras de TV estrangeira têm se queixado de, às vezes, por meses tentando conseguir um encontro com ele sem resultado. No entanto, o correspondente do "Pravda.Ru" conseguiu um encontro com presidente sem aguardar muito no seu escritório.


Bashar Assad deu uma entrevista em sua residência em Damasco, respondendo às questões de interesse mútuo.

— Até recentemente, o Sr. era considerado um líder respeitado no Ocidente. O que, na vossa opinião, foi a razão para essa mudança?


- A pressão atual do Ocidente não era uma surpresa para nós. Em setembro de 2001, o presidente dos EUA George W. Bush sob o pretexto do combate ao terrorismo começou uma campanha contra os líderes, realizando as políticas independentes e contrarias às dos EUA. O primeiro foi o Afeganistão, então o Iraque seguido. Gradualmente tem sido bombeada a opinião pública e em torno da Síria, a qual os EUA começaram a considerar cada vez mais como um complemento ao "eixo do mal" (Iraque, Irão e Coréia do Norte).

Mas as mais fortes mudanças foram sentidas em 2003, pouco depois das tropas dos EUA e seus aliados terem atacado Iraque e derrubado Saddam Hussein. Na Síria, em seguida, chegou o então secretário do Departamento de Estado, Colin Powell, que exigiu uma revisão das nossas relações com a Rússia, destacando que a política em relação a Moscou Damasco devesse mudar em 180 graus. A nós foi apontado abertamente para a necessidade de romper todos os acordos de aliança com a Rússia e, de fato, abandonar a amizade com ela.

Caso contrário, eu fui ameaçado de agressão. Em particular, Colin Powell assinalou que no Iraque já estavam as tropas americanas e equipamento militar, incluindo aviões de combate, que podem ser usados contra a Síria. No entanto, nós não sucumbimos a essa pressão e rejeitamos a oferta ultimato. Depois disso, a Síria ficou sob pressão sem precedentes, que nos ajuda a suportar com sucesso o apoio da Rússia, a qual estamos muito gratos por sua posição.

— A atual secretária do Departamento do Estado, Hillary Clinton, e outras autoridades dos EUA manifestaram apoio aberto à oposição radical a conduzir a luta armada contra o governo da Síria. O que são os militantes ativos em território sírio?

- Aqueles que estão com arma nos braços podem ser divididos em três tipos: pequeno grupo de Al-Qaeda que não tem nenhuma influência entre os sírios, a organização Irmandade Muçulmana, que não é um grupo grande, mas têm peso grave entre os radicais. A maior parte da oposição radical é composta por pessoas que não são membros de tais movimentos, mas com velhos ressentimentos do passado, inclusive por eventos nos inícios de 1980 ( revolta da Irmanidade Muçulmana-Red).

E nas ações contra a Síria, o terrorismo têm-se apoiado não só pelos Estados Unidos, mas também por vários países árabes do Golfo Pérsico. Chamo especial atenção para o fato de que a mesma situação era em relação às ações russas na Chechénia. Ocidente e algumas monarquias árabes também apoiaram as tropas ilegais chechenas, o mesmo que estão fazendo agora na Síria.

— Representantes da oposição síria, incluindo aqueles que estão em Moscou, acusam as autoridades sírias por contribuírem para o conflito, uma vez que se recusam a legalizar a Irmandade Muçulmana. O Sr. anunciou uma reforma política importante e eleições nacionais. Se têm os "irmãos" uma chance de legalização e entrada no parlamento?

- De acordo com a Constituição, a Síria é um país laico. Isto significa que qualquer tipo de movimento agindo sob slogans religiosos, cujas atividades são destinadas a dividir a sociedade síria, não pode reivindicar isso. Incluindo a Irmandade Muçulmana. Esta organização, com base na sua ideologia não pode ser legalizada. No entanto, isso não quer dizer que vamos cortar essas pessoas a partir de eventual participação em uma vida pacífica. Dizemos a eles: "Criem o seu próprio partido político, fundado em princípios laicos e participem na luta por assentos no parlamento."

— O Sr. agradeceu à Rússia por seu apoio à Síria. De particular interesse a este respeito são as questões da cooperação técnico-militar. Em 2007, Israel e os EUA desencadearam o escândalo sobre a venda antecipada dos interceptores MiG-31E à Síria, que pudesse mudar completamente o equilíbrio de poder na região. Como resultado o negócio foi suspendido. Existe agora uma oportunidade de implementá-lo e, assim, alcançar um aumento significativo de defesa aérea e reduzir a probabilidade de agressão externa?

- Temos algumas perguntas sobre as condições das aeronaves russas. Por outro lado, estamos bem conscientes de que o potencial de forças inimigas é muito superior a nosso. Dado o fato de que os aeroportos onde se localizam os aviões é vulneráveis a chuva, mesmo nestas circunstâncias, no momento, decidimos contar basicamente, reforçando simultaneamente a nossa defesa para menos vulnerável a possíveis ataques do agressor, com componente terrestre.

Serguei Balmasov
 

Fonte: Pravda.ru

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A desindustrialização no Brasil: um processo positivo ou negativo para a economia do país?

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 11 de fevereiro de 2012
A desindustrialização no Brasil: um processo positivo ou negativo para a economia do país?. 16343.jpeg  O tema desindustrialização no Brasil tem sido alvo de diversas opiniões e críticas de especialistas e economistas na mídia escrita e falada bem como provocado um debate acalorado nos meios acadêmico e político.

O fato é que por se tratar de um assunto polêmico e controverso onde os pontos de vista nem sempre são os mesmos, não é tarefa fácil se chegar a um determinado consenso que finalize as discussões. Pode-se afirmar que existem alguns indícios que pressupõe uma possível desindustrialização mas a questão principal é analisar se esta se revela de maneira positiva ou negativa para a economia brasileira.

A desindustrialização ocorre quando há uma diminuição da participação do segmento industrial na economia de um país, mais assertivamente em relação ao PIB.

Segundo estudos feitos pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em 2009 a indústria manufatureira participou com 15,5% do PIB caracterizando assim uma diminuição da sua representatividade econômica se comparada com os 27,2% em 1985. Em 2010 a participação ficou em torno de 15,8% conforme dados divulgados pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX), porém inferior aos 19,2% em 2004.

Outro dado que pode corroborar com um possível sinal de desindustrialização é a queda do emprego na indústria. De acordo com o DIEESE entre 1985 e setembro de 2010 o emprego no setor industrial obteve queda de 28%. Ao se avaliar a participação dos manufaturados na pauta das exportações brasileiras observa-se uma redução aproximada de 28,36% no prazo de três anos, ou seja de 55% em 2005 para 39,4% em 2010 segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O consumo interno de bens de média e alta tecnologia cresceu 76% enquanto a produção somente 40% entre 2004 e 2010 conforme levantamento feito pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).
Pelos dados apresentados acima pode-se chegar a conclusão que o país vive um processo de desindustrialização entretanto alguns economistas encaram essa situação com naturalidade já que parcela significativa desta atividade está sendo transferida para o setor de serviços. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 1985 e setembro de 2010 o setor de serviços obteve um crescimento acumulado de 17,49% no PIB brasileiro. A empregabilidade no referido setor cresceu 11% no mesmo período.

Se há transferência da atividade de um setor para outro, mesmo se tratando de umadesindustrialização, ela não representa necessariamente um processo negativo para a economia brasileira. Tal afirmação pode estar embasada no fato de que nos últimos 30 anos o setor de serviços cresceu em vários países industrializados gerando mais renda e emprego para as suas populações e nesse sentido a desindustrialização foi positiva para eles.

Não se pode atribuir semelhante situação para o Brasil por diversas razões apontadas a seguir. Os países que obtiveram uma desindustrialização positiva possuem renda per capita acima dos US$ 30 mil ou seja, são considerados ricos. A redução da participação da indústria nas economias dos países ricos está inserida dentro de uma diversificação dinâmica das atividades econômicas resultante da condição natural do desenvolvimento desses países.

O crescimento do segmento de serviços no Brasil que em 2009 teve participação de 68,5% sobre o PIB segundo o IBGE e representou 71,1% da empregabilidade de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, pode causar a falsa impressão que as atividades econômicas nacionais também estão passando por um processo de transformação semelhante ao acontecido nos países ricos.

É prudente avaliar se elas não são fruto de uma mudança da atividade profissional em função da redução da empregabilidade no setor industrial com características específicas da economia brasileira.
 
A mudança do perfil das atividades econômicas dos países ricos não provocou uma diminuição da qualidade de vida das suas respectivas populações.

A atividade industrial desses países atingiu patamares de produtividade e competitividade maiores que os do Brasil por conta das indústrias mais desenvolvidas.

A qualificação da mão de obra nesses países é melhor do que aquela observada no Brasil.
Os países considerados ricos possuem resultados nas suas balanças comerciais mais expressivos queos registrados na balança comercial brasileira.

Não há como deixar de se mencionar que a atual crise econômica internacional também contribui para a diminuição do crescimento das economias das diversas nações e por consequência acarreta um processo de desindustrialização, entretanto a proposta deste artigo é comentar a situação do ponto de vista da realidade brasileira.

É fato que a renda per capita no Brasil está crescendo e atingiu o valor de US$ 10.9 mil em 2010 segundo dados do IBGE além de uma expectativa de US$ 20 mil para 2025 conforme projeções feitas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), contudo ainda está muito aquém dos patamares atingidos pelos países ricos.

Pode-se afirmar que a desindustrialização no Brasil não está ocasionando a perda da qualidade de vida da população uma vez que na última década 39 milhões de brasileiros ascenderam a classe média. O resultado desta mudança social provocou um aquecimento da demanda doméstica, todavia se o consumo interno aumentou por que a indústria não está conseguindo atendê-lo ?
 
A resposta está no fato de que boa parte dessa nova demanda é atendida pelo produto estrangeiro já que a importação de produtos de média e alta tecnologia cresceu 177% entre 2004 e 2010 segundo dados da ABIMAQ.

Alguns economistas alegam que a desindustrialização no Brasil tem como pressupostos a valorização cambial aliada as exportações de bens primários, contudo ela é resultante de diversos outros fatores.
 
A desindustrialização no Brasil também pode estar ligada a falta de uma política industrial formulada a longo prazo que forneça as diretrizes necessárias a sua implementação garantindo ao empresariado uma fonte segura de investimentos.
 
Exceção deve ser feita ao Plano de Metas (1956/60) e do II Plano Nacional de Desenvolvimento (1975/79) que produziram resultados satisfatórios no desenvolvimento da indústria nacional, porém a médio prazo.

A descontinuidade das políticas industriais no Brasil que denotam uma total incompetência do governo em planejar a longo prazo, a falta de consenso e de compromisso fez com que o segmento perdesse muito em inovação tecnológica, produtividade e competitividade fatores estes que também contribuíram para uma possível desindustrialização.

O país ainda não atingiu um modelo industrial altamente desenvolvido, provido de tecnologia de ponta e diferencial competitivo que permita uma mudança das suas atividades econômicas, exceção feita a poucas áreas.
 
O Brasil emergente com um alto potencial de crescimento necessita muito do segmento industrial como fator propulsor do desenvolvimento da sua economia.

A realidade econômica brasileira permite afirmar que o processo de desindustrialização no país, além das considerações acima mencionadas, também advém de fatores tais como a alta taxa de juros, problemas de infraestrutura, carga tributária excessiva, burocracia, nível de poupança e custo trabalhista. Todo esse cenário não fornece a segurança necessária ao empresariado que quer investir para melhorar os níveis de produtividade e competitividade no país.

O recém lançado Plano Brasil Maior pela presidente Dilma Rousseff e que visa defender e tornar a indústria nacional mais competitiva em relação ao mercado internacional se alicerça basicamente na desoneração dos investimentos e das exportações, aumento dos recursos para a inovação tecnológica, fortalecimento da defesa comercial e estímulo ao crescimento dos micros e pequenos negócios.
 
Ao que tudo indica parece revelar uma certa continuidade da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior - PITCE (2003-2007) e da Política de Desenvolvimento Produtivo - PDP(2008-2010) ambas do governo Lula.

Isso pode representar algo novo do ponto de vista da política industrial já que demonstra certa coerência de ações dos governos anterior e atual, entretanto ainda é cedo para avaliar se os resultados advindos do referido plano serão promissores para a indústria e a economia do país.
 
Outro fato que merece destaque é que a nova política industrial servirá como um projeto piloto até dezembro de 2012 supervisionado por uma comissão tripartite formada pelo governo, setor produtivo e sociedade civil.

Com base em todas as considerações feitas é recomendável perceber que a desindustrialização no Brasil parece estar tomando um rumo negativo para a indústria e a economia do país.
 
Para que ela tenha uma conotação positiva caberá ao governo elaborar um projeto de desenvolvimento nacional a longo prazo que garanta a melhoria da produtividade e competitividade das indústrias. 

Dessa forma conseguirá dinamizar a economia do país fazendo com que ela naturalmente crie demandas de crescimento em outras áreas.

*Sergio Dias Teixeira Junior é especialista em comércio exterior, docente de comércio exterior e logística internacional do UNIFIEO e da UMC - Universidade Mogi das Cruzes e membro do Grupo de Estudos de Comércio Exterior - GECEU (UNIFIEO).
Autor do Coluna "Comércio Externo" no Zwela Angola, também escreve para outras mídias internacionais.
Contato- profsergio_junior@yahoo.com.br


Fonte: Pravda.ru

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