Fuso-horário internacional

Translate

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

PÁGINAS

Voltar para a Primeira Página Ir para a Página Estatística Ir para a Página Geográfica Ir para a Página Geopolítica Ir para a Página Histórica Ir para a Página Militar

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Grécia e a oportunidade histórica.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 22 de fevereiro de 2012




A Grécia e a oportunidade da história: o que fazer? A Grécia e a oportunidade histórica.

Estamos vivendo um momento histórico em que o aprofundamento da crise sistêmica, que se configurou em grave crise econômica e social, deixa claro a posição do grande capital financeiro, na tentativa de recuperar suas altas taxas de rentabilidade, a partir da relação com os fundos públicos. Na Europa e em outras partes do mundo, integrados na ideologia da colonização global que se encontra em curso, o aparato político da burguesia tenta operar um grande ajuste fiscal. Partem com voracidade sobre o Estado como instrumento para resolver os problemas dos balanços dos bancos privados. E as contradições da luta de classes avançam.

O cenário grego, no fulcro da crise, é desolador. O Banco Central Europeu, pressionado pela Alemanha e França, age dentro da lógica de rapina do Imperialismo tentando tirar da Grécia todos os recursos necessários para salvar seus bancos. Todas as medidas propostas têm levado ao desemprego, à informalidade no mercado de trabalho, a precarização e intensificação do trabalho no setor público, ao corte de investimentos e custeio na máquina pública de saúde, educação e previdência. Processam um conjunto de privatizações e desenvolvem uma cruel política de demissão em massa no serviço público. Só a última lei aprovada permitiu a demissão de mais de 30 mil trabalhadores públicos.

A Grécia não tem como sair da crise e a questão da burguesia européia não é tirar a Grécia da crise, é operar um conjunto de medidas de profundo corte e ajuste fiscal sem precedentes que sirvam como inspiração ideológica para os próximos acontecimentos. O capitalismo é uma “jaula de ferro”, onde a burguesia naturalizou o mercado e aprisionou os trabalhadores. Criou um mundo sem perspectivas, gerou a perda da liberdade humana através da alienação, do fetiche, da coisificação do homem. É o culto ao dinheiro, é o tempo do mammonismo que está parindo uma outra “civilização”. Portanto, não serão políticas reformistas de corte social-democrata que resgatarão a perspectiva dos trabalhadores na sua luta pela emancipação humana.

A social-democracia grega e o seu partido no governo barlaventeou e capitulou, como é de praxe, à política da burguesia, para os períodos de crise. Só que agora a crise é sistêmica e os trabalhadores foram para as ruas em toda a Grécia.

A cena política grega é de luta diretas das massas. A disputa está em todas as ruas de Atenas, as manifestações são gigantescas, as greves são cada vez maiores. Os trabalhadores, a central sindical PAME e o KKE estão marchando à frente das manifestações juntamente com outros movimentos sociais e forças políticas. Nesse momento da história da Grécia, se consolidou uma hegemonia de classe e o bloco histórico dos trabalhadores está em movimento. O que fazer?

A Grécia é um país que tem parte significativa de seu Produto Interno Bruto baseado nos serviços – só o turismo, que recebe 17 milhões de pessoas por ano, representa 15% do PIB e emprega 17% da população. O país tem uma população de 11 milhões de pessoas, sendo 5 milhões os trabalhadores e uma taxa de desemprego que atualmente chegou à 17% da força de trabalho. O segundo setor econômico grego é a marinha mercante, a segunda maior do mundo, atrás do Japão. Os gregos contam com 4.000 navios de carga, que empregam cerca de 250.000 trabalhadores e geram 5% do PIB. O fato pitoresco é que este setor não paga impostos na Grécia.

Pelos levantamentos de 2010, o PIB grego é de € 230 bilhões, concentrado no turismo, transporte marítimo, construção civil, pesca, agricultura e indústria extrativista. Todavia, a perspectiva da dívida pública grega, pelos levantamentos atuais atingirá 161% do PIB em 2012. Cabe esclarecer que, ao contrário do que alardeiam os meios de comunicação burgueses, esta dívida pública, como todas as dívidas dos demais países, foram contraídas em virtude de socorro ao sistema financeiro e ao pagamento de altos juros aos detentores dos títulos públicos.

O capital financeiro, detentor desses títulos, está pressionando o governo grego, via a ‘troica’, ou seja, os inspetores do Banco Central Europeu, do FMI e da Comissão Européia, a encontrar recursos para continuar a sugá-los para a burguesia. Como o Estado grego não tem mais condições de arcar com estas despesas, os representantes do grande capital exigem: privatizações – da rádio estatal, do aeroporto de Atenas e a quebra do monopólio estatal do jogo através da venda das loterias; ajuste fiscal, aumento da tributação sobre a população, corte de salários e corte dos direitos sociais. Se não bastasse este brutal pacote, a ‘troica’ exige que todas estas medidas sejam efetuadas e controladas por agências externas.

A partir desses dados, podemos perceber que a economia grega é periférica, dentro do sistema capitalista, o que faz da Grécia, o elo fraco da corrente. A burguesia que controla a zona do Euro não vê mais importância na Grécia, por isso se utiliza de ações tão violentas como forma de testar, política e ideologicamente, seu projeto que é de construção de um novo ciclo do capital para ampliar a sua acumulação. Todavia, as contradições objetivas estão dadas pelo quadro de crise sistêmica que se estabeleceu no processo grego. Mas, o mais importante é percebermos que as condições subjetivas estão em franco processo de consolidação.

Há vários meses os trabalhadores estão nas ruas para impedir os pacotes do governo. Fizeram comícios, lutaram com pedras nas mãos nas barricadas por toda Atenas, cercaram o parlamento, paralisaram os transportes, fecharam o comércio, fizeram greves e tudo isso com uma grande presença de trabalhadores.

Chegou o momento de dar o salto de qualidade na luta política, o bloco histórico dos trabalhadores demonstra força e organização. A questão central é levantar bandeiras que captem as contradições da relação capital-trabalho.

Essas bandeiras devem estar centradas na moratória da dívida, na saída da Grécia da zona do Euro, no retorno ao Dracma (antiga moeda), com sua conseqüente desvalorização cambial, estatização do turismo, da logística, do sistema financeiro, e a tributação da marinha mercante. Galvanizado por estas bandeiras, a questão imediata é levantar a justa palavra de ordem: todo poder aos trabalhadores em luta.

Os trabalhadores gregos fizeram o seu ensaio geral, os ecos do padrão histórico da revolução proletária ressoam por todas as ruas da Grécia carregados pelos turbilhões humanos nas grandes manifestações. A luta chegou a um impasse. Ou a vanguarda e seu bloco histórico se utilizam da perspectiva clássica e assumem a luta pelo poder, ou essas batalhas que ocorrem hoje em toda a Grécia não encontrarão uma perspectiva real de saída, levando os trabalhadores derrotados, de volta para suas casas.

As bandeiras são concretas, está faltando a ação da vanguarda para lançar a palavra de ordem: Todo poder aos trabalhadores em luta!

Fonte: Pravda.ru

Sobre os autores: Milton Pinheiro é professor de ciência política da UNEB (mtpinh@uol.com.br) e Sofia Manzano é professora de economia na USJT (sofiamanzano@hotmail.com).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Espionagem e propaganda usam redes sociais, Facebook e Twitter como coleção da inteligencia tática.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 18 de fevereiro de 2012


por Julie Lévesque
 
Um novo estudo pelo Conselho do Mediterrâneo para Estudos de Inteligência (MCIS) no Anuário de Estudos da Inteligência 2012 pontuou o uso dos meios de comunicação sociais como” a nova fronteira de penetração em código-fonte para coleta da inteligência tática”. IntelNews.org de José Fitsanakis, co-autor do estudo, relatórios:

Nós explicamos que o Facebook, Twitter, YouTube, e uma série de outras plataformas de redes sociais são cada vez mais vistas pelas agências de inteligência como canais de aquisição de informações valiosas. 
Baseamos nossas conclusões em três estudos de casos recentes, o que acreditamos destacar a função de inteligência das redes sociais. (Joseph Fitsanakis, Pesquisa: Espiões cada vez mais utilizam o Facebook, Twitter para recolher dados, intelNews.org, 13 de fevereiro de 2012)

O que o estudo não menciona, no entanto, é o uso de mídias sociais por agências de inteligência para outros fins. O estudo nos leva a crer que a mídia social é apenas uma ferramenta de coleta de inteligência, quando na verdade, uma série de relatórios têm mostrado que ela é usada para propaganda e para criar identidades falsas para operações encobertas. Essas práticas são discutidas no Exército de Amigos dos Meios de Comunicação Sociais Falsos para Promover a Propaganda, Meios de Comunicação Sociais: a Força Aérea ordenou um software para gerenciar o exército de falsas pessoas virtuais e Pentágono procura manipular a mídia social para fins de propaganda, publicado em Global Research, em 2011.

O estudo MCIS é parcialmente baseado no “Primavera Árabe” quadro esse que, alegadamente, “levou o governo dos EUA para começar a desenvolver diretrizes para abater a inteligência de redes de mídia social”. (Ibid.)

Novamente, isto deixa de fora o fato de que o Governo dos EUA oferece “treinamento ativista” para cidadãos estrangeiros para desestabilizar seu país de origem. Essa tática é detalhada em artigo mais recente de Tony Cartalucci, O Egito: Agitadores financiados pelos EUA em teste: ‘promoção da Democracia dos Estados Unidos’ = Insubordinação por Financiamento Estrangeiro.

A “Cyber dissidência” é patrocinada, entre outras pela CIA, ligada a Freedom House. O primeiro dos eventos do Instituto de Bush sobre liberdades humanas, co-patrocinado pela Freedom House foi intitulado “Conferência sobre dissidentes cibernéticos: sucessos e desafios globais”.

A Cyber Conferência sobre dissidentes  destacou o trabalho, os métodos, a coragem e as realizações de seus oito palestrantes convidados dissidentes, de sete nações. Cinco dessas nações são lugares onde a liberdade foi extinta (todos classificados como “não livre” pela Freedom House): China, Cuba, Irã, Síria e Rússia. Dois outros são lugares onde a liberdade está em perigo (ambos classificados como “parcialmente livres” pela Freedom House) por causa de um governo autoritário que acumula mais poder, como na Venezuela, ou por causa da ameaça de grupos terroristas internos, como na Colômbia. (A Conferência sobre dissidentes cibernéticos: sucessos e desafios globais, The George W. Bush Presidential Center)

Países onde a “liberdade foi extinta” e que são aliados dos EUA, como Bahrein ou na Arábia Saudita, não estão listados acima. O aliado dos EUA listadas apenas é a Colômbia e sua liberdade é dito ser ameaçado pelo grupo terrorista, e não pelo seu governo que. No entanto, o governo colombiano foi acusado de espionar seus jornalistas e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) diz que a liberdade de expressão “mal existe” na Colômbia.

O objetivo do “treinamento ativista” através de ONGs dos EUA é desestabilizar os inimigos políticos da América em nome da liberdade. A “Cyber dissidência” por sua vez é utilizada por agências de inteligência para operações encobertas.

Últimas postagens

posts relacionados (em teste)


Uma parceria estratégica entre França e Rússia tra ria benefícios econômicos para a Europa?

SPACE.com

NASA Earth Observatory Natural Hazards

NASA Earth Observatory Image of the Day

ESA Science & Technology