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terça-feira, 24 de julho de 2012

Forças Aéreas dos EUA e da Rússia realizarão em outubro exercícios conjuntos.

em 24 de Julho de 2012. 

Apesar de um certo arrefecimento nas relações entre a Rússia e países da OTAN, nenhuma das partes se recusa a realizar programas militares conjuntos. Os exercícios regulares da Força Aérea norte-americana com seus aliados, Red Flag, podem se tornar um destes programas. A próxima etapa das manobras será realizada em outubro de 2012.

A ideia dos exercícios Red Flag veio da liderança militar americana durante a Guerra do Vietnã, quando a Força Aérea e a Aviação da Marinha dos EUA, que apostavam principalmente em aviões multiúso pesados F-4 Phantom II e F-105 Thunderchief, demonstraram não estarem preparadas para o combate aéreo corpo a corpo com os leves e manobráveis MiG da Força Aérea no Vietnã.

A situação precisava ser corrigida. A Força Aérea dos EUA encomendou um estudo, conhecido como o projeto Red Baron II, durante o qual ficou claro que as habilidades do piloto e suas chances de sobreviver em uma batalha aérea aumentam significativamente, na média, depois de completar 10 missões de combate. Os exercícios Red Flag, lançados em 1976, tinham exatamente esse objetivo – proporcionar a cada piloto ou operador de sistemas de armamentos 10 voos de treino com intensas lutas de treinamento realistas, que deveriam dar um aumento de experiência semelhante ao resultante de atuais operações aéreas.

Na primavera de 2012, tornou-se conhecido que a Força Aérea da Rússia deverá participar em exercícios conjuntos da série Red Flag com os norte-americanos no outono de 2012. Como a Índia, que vários anos antes participou em manobras Red Flag com o Su-30MKI, a Rússia terá a oportunidade de testar suas máquinas em batalhas realistas com aviões da Força Aérea dos EUA.

Tal possibilidade é extremamente valiosa: até agora o único avião russo da quarta geração que realmente teve a oportunidade de lutar com máquinas militares ocidentais foi um MiG-29, e no entanto, as possibilidades de sua utilização em condições muito específicas das guerras de 1991 e 1999 eram muito limitadas. Nestas circunstâncias, a oportunidade de experimentar os aviões russos atualizados Su-27SM, Su-30M2, MiG-29SM ou máquinas de ataque, ainda que em combates de treino, mas contra aviões e pilotos ocidentais reais, é demasiado atraente para recusar.

Autor: Iliya Kramnik

sábado, 7 de julho de 2012

Um Phantom sobre a Síria: a 100 metros da guerra.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 6 de Julho de 2012.



Uma imagem datada de 08 de setembro de 2004 mostra um caça turco F-4 phantom em local desconhecido. A Turquia confirmou no dia 22 de junho de 2012, que um jato da Força aérea turca em voo sobre o Mediterrâneo Oriental desde o meio-dia foi derrubado pela Síria, de acordo com um comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan e anunciado no canal de notícias estatal TRT da Turquia. Aviões sírios e sua marinha estiveram em 23 de junho de 2012 a procura dos dois pilotos turcos cujo caça foi derrubado pela Síria, informou a televisão do governo pró-al-Dunia com sede em Damasco. A Síria admitiu na tarde de 22 de junho que tinha derrubado o avião, enquanto a Turquia – um membro da OTAN – alertou que tomaria ‘as medidas necessárias’ na sequência do incidente. EPA / Stringer

A história do caça turco abatido pela Síria pode se tornar num ponto de viragem no desenvolvimento da crise síria. Para a coligação de estados ocidentais e alguns países árabes isso pode ser um bom pretexto para o início de uma intervenção militar. A única saída para Damasco é a publicação de toda a documentação sobre o incidente e insistir na máxima abertura e transparência do inquérito. Temos o comentário do grande mestre internacional de xadrez Vladislav Tkatchov.


Talvez a data de 22 de junho de 2012 tenha de ser registada pelos historiadores . Como se sabe, foi precisamente nesse dia que as forças de defesa anti-aérea sírias abateram um caça turco Phantom F-4, depois do que as versões do sucedido divergiram diametralmente. Damasco afirma que o caça, ao encontrar-se sobre território sírio não reagiu a chamadas de terra, e por isso propõe interpretar o sucedido como um mal-entendido lamentável. Ancara insiste que o avião foi abatido sobre águas internacionais e, portanto, tratou-se de um evidente ato de agressão.


Apesar da diferença entre as versões verdadeira e falsificada poder ser de algumas centenas de metros, as apostas são muito elevadas: uma aeronave abatida ilegalmente pode, com certeza, ser um motivo para a declaração do norte da Síria como uma zona tampão de interdição aérea. Potencialmente pode servir para uma intervenção estrangeira.


As autoridades sírias devem, sem demoras, publicar toda a documentação do que aconteceu nesse dia azarado, insistindo na abertura e transparência da investigação. A reconstrução da ordem dos lances e cronometragem dos acontecimentos pode vir a ser a melhor proteção contra novas sanções. No xadrez, pelo menos, ainda ninguém encontrou melhor solução. Qualquer situação litigiosa é resolvida pela reconstrução da partida pelos adversários sob direção de um árbitro. Há até um tipo especial de exercícios que exigem a chamada análise retrospetiva. Ele ajuda a deslindar um novelo acumulado de contr adições, sem o que é impossível perceber o que se passa no tabuleiro. Tal e qual como no caso do Phantom turco.

EUA descobriram maneira barata de roubar VANTs.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 5 de Julho de 2012.




Pesquisadores da Universidade do Texas criaram um dispositivo, avaliado em cerca de 800 euros, que permite obter o controle de veículos aéreos não tripulados (VANT) e  interferir em sistemas de navegação GPS, redireccionando o VANT ou provocando a sua perda. O dispositivo foi chamado GPS spoofer.

O princípio de funcionamento de GPS spoofer se baseia na criação do sinal mais poderoso do que o de satélite que o veículo recebe. Assim, torna-se possível a transferência de novas coordenadas ao VANT.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

MQ-4C Triton é o novo drone da Marinha dos EUA.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 20 de Junho de 2012.


A companhia Northrop Grumman apresentou o seu novo veículo aéreo não-tripulado MQ-4C Triton, destinado à Marinha dos EUA e elaborado com base no aparelho Global Hawk.

O MQ-4C Triton será equipado com um radar de banda X para deteção de navios de superfície e irá integrar o sistema de reconhecimento naval alargado da Marinha norte-americana. Neste momento, a Northrop Grumman tem já fabricados dois exemplares experimentais do MQ-4C Triton . No total a Marinha dos EUA tenciona adquirir 68 desses drones.

O primeiro voo do MQ-4C Triton deve realizar-se até ao fim de 2012. O drone deve entrar no serviço em dezembro de 2015.

Segundo fontes abertas, o novo VANT tem uma envergadura de asa de 39,9 m, é capaz de atingir uma altitude superior a 18 km e tem uma autonomia de um dia. O radar permite ao MQ-4C Triton efetuar o reconhecimento de uma área de 7 milhões de quilômetros quadrados.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Rússia vai ter novo bombardeiro.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 14 de Junho de 2012.

No próximo decênio, a Força Aérea da Rússia deverá receber um novo bombardeiro estratégico. Entretanto, há quem critique a necessidade deste avião. Acontece que os modernos sistemas  de defesa antiaérea e defesa antimíssil podem tornar impossível a utilização deste aparelho que, contudo, não está excluído da lista de encomendas.

Hoje, a aviação de longo alcance da Força Aérea da Rússia inclui três tipos de bombardeiros: os supersônicos estratégicos de longo alcance Tu-22M3, os pesados Tu-95 e os superpesados de longo alcance Tu-160. O raio de alcance do Tu-22M3 atinge 1500-3500 quilómetros. Os seus congéneres mais pesados podem voar 6-7 mil km sem reabastecimento. Levando em consideração o raio de ação das suas armas principais (mísseis de cruzeiro) esta característica permite atingir alvos no território da América do Norte.

Em média, o parque russo de aviões estratégicos é mais jovem do que o americano. O principal bombardeiro americano, o B-52, tal como o Tu-95 russo, levantou voo pela primeira vez em 1952. Os B-52H, ainda em dotação da Força Aérea dos EUA, foram construídos em 1960-1962. Os B-1B, construídos em 1984-1988, e os B-2, construídos em 1989-1997 são da mesma idade que os aviões russos.

Os B-2, muitos dos quais já têm 50 anos, terão de voar até 2040. Entre 2025 e 2040, estas máquinas devem ser substituídas por aviões de nova geração, desenvolvidos no quadro do programa NGB (Next Generation Bomber – Bombardeiro de Nova Geração).

Este novo avião deve substituir também os B-1B, cuja retirada de dotação começará já nos anos 2030, e será utilizado paralelamente com os B-2 que terão de servir até o fim dos anos de 2040.

Segundo aquilo que se conhece sobre o NGB, o novo avião será diferente do B-2 no que se refere ao peso de decolagem (menor, cerca de 100 toneladas contra 170), ao armamento (bombas com 13 toneladas ao todo, contra 23) e ao raio de alcance (3800 km contra 5000). Uma diminuição de caraterísticas permitirá diminuir o preço da nova máquina para 500-600 milhões de dólares por unidade contra mais de um bilhão de dólares por um B-2.

Especialistas russos acompanham com bastante atenção o desenvolvimento do projeto NGB. A conceção de uma máquina de “peso médio – pesado” que tem maior alcance em comparação com o Tu-22M, mas menor do que o Tu-160 vê-se bastante atraente. Para definir a imagem do novo avião desenvolvido no quadro do programa PAK DA (complexo aéreo prometedor de aviação de longo alcance), é necessário determinar os seus objetivos.

O bombardeiro de longo alcance russo deve ter a possibilidade de atingir alvos no território da Eurásia após levantar voo da base, sem reabastecimento no ar, e cumprir missões de tipo intercontinental com reabastecimento. Este é um raio de alcance de 3500 km com carga completa e de 5500 km com carga limitada.

É possível diminuir o preço da máquina unificando os seus equipamentos com os do caça em desenvolvimento T-50. Discute-se a possibilidade de construir um avião de 100-120 toneladas com quatro motores AL-41 (o T-50 tem dois) e de desenvolver um equipamento radioeletrónico de bordo do novo bombardeiro na base do equipamento elaborado para o T-50.

Como alternativa ao PAK DA, propõe-se frequentemente a utilização da família de caças em dotação e em elaboração Su-27/Su-30 e T-50, de bombardeiros Su-34, assim como a modernização de aviões de longo alcance disponíveis.

A primeira decisão, embora seja financeiramente atraente, não  garante sempre novas potencialidades em caso de guerra. As capacidades dos aviões de curto alcance de atingir alvos fora de um raio de alcance normal (até 2000 km) diminuem bruscamente. É impossível atingir “em um único voo” alvos a uma grande distância do aeródromo de baseamento permanente. São necessárias ou uma base intermédia ou a utilização de aviões de reabastecimento, o que aumenta as despesas financeiras e o tempo para atingir os alvos.

A segunda decisão é melhor, mas é limitada no tempo. Apesar de um longo prazo de utilização, os modernos aviões não são eternos e o processo de sua projeção e de entrada em produção é longo. Se a Rússia suspender hoje o desenvolvimento de novo bombardeiro, o país poderá ficar sem aviação de longo alcance em 2040-2050. Se no período de sua projeção aparecerem novas máquinas que permitam abandonar dos portadores de mísseis pesados tradicionais, estes trabalhos poderão ser suspensos, mas só depois de surgir uma alternativa de trabalho.

Fonte: Voz da Rússia

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Japão pode se tornar o quarto país a ter seu próprio caça de quinta geração.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 30 de maio de 2012.

Após os EUA, a Rússia e a China, o Japão pode se tornar o quarto país a levantar ao ar seu próprio caça de quinta geração. O novo caça, relativamente pequeno em tamanho e peso, será o primeiro avião de combate desenvolvido independentemente no Japão nas últimas sete décadas.

No início de maio, o Japão encomendou os primeiros quatro caças F-35 norte-americanos. Nesta década, o Japão pretende comprar 42 máquinas deste tipo, continuando após 2020, mas esses planos podem mudar no caso de êxito no desenvolvimento de seu próprio caça japonês, que promete superar o F-35 no conjunto de características.

O novo veículo japonês, desenvolvido no âmbito do programa ATD-X (Advanced Technology Demonstrator-X), é relativamente pouco conhecido, e até recentemente sua realização na prática tem sido posta em questão.

O projeto de desenvolvimento foi iniciado em 2004, e ao mesmo tempo o programa foi atribuído o código ATD-X: o novo avião era considerado um demonstrador de tecnologia, e não se falava de seu uso em serviço.

Os voos do primeiro novo caça russo T-50 em janeiro de 2010 e do chinês J-20 um ano depois, deram um novo impulso ao trabalho dos japoneses. A incapacidade de adquirir caças F-22 junto com as perspectivas indefinidas (até agora) do F-35 e as capacidades limitadas dessa máquina, levaram as autoridades japonesas a aumentar o financiamento do projeto ATD-X.

Em março de 2012, a fábrica da Mitsubishi em Tobishima, perto da cidade de Nagoya, começou a montagem do primeiro protótipo do ATD-X para testes estáticos. No ano seguinte deve começar a construção de três protótipos voadores, e o primeiro voo do novo caça Mitsubishi, apelidado Shinshin (a tradução mais próxima do sentido dos hieróglifos 心神 que compõem seu nome é “espírito divino”), é esperado em 2014.

Como ultrapassar limitações

O caça F-35A que o Japão pode (e planeja) comprar nos EUA têm algumas limitações significativas. Em particular, ele não tem alta capacidade de manobra, tem uma velocidade de cruzeiro subsônica, não tem radar lateral. Em conjunto, isso leva muitos especialistas a avaliar o potencial do F-35 como menor mesmo em comparação com as atuais máquinas de série da geração 4++, como o Su-30MKI e o Su-35S, e como significativamente menor que o F-22 e, potencialmente, o T-50.


Entretanto, os adversários mais prováveis do Japão – a China e a Rússia – estão atualmente rearmado sua aviação com máquinas avançadas da quarta geração, e deverão receber aviões de quinta geração já nos próximos 10 anos. O potencial do projeto chinês J-20, por enquanto, é questionável, mas a probabilidade da força aérea chinesa obter caças da quinta geração é uma ameaça bastante grande.

Assim, o projeto ATD-X deve dar à força aérea japonesa um novo avião que não terá as limitações do F-35 causadas pelo desejo de construir uma plataforma versátil que atenda aos requisitos de todos os tipos de aviação. Restrições financeiras e tecnológicas não têm muita importância – o Japão é um país bastante rico para poder se permitir até mesmo um caça muito caro, e seu nível tecnológico torna possível desenvolver em um período razoável de tempo todo o equipamento necessário para as novas máquinas, incluindo o motor.

Futuro provável

Tendo em conta o tempo que todos os estados com aviação geralmente levam para desenvolver equipamento militar, o novo caça japonês, se o primeiro voo for realizado em 2014, entrará em série limitada não antes de 2017-18, e em produção em massa – mais próximo de 2020-21. Por esta altura, o Japão irá receber caças F-35 de combate, que entrarão em serviço da força aérea em 2016. Se as características do “Espírito divino” forem bastante altas, no futuro, o Japão poderá deixar de comprar F-35 em larga escala, fazendo uma aposta em sua própria indústria de aviação.

Além disso, se o Japão conseguir desenvolver seu próprio motor e fazer o projeto totalmente independente do fornecimento de peças críticas, será possível também sua exportação – pelo menos para diminuir o preço de uma unidade com o aumento dos volumes de produção.

A decepção com a quinta geração de caças da aviação militar.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 29 de maio de 2012.



Na Voz da Rússia foi realizada uma mesa redonda dedicada ao 100º aniversário da Força Aérea da Rússia e às perspectivas de desenvolvimento da aviação militar e da indústria aeronáutica nacional.

No evento participaram peritos militares e industriais russos bem conhecidos. No processo de melhoria do equipamento técnico da Força Aérea Russa e de criação de novos tipos de aeronaves, os especialistas russos analisam de perto a experiência mundial nesta área. O tema das principais tendências na indústria aeronáutica mundial foi discutido por Ivan Kudishin, editor da revista semanal Equipamento de Aviação e Mísseis.

Na última década, o ramo de veículos aéreos não tripulados (VANT) desenvolveu-se enormemente. Se no início de 2000 se falava somente de veículos de reconhecimento e vigilância (de todas as classes – desde muito leves a pesados), hoje em dia a ênfase está mudando em favor de VANTs de reconhecimento e ataque. Um exemplo notável é o concurso UCLASS da Marinha dos EUA para a construção de um VANT bombardeiro de ataque para porta-aviões. Os participantes do concurso são Northrop Grumman, a Boeing, a General Atomics e a Lockheed Martin. A criação de um VANT de convés é uma tarefa extremamente difícil: ele tem que pousar em um porta-aviões em movimento. A criação de VANTs descartáveis e reutilizáveis para uso com uma variedade de plataformas móveis, incluindo submarinos e aviões de patrulha, é hoje uma área chave no desenvolvimento deste tipo de equipamento.

Atualmente, foi reiniciado o desenvolvimento de uma plataforma de bombardeio e reconhecimento de nova geração, que irá substituir o material obsoleto (B-1B e B-52H), a partir de aproximadamente 2025. O avião deverá ser quase impercetível, subsônico, e, opcionalmente, tripulado. Isto significa que ele pode ser usado seja como VANT, seja como avião tripulado. O aparelho será equipado com uma vasta gama de armamentos de precisão e de baixa visibilidade.

Quanto aos aviões de quinta-geração, pode se dizer que a experiência de seu desenvolvimento nos EUA falhou. Um bom avião com grandes perspetivas de modernização e de expansão de suas capacidades militares, o Lockheed Martin F-22, foi construído em uma série muito pequena de 187 aviões, dos quais 2 se perderam em acidentes e um – em um desastre causado pela imperfeição do sistema de suporte de vida do piloto. Em serviço estão cerca de 160 aviões, dos quais apenas 55-65% estão prontos para combate.

O novo avião F-35, que está passando testes, sofre logo de duas doenças incuráveis: da excessiva universalidade e do crescimento descontrolado do custo. Apesar de sua aviônica avançada e de baixa visibilidade para os radares, o avião não possui velocidade de cruzeiro supersônica, tem capacidade de manobra e características dinâmicas limitadas, bem como uma modesta capacidade de carga. Os programas das modificações de convés, F-35C e F-35B, estão sob ameaça de encerramento. O custo de um avião F-35A para exportação é hoje de 122,8 milhões de dólares (apesar de o avião ter sido inicialmente posicionado como um aparelho de produção em massa e de custo inferior a 60-70 milhões de dólares), e o custo do F-35B atinge 190 milhões de dólares.

Como alternativa, as empresas Boeing e Lockheed Martin oferecem profundas modificações de aeronaves existentes F-15, F-16 e F/A-18E/F, que possuem uma visibilidade significativamente baixa e capacidades de combate avançadas.

Atualmente continua a produção de aviões médios de transporte militar estratégico Boeing C-17. A linha de montagem não será reduzida ou fechada, portanto as perspetivas de fornecimentos para a Força Aérea dos EUA se mantêm.

Continua a produção em série do avião C-130J Super Hercules, que ainda tem um bom potencial de exportação. Mas já muito em breve ele terá que competir com o avião de transporte Embraer KC-390. 

A Força Aérea do Brasil deverá receber estes aviões em 2014. O custo do C-130 é de 67 milhões de dólares, o valor declarado do KC-390 é de 50 milhões de dólares.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Rússia e China vão firmar contrato para a compra e venda de 48 caças Su-35.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 20 de maio de 2012.


Rússia e China estão muito perto de firmar um contrato de compra e venda de 48 caças polivalentes Su-35 por quase US$ 4 bilhões, comunicou hoje o diário “Kommersant” que cita uma fonte do setor da defesa russo.
As partes estão próximas de firmar um dos contratos mais importantes do último decenio pelo que China receberá 48 caças polivalentes Su-35″, disse a fonte.

Comentou que o único problema consiste em que Moscow exige de Pequim garantias jurídicas de que abandonará sua prática de copiar aviões russos competindo com a Rússia no mercado internacional, mas a China não se apressa a oferecer tais garantias.


Exemplificando, a fonte citou o avião chinês J-10 que é cópia exata do caça russo Su-27, ou o FC-1 que é cópia do caça MiG-29.

O diretor da edição “Export vooruzheni” (Exportação de armamento), Andrei Frolov, informou que os planos da China de comprar uma parcela tão grande de caças russos se deve ao atraso de sua indústria bélica.

“China alcançou grandes êxitos ao aprender a piratear caças soviéticos ou russos, mas não conseguiu desenvolver motores confiáveis para esses aviões e os compra da Rússia”, disse Frolov.

Segundo dados do Centro de Análises do Comércio Mundial de Armas, Rússia entregou no ano passado a China 11 motores D-30KP2 para bombardeiros H-6K e uns 60 motores AL-13F/FN para os caças J-10, J-11 y Su-27/30.

Fonte: Ria Novosti

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Índia incorpora 15 caças embarcados MIG-29.

 Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 20 de maio de 2012.

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Índia incorporou a sua Marinha de Guerra 15 caças embarcados russos MiG-29K/KUB adquiridos em 2004, anunciou o ministro indiano da Defesa, Arackaparambil Kurian Antony citado por Defense News.

Os caças serão colocados no porta-aviões Vikramaditya, antigo navio de guerra soviético “Almirante Gorshkov”, que engrossará a Armada indiana em dezembro de 2012, segundo o plano previsto.

Em 2004, a Índia adquiriu 16 caças MiG-29K/KUB, como parte do contrato para a reparação e modernização do porta-aviões “Almirante Gorshkov”, pelo valor de 650 milhões de dólares. Pelo momento, foram oferecidos 15 dos 16 caças.

Em 2010, Índia comprou um lote adicional de 29 caças MiG-29K avaliado em 1.500 milhões de dólares.

Os caças multipropósito MiG-29K (um piloto) y MiG-29KUB (dois pilotos) são aviões da chamada geração 4++. Dispõem de modernos sistemas de controle eletrônicos, são menos visíveis a radares e podem levar maior quantidade de combustível e armamento, em particular, mísseis guiados e não guiados, bombas e canhão incorporado de 30 mm.

Fonte: Ria Novosti

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Primeiro lote experimental de caças T-50 chegará a Força Aérea da Rússia em 2013.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 18 de maio de 2012.

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O Exército russo receberá no próximo ano um lote experimental de caças de quinta geração T-50, informou o coronel general Alexandr Zelin, assessor do ministro de Defesa e, até recentemente, comandante da Força Aérea da Rússia (FAR).

Zelin afirmou que o projeto do T-50 avança seguindo o plano. “Aos testes se incorporou recentemente o terceiro avião e em breve chegará o quarto”, disse em uma conferência organizada na cidade de Vorónezh na ocasião do 100º aniversário da FAR. O general acrescentou que a Força Aérea receberá em 2013 o primeiro lote experimental dos T-50.


Anteriormente se informou que o número de aviões implicados no programa de ensaios se elevaria de 3 para 14.

O primeiro caça T-50 fabricado em serie chegaria ao Exército em 2015. No total, a FAR planeja adquirir 60 máquinas deste modelo.


A Rússia procedeu ao desenvolvimento de um caça de quinta geração na década de 1990 e atualmente promove o projeto em cooperação com a Índia. O primeiro protótipo do T-50 levantou vôo em janeiro de 2010.

Fonte: Ria Novosti

sábado, 12 de maio de 2012

EUA frustra plano de queda de avião com destino a EUA.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 08 de maio de 2012.




A Casa Branca informou hoje que o presidente Barack Obama teve conhecimento em abril sobre um plano frustrado de uma filial da Al Qaeda para derrubar um avião de passageiros rumo aos Estados Unidos.


A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Caitlin Hayden, disse que também se assegurou a Obama que o equipamento não representou uma ameaça para o público.


"O presidente agradece a todos os profissionais da inteligência e anti-terrorismo envolvidos por seu destacado trabalho e por servir com a habilidade e o compromisso extraordinários que suas enormes responsabilidades exigem", comunicou Hayden.


Hayden também sinalizou que Obama ordenou às agências "tomar todos os passos necessários para proteger-se contra este tipo de ataque" e que recebeu com regularidade informes de sua equipe de segurança nacional.


Funcionários anti-terrorismo de Estados Unidos disseram que as agências estadonidenses de inteligencia internacional frustraram m intento de uma filial da Al Qaeda no Yemen para destruir um avião de passageiros com destino aos Estados Unidos um ano despois da morte de Osama bin Laden, informou hoje a CNN.


Editor: Rui Dong

Fonte: China.oeg.cn


sábado, 28 de abril de 2012

O futuro da aviação militar russa.

 Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 27 de abril de 2012.



Em 2012, a base aérea de Tchernigovka, no Estremo Oriente da Rússia, será completamente reequipada. Os helicópteros antiquados Mi-8 e Mi-24 serão substituídos por novas máquinas Mi-8AMTSh e Ka-52. Inicialmente destinado para apoio das tropas especiais, o Ka-52 se torna um helicóptero de combate básico.


Os planos de começar a produção de série dos Ka-52 foram anunciados ainda em 2006, mas, na altura, esta máquina foi considerada como helicóptero futuro de apoio de destacamentos especiais, prevendo-se que no quadro da modernização a aviação militar russa receberá 70-80 Ka-52 dos 300 helicópteros de combate previstos. A maioria deveria ser constituída por Mi-28N.


Hoje em dia, a situação mudou. Na totalidade, a aviação militar da Força Aérea e da Marinha receberá cerca de 400 helicópteros de combate até 2020, dos quais já foram fornecidos 80-90 máquinas. Ao mesmo tempo, até hoje já estão encomendados cerca de 100 helicópteros Mi-28N, cerca de 50 Mi-35 (variante modernizada do Mi-24) e 140 Ka-52 para a aviação das tropas terrestres. 

Uma vez que para a aviação naval está previsto também comprar 80 helicópteros Ka-52, o número total destas máquinas irá superar 200 unidades e, deste modo, mesmo levando em conta futuras encomendas de Mi-28, os helicópteros Ka-52 não lhe cederão em número.


As discussões sobre as máquinas que deveriam ser no futuro a base de destacamentos de helicópteros de combate nas tropas terrestres começaram em 1982, ainda nos tempos soviéticos, antes dos primeiros voos dos Mi-8 e Ka-50.


As opiniões dividiam-se, mas no fim dos anos 80 a preferência foi dada ao helicóptero desenvolvido pelo Gabinete de Projeção Kamov. A seguir, houve a desintegração da União Soviética, tendo a renovação do parque de aviação das tropas terrestres sido adiada. Alguns anos antes do fim da URSS, o Gabinete de Projeção Mil demostrou um helicóptero aperfeiçoado Mi-28, com um sistema de apontamento e navegação desenvolvido, e começou a desenvolver o Mi-28N, helicóptero de combate capaz de voar em quaisquer condições climatéricas, que superava a máquina da Kamov pelas possibilidades de equipamentos.


Por seu lado, o Gabinete de Projeção Kamov, criticado frequentemente pelo K-50 (na opinião de muitas especialistas, o seu piloto não podia simultaneamente dirigir o helicóptero e utilizar eficazmente as armas), desenvolveu uma variante para duas pessoas – Ka-52. Em resultado, esta máquina foi incluída no programa estatal de armamentos, primeiro, para 2006-2015 e, posteriormente, para 2011-2020.


A produção em série de vários tipos de armamentos, muito diferentes entre si, para a mesma missão foi em tempos o pior problema da indústria militar. Muitos especialistas consideram que este erro se poderá repetir com a seleção simultânea do Ka-52 e do Mi-28 para a produção em série. Parcialmente é assim mas, no entanto, há muitos argumentos a favor desta decisão.


Em primeiro lugar, objetivamente, as máquinas Ka-52 e Mi-28 são diferentes por suas possibilidades. Considera-se que o helicóptero da Kamov é melhor adaptado para ações militares no mar (qualidade que explica a sua utilização em navios tipo Mistral) e em zonas montanhosas. Ao mesmo tempo, o Mi-28, devido a sua melhor proteção blindada e a possibilidade de instalar um radar, pode ser utilizado com eficiência contra tropas com um sistema desenvolvido de Defesa Antiaérea.


Ao mesmo tempo, os Ka-52 e Mi-28 têm muitas caraterísticas comuns: tanto as unidades de propulsão como os armamentos, o que diminui o número de potenciais problemas ligados à manutenção simultânea de duas máquinas.


Contudo, a situação econômica e política na Rússia influi mais no destino do Ka-52. A produção em série da máquina impõe a necessidade de apoiar a fábrica de helicópteros de Arsenievsk, uma das poucas empresas altamente tecnológicas na região de Primórie, no Extremo Oriente da Rússia.


De fato, a indústria militar é hoje o único ramo na Rússia capaz de desenvolver e de produzir artigos de nível mundial. Em muitos casos, este nível é determinado pelas potencialidades de armamentos russos. Os Ka-52 e Mi-28 são dos melhores helicópteros de combate no mundo e a busca de compromisso foi natural nesta situação.


A necessidade de fornecer equipamentos modernos às Forças Armadas também desempenhou o seu papel. Infelizmente, nem a empresa Rosvertol (Mi-28), nem a Progress (Ka-52) são capazes de produzir em série o número necessário de máquinas de devida qualidade. Nestas condições, apostar num modelo seria protelar os ritmos de renovação da aviação militar.




Porta-helicópteros Mistral serão equipados com armas russas.


Os porta-helicópteros franceses Mistral, que estão sendo construídos para a Frota Militar da Rússia, obterão armamento principal de produção russa. Em cada navio de novo tipo a Frota Militar planeja instalar 8 helicópteros multifuncionais Ka-52K Alligator e 8 helicópteros de transporte e combate Ka-29.


O contrato para a construção de dois porta-helicópteros Mistral no total de 1,2 bilhões de euros foi assinado em junho de 2011. Neste ano planeja-se assinar um contrato para a construção dos outros dois porta-helicópteros, que serão construídos, como se espera, pela Corporação Unida da Construção Naval e pela usina do Báltico.




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Bombardeiros Estratégicos Russos
Especialistas chineses explicam por que a Índia e a Rússia desenvolvem em conjunto um caça de 5ª geração.
Índia e a Rússia devem intensificar esforços de construção do seu caça avançado para não perder a corrida para a China.
EUA receia colaborar com propaganda do poderio militar russo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Estados Unidos planejam fabricar drones nucleares.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 16 de abril de 2012.


Estados Unidos têm planos de fabricar uma nova geração de aviões não tripulados (drones) de propulsão nuclear, capazes de voar durante meses e executar missões de bombardeio em massa sem a necessidade de reabastecimento.

Segundo as ordens do Pentágono, o consórcio armamentístico Northrop Grumman e os laboratórios Sandia National, principal agência governamental para investigações e desenvolvimento atômico, se encarregará da fabricação de tais equipamentos.

Chris Coles, do fórum Drone Wars UK, tem criticado o novo projeto de Washington pela insegurança que resulta em comparação com os aviões tradicionais, alegando que os drones tendem a cair com mais facilidade.

O uso bélico dos aviões não tripulados, iniciado no mandato de George W. Bush, tem aumentado consideravelmente durante a administração do atual presidente estadounidense, Barack Obama, no Afeganistão, Paquistão, Yemen, Somália e em outros territórios.

Mesmo assim, a Defesa norte-americana busca conseguir a autorização da Administração Federal de Aviação (AFA) para legalizar o sobrevôo das naves não tripuladas em territorio nacional.

Apesar de o Departamento de Defesa dos Estados Unidos ter constatado reiteradas ocasiões que os drones têm como objetivo combater aos grupos terroristas, entre eles a Al-Qaeda, as estatísticas afirmam que os civis são as principais vítimas dos ataques aéreos excutados por este tipo de aeronaves.

fonte: Iranews

sexta-feira, 16 de março de 2012

Rússia exige condições para oferecer caças à China

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 15 de março de 2012.



China tem planos de comprar da Rússia uma quantidade de caças modernos, mas como de costume a China copia e desenvolve a fabricação própria do material bélico estrangeiro sem autorização prévia do fornecedor atrasando a concretização do contrato.


Duas vantagens ao Império Celeste


A Rússia está a ponto de firmar um dos maiores contratos de compra e venda de caças nesta década. “As partes estão quase a estabelecer o número de aviões para o fornecimento. A China anunciou sua disposição de comprar 48 caças polivalentes Su-35, informou em 6 de março passado o diário russo Kommersant citando fontes do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar de Rússia.


Trata-se do modelo Su-35S destinado à exportação. É a versão modernizada do Т-10BM desenhado pela oficina de projetos Sukhoi que passaria a ser um dos melhores aviões de combate no mundo.


Esta plataforma serviu como base para o desenvolvimento dos caças interceptores Su-27, caças multifuncionais Su-30, caças Su-33 e caças bombardeiros Su-34.

O Su-35S é um caça da geração 4++ e de fato é o apogeu do desenvolvimento dos aviões da quarta geração.

Em 2008, esse avião realizou seu primeiro vôo e, em virtude do contrato firmado no Salão Aeroespacial MAKS 2009, a Força Aérea da Rússia deve receber 48 caças Su-35S.

Em 2011, os primeiros caças fabricados em série já estão sendo entregues ao Exército do Ar russo para testes.

Mas o contrato potencial de exportação dos caças anunciados enfrentam um grave problema no âmbito da cooperação militar russo-china, pois a China copia ilegalmente o material bélico exportado.

Cooperação com países asiáticos

Nos anos noventa havia dois canais importantes pelos quais a Rússia exportava seus produtos aeronáuticos.

O grupo aeronáutico russo Irkut, que fabricava os caças polivalentes Su-30MKI, fornecia sua produção à Índia. o outro país interessado na compra de aviões russos foi a China.

Em 1996, a empresa fabricante de aviões russa Sukhoi entregou à China 46 cazas Su-27SK fabricados na cidade de Komsomolsk em Amur (Extremo Oriente russo).

Em 1998, a Rússia começou a trabalhar no contrato de montagem de 200 caças a partir de peças fabricadas na Rússia, com um paulatino aumento da cota de componentes fabricados na China.

Em 2000, a Força Aérea chinesa incorporou nos seus arsenais 73 caças polivalentes Su-30MKI, e em 2004, a Armada chinesa recebeu a versão modernizada do Su-30MKI (24 aviões) projetado para detectar, vigiar e destruir alvos sobre a superfície do mar.

É evidente que a cooperação militar com a China era de importância especial à Rússia. Mas na metade da década passada Moscow interrompeu o fornecimento de armamento e material bélico à China.

Caças Sukhoi fabricados na China.

A Rússia interrompeu a montagem de caças interceptores Su-27SK (J-11, segundo a classificação chinesa) na China sem cumprir o contrato. Após a montagem de 95 aviões dos 200 previstos até 2003, os fabricantes decidiram terminar o processo.

A China estava descontente com os equipamentos, considerando-os insuficientemente modernos. E a Russia se opôs à prática tradicional aplicada pelo país asiático de modernizar o material bélico sem concordar com os desenvolvedores.

A empresa aeronáutica russa Sukhoi se negou a dar sua aprovação para a fabricação do J-11B, a versão chinesa do Su-27SK. Por sua parte, Pequim renunciou à compra da versão russa mais moderna, o Su-27SKM, proposta pela Sukhoi.

A montagem se interrompeu, mas a China continuou fabricando os caças por sua conta. Atualmente o Exército do Ar e a Armada chinesa estão dotados com mais de 160 aviões desse tipo e, tendo em conta os respectivos pedidos para sua fabricação, seu número poderia subir a uns 250.

Esse não é o único caso em que a China tem infringido os direitos de propriedade para a fabricação de armamento. As copias ilegais de material bélico aparecem regularmente no gigante asiático. Durante os últimos anos, foram detectados muitos equipamentos pirateados nos aeródromos chineses.

Por exemplo, o avião J-15, desenhado para o futuro porta-aviões chinês Shi Lan, o antigo Variag soviético, é uma cópia do caça Su-33 entregue à China pela Ucrania.

O J-16 vem após a tentativa de fabricar o Su-MK2.

Desde principios dos anos 2000, Pequim renunciou às compras massivas de armamento russo, preferindo firmar contratos para a importação de pequenas quantias para submeterem a testes. Na realidade as utilizou para copiar e reproduzir as tecnologias.

Isto é inaceitável à Rusia. Agora a China só pode contar com contratos para a importação de grandes itens, porque a renda recebida de sua venta poderiam compensar os fabricantes russos pela cópia inevitável de suas tecnologias. 

Capacidades da indústria aeronáutica chinesa.

Desde os anos noventa, os chineses tentam o acesso às tecnologias de fabricação do material bélico da Rússia. Mas seriam capazes as empresas aeronáuticas chinesas de fabricar as cópias do material bélico que possam competir com as versões originais?

A indústria de alta tecnologia é o setor que até hoje em dia ninguem conseguiu inventar nada sem passar por todas as etapas anteriores do desenvolvimento tecnológico.

O milagre econômico do Império Celeste pode nos admirar, mas o atual nível tecnológico da China não lhe permite reproduzir muitas das tecnologias que está disposta a oferecer Rússia ao pirata asiático.

O problema principal é o atraso da China na construção de motores. “A China alcançou grandes êxitos ao aprender a piratear caças soviéticos ou russos, mas não soube desenvolver motores confiáveis para esses aviões e os compra da Rússia”, disse a RIA Novosti o diretor da publicação ‘Export vooruzheni’ (Exportação de armamento), Andrei Frolov. Além disso, a indústria de Defesa da China “é incapaz de dotar seus caças com uma aviônica de fabricação nacional”.

A explicação para isso está em que os motores de turbo-propulsão que os aviões utilizam estão no topo do desenvolvimento de complicadas tecnologias e ciência fundamental aplicadas no campo dos materiais especiais, ligas e métodos de tratamento.

A China cessou de comprar os caças Sukhoi, mas segue firmando contratos para a importação de muitos itens de motores russos AL-31F, e os utilizam para a construção dos equipamentos pirateados.

Além disso, os chineses compram grandes peças em grande quantidade para a montagem dos motores, o que torna impossível copiar sem criar uma escola especial de física e química aplicada. 

Comprar menos, copiar mais.

O que o Su-35 tem a ver com tudo isso? A bordo deste equipamento fabricado pela indústria aeronáutica russa foram testadas muitas novas tecnologias com as que posteriormente foi equipado o caça russo de quinta geração T-50. Por isso o processo de desenvolvimento do Su-35 foi tão importante.

A China quer adquirir o processo seguinte da tecnologia aeronáutica russa. Trata-se de um projeto principalmente novo, radares e o novo motor AL-41F1S, no qual se provaram as soluções para o motor que se utiliza no caça T-50, enquanto seguir os trabalhos para criar o motor de segunda etapa para o avião de quinta geração.

Isto provoca um grande interesse pelo Su-35 e obriga Moscow a tomar precauções. Rússia está disposta a oferecer esses caças a China, mas entende as possíveis consequências disto. Assim, o volume mínimo de caças fornecidos à China deve ser demasiado alto para compensar as perdas que sofreria a Rússia caso a China copie o equipamento.

É difícil predizer se a venda de 48 caças seria suficiente para conseguir este objetivo. É evidente que seria melhor firmar um contrato para o fornecimento de uns 100 caças e concordar os termos para a entrega dos equipamentos. Seria inoportuno mostrar a Pequim todas as novidades.

Mas inicialmente a China planejava adquirir somente 10 ou 12 caças. A julgar por isso, se a Rússia entrar em acordo com a China para o fornecimento de uns 50 equipamentos, isso seria um êxito. Ainda mais, que caso esse contrato seja assinado, o caça Su-35 terá seu caminho aberto ao mercado internacional.

Sendo a versão mais moderna dos caças de quarta geração, este avião poderia gozar de demanda no mercado de armas durante muitos anos. E o primeiro bom contrato que faria melhorar as perspectivas do armamento e do material bélico imediatamente a ganhar as licitações abertas.

Fonte: Ria Novosti

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Venda de aviões Yak-130 à Síria demostra a confiança da Rússia no regime de Assad segundo especialista.

Yak-130 biplace da Força Aérea Russa. Foto: www.airliners.net
 A futura oferta de aviões Yak-130 à Siria demostra o apoio de Moscow ao regime de Bashar Assad e a confiança em sua continuidade como sócio estratégico e aliado da Rússia no Oriente Médio, declarou o diretor do Centro russo para análises do tráfico internacional de armas (TsAMTO), Ígor Korotchenko.

 Korotchenko comentou assim a notícia, difundida nesta segunda-feira 23, por alguns meios, de que Moscow firmou com Damasco um contrato para a oferta de 36 aviões de instrução e combate Yak-130. Segundo as expectativas, a parte russa procederá à execução do acordo se a Síria avançar com a transferência.

 “Mediante este contrato, Rússia manifesta claramente a segurança de que o presidente Asad saberá manter sob controle a situação na Síria”, sublinhou Korotchenko. Qualificou o acordo como “outro gesto demonstrativo para ressaltar a confiança de que Damasco seguirá sendo nosso sócio estratégico e aliado no Oriente Médio”.

 O especialista não duvida de que “o oferecimento dos Yak-130 é um primeiro passo até futuros contratos aeronáuticos”, pois a venda de modernos caças russos à Síria demonstra a necessidade de criar a base correspondente para o treinamento de pilotos.

 “Por outro lado, o Yak-130 é um avião que tem demanda no mercado internacional de armas. Independentemente de como evoluam os acontecimentos, a Síria não é a única que o necessita”, afirmou Korotchenko.

 Recordou que a Força Aérea da Rússia contratou até pouco tempo 55 aeronaves Yak-130, um jet biplace desenvolvido especialmente à formação e a recapacitação de pilotos dos caças Su-30 e MiG-29.

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20120123/152527117.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bombardeiros russos continuam patrulhando oceanos.

  Em 2012 bombardeiros estratégicos da Força Aérea da Rússia realizarão pelo menos 50 voos em patrulhas aéreas sobre as águas dos oceanos Ártico, Atlântico e Pacífico, bem como sobre o Mar Negro.

 O bombardeiro e transporte de mísseis Tu-95MC (denominado Bear pela OTAN) detém o recorde de duração do voo sem escalas para os aviões deste tipo. Em 2010 dois bombardeiros voaram cerca de 30 mil quilômetros em 40 horas ao longo dos três oceanos com quatro reabestecimentos aéreos.

Fonte: Voz da Rússia.

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Graças ao Google base de testes de drones secreta é revelada ao público.

Militares iranianos observam drone dos EUA derrubado no país.
 A rede Flight Global, que oferece novidades do mundo da aviação, publicou fotos de satélite do recurso Google Maps que revelam supostamente a localização da base aérea secreta de Yucca Lake, no Estado de Nevada, Estados Unidos, onde se realizam testes de equipamentos não tripulados, inclusive o RQ-170, comunicou a rede de televisão Fox News.

 Segundo informação do canal um coronel da Força Aérea Americana, Cedric Leighton, nas fotos aparecem equipamentos não tripulados Reaper e Predator, mas nessa mesma base se realizam também os testes dos aviões não tripulados RQ-170 Sentinel.

 “Google traz ao domínio público o que antes era somente de conhecimento dos militares e serviços secretos”, comunicou Leighton, explicando que o mais interessado nessa informação é o Irã, pois pode a saber como os Estados Unidos realiza os vôos de reconhecimento.

 O coronel disse que o Google tem o direito a insertar tais fotos, mas deve abstenr-se das ações que revelem segredos militares. A companhia Google se absteve de comentar esta declaração.

 A imprensa iraniana informou há pouco que no início de dezembro foi derriubado e caiu para o domínio dos militares da Irã um RQ-170 que realizava vôo sobre a parte oriental da República Islâmica.

 As redes de televisão nacionais do Irã mostraram na semana passada o RQ-170 abatido. Segundo a agência iraniana Fars, o aparelho estava dotado de novíssimos sistemas de seguimento visual, meios eletrônicos de comunicação e radiolocalização.

 A companhia de televisão norte-americana NBC comunicou que o RQ-170 foi utilizado para o interesse da CIA, com a finalidade de obter informação sobre as instalações nucleares do Irã.

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20111212/152189857.html

Leia também:

Os Estados Unidos realizam missões com aviões Predator no Iêmen.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Aviões e espaçonaves são prioridade máxima na Rússia.

Aviões e espaçonaves acima de tudo.

 A Rússia, que terminou o processo de consolidação da indústria aeronáutica, vê o ramo aerospacial como uma prioridade estratégica absoluta de seu desenvolvimento – declarou o primeiro-ministro Vladimir Putin durante a visita ao 10º Salão Aerospacial Internacional MAKS em Zhukovski, no entorno de Moscou. Foram assinados na presença do primeiro-ministro vários contratos russos e internacionais, tendo o público presenciado pela primeira vez as performances práticas do mais sofisticado caça russo da quinta geração.

 Vladimir Putin apontou que o desenvolvimento da indústria aeronáutica e do ramo espacial são importantes não somente para o prestígio do País, como também para sua capacidade defensiva e criação de condições para expansão tecnológica. E prosseguiu:

 Tudo isso aqui são realizações da Rússia contemporânea, são uma encarnação do trabalho dos nossos especialistas empenhados em fazer renascer e desenvolver as melhores tradições das indústrias aeronáutica e espacial da Rússia. O Estado sempre prestou e continuará prestando apoio ao complexo industrial aerospacial nacional. A Rússia vai reativando as sonsagens do Sistema Solar e incrementando o grupo orbital de satélites, incluindo os responsáveis pelo sistema de navegação russo GLONASS.

 O primeiro-ministro percorreu a exposição do salão internacional e acompanhou os voos demonstrativos no ar. A sensação maior do show foi o voo de dois caças da quinta geração PAK FA, os quais poderão vir a complementar a frota da Força Aérea em 2016. Vladimir Putin subiu ao salão e à cabine do novo avião civil MS-21, visitou os estandes da oficina de projetos “Sukhoi” e as exposições de outras grandes construtoras aeronáuticas e contatou com pilotos e engenheiros nacionais.

 Entre as máquinas aéreas para uso civil, aparecem expostos pela primeira vez no solo de Moscou o aerobus europeu A-380, o maior avião de passageiros do mundo, e o já popular “Dreamlines”, construído pela “Boeing”. Foram apresentadas na mostra numerosas novidades russas, tais como o helicóptero polivalente Mi-34C1, os helicópteros Ka-62 e Ka-226T, este último equipado com um módulo médico ímpar, assim como um modelo conceptual da espaçonave “Rus”. O premiê ressaltou que o Governo priorizará, acima de tudo, a necessidade de uma modernização técnica das empresas e organizações científicas implantadas no setor aerospacial e ajudará as companhias nacionais nos seus esforços para acessar mercados globais. Disse mais adiante Vladimir Putin:

 Aqui, em Zhukovski, está sendo criado um centro nacional da indústria aeronáutica, o qual estará integrado pelas mais importantes oficinas de projetos, institutos de pesquisas e fábricas experimentais. Esse centro servirá de base para a formação de um núcleo inovador do ramo aeronáutico nacional e um cluster científico-industrial de nível mundial.

 Especialistas reconhecem que o MAKS vai ganhando seguramente a posição de um dos salões aerospaciais mais categorizados do mundo, a par dos de Le Bourget, na França, e de Farnborough, na Inglaterra. Esta ano, participam mais de 800 companhias de 42 países. As demonstrações acrobáticas no ar estão sendo realizadas por mais de 300 aparelhos voadores, entre os quais os famosos grupos russos “Os Andorrinhões” e “Os Guerreiros Russos”.

Fonte: Voz da Rússia.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Especialistas chineses explicam por que a Índia e a Rússia desenvolvem em conjunto um caça de 5ª geração.

 Chang Hu, o editor de uma revista militar, e seu colega respondem à televisão chinesa sobre a cooperação Indo-russa na àrea da aviação militar.

 A Rússia anunciou suas prioridades para a exportação de armas onde a Índia é a principal prioridade. Atualmente, a Rússia e a Índia estão desenvolvendo em conjunto o avião caça de quinta geração (FGFA). Recentemente, a Força Aérea da Índia relatou os planos de comprar mais de 200 caças FGFA.

 Em 8 de outubro, a Força Aérea da Índia organizou uma exposição e vôos de demonstração na base perto de Nova Delhi para comemorar o aniversário de 79 anos da Força Aérea nacional. Foi anunciado que a Força Aérea iria comprar 214 FGFAs, dos quais 166 do modelo de assento único e 48 caças do modelo de assento duplo. Esses últimos serão fabricados pela Hindustan Aeronautics Ltda (HAL).

 Hu Chang, o editor de uma revista militar, e seu colega foram convidados para o estúdio da televisão CCTV chinesa. Eles responderam a inúmeras perguntas.

O que é o caça FGFA?

 Deve ser um caça desenvolvido em linha com os mais altos padrões mundiais. A base tecnológica da Índia é muito fraca, portanto, a Rússia faria a maior parte deste trabalho. A Rússia já desenvolveu um protótipo da aeronave (o projeto T-50), que está passando por testes de vôo.

 Então, por que não pode vender esses caças da Rússia para a Índia? Por que eles precisam deste desenvolvimento em conjunto?

 Na verdade, o T-50 ainda está em desenvolvimento. A Rússia mostrou o caça no show aéreo MAKS 2011. Ficou claro que o projeto da aeronave é "grosseiro" com um monte de emendas e articulações. A participação da Índia pode cobrir uma parte significativa do financiamento para este projeto. Atualmente, a Índia tem que fazer a escolha entre os dois caças europeus - Typhoon ou Rafale - para comprar 126 caças para a Força Aérea. Dada a difícil situação econômica na Europa, a Índia pode ter sucesso em "extorquir" tecnologias. Por exemplo, essas aeronaves têm aviônica muita boa e a Índia pode se tornar um "consolidador" das tecnologias européia e russa no projeto FGFA.

 De acordo com a Força Aérea da Índia, o país espera conseguir esse caça tão logo antes de 2017, ou seja, levaria apenas seis anos para desenvolvê-lo.

 Na verdade, toda a plataforma tecnológica da aeronave será desenvolvida na Rússia. No entanto, o T-50 é mais um demonstrador de tecnologia e vai demorar muito tempo para obter o verdadeiro caça. A Força Aérea da Rússia informou que esse caça seria adotado em 2015, o que é difícil de acreditar. Além disso, se a Força Aérea da Índia o recebe em 2017, em seguida, a Índia pode adotá-lo ainda mais rápido que a Força Aérea Russa. Provavelmente, a Índia será o segundo site de teste do T-50.

 Sabe-se que os E.U.A. não exportam o F-22, então por que a Rússia permite que outro país tenha acesso às últimas tecnologias?

 Acho que a primeira razão é que a Índia não representa uma ameaça para a Rússia. Em segundo lugar, o projeto desse avião ainda está longe do nível desejado. O T-50 tem o equipamento de bordo, mas muito ainda tem de ser criado, por exemplo, um barramento de dados digitais semelhante ao 1553B americano. A Rússia ficou para trás nessa área, mas a França pode compartilhar uma tecnologia semelhante com a Índia se o caça Rafale vencer o concurso.

Barramento de dados 1553B - aviônica de controle de caças americanos.

 Assim, a Índia pode consolidar as tecnologias militares francesas e russas no novo caça. A Índia tem uma maneira especial de pensamento militar - eles querem adquirir produtos já feitos sem se preocupar em desenvolver novos.

 Mas a Índia voltará a ser dependente de tecnologia estrangeira...

 Eu acho que a participação no desenvolvimento de aeronaves modernas seria útil para a Índia desde que o país desde que seja para adquirir experiência na concepção. O projeto FGFA é uma rara oportunidade para ganhar experiência neste campo.

 Assim, a Índia pode se tornar dona da tecnologia mais recente?

 Sim. Será um grande passo à frente. A Índia será um dos poucos países no mundo com o seu caça de quinta geração.

 Se tudo correr como o planejado, a Índia pode ultrapassar os E.U.A., no número de caças pesados de quinta geração?

Isso é verdade.

 Como é que esse fator afeta a situação na região Ásia-Pacífico?

 A Índia aprovou o 11o plano de cinco anos, durante o qual 214 caças de quinta geração devem ser adotados. De fato, tudo depende do financiamento da Força Aérea Indiana.

 Mas este período é muito curto para produzir tantos aviões.

Isso mesmo.

 Outra pergunta. Hoje, a Índia pode comprar sistemas militares de países ocidentais, incluindo os Estados Unidos. Mas armas russas ainda são responsáveis ​​por 70% do arsenal militar da Índia. Por que a Índia continua a preferir as armas russas?

 Primeiro, é por causa do barateamento relativo dos hardwares e equipamentos militares russos. Em segundo lugar, a Rússia está disposta a transferir tecnologia muito mais do que os países ocidentais. A Índia usa essa situação para diversificar as compras de armas, assim, alcança uma maior independência das fontes de armas. Por exemplo, a Índia compra os aviões de transporte C-130 e o C-17 dos Estados Unidos.

Fonte: 
http://indrus.in/articles/2011/10/18/chinese_experts_explain_why_india_and_russia_jointly_develop_fgfa_13132.html

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