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sábado, 7 de agosto de 2010

Presidente de Abkházia teme nova agressão da Geórgia que parece ter restabelecido sua força bélica.

 O presidente da Abkházia, Serguei Bagapsh, afirma que no ritmo em que a Geórgia arma seu Exército levanta suspeitas que está preparando um novo ataque contra os seus antígos territorios, Abkházia e Ossétia do Sul.

 "Levando em conta o rápido rearmamento da Geórgia com a ajuda do Ocidente, não descarto que esteja preparando uma nova agressão", declarou Bagapsh em entrevista a RIA Novosti.

 Na sua opinião, o presidente georgiano, Mikaíl Saakashvili é imprevisível em suas ações. Ao referir-se à guerra de 2008, quando Saakashvili ordenou o ataque contra a Ossétia do Sul, o líder abkasio indicou que o presidente georgiano é "uma pessoa que não vai parar por aí".

 Na véspera, Valeri Yaknovets, novo ministro de Defensa de outra antiga província georgiana, a Ossétia do Sul, informou em declarações ao diário Kommersant que recomendou ao serviço de segurança sul-osseta "não relaxar" e "preparar-se para repelir" uma nova agressão que ela não descarta enquanto Saakashvili  governar a Geórgia.

 O Exército georgiano atacou a Ossétia do Sul na noite de 7 a 8 de agosto de 2008 destruindo parte de sua capital, Tskinvali. A Rusia respondeu com o envio de tropas para proteger o seu contingente de paz estacionado na zona e também aos vizinhos locais, muitos deles de nacionalidade russa.
 Os militares georgianos foram obrigados a recuar após cinco dias de hostilidades. Em agosto daquele ano, a Rússia reconheceu a soberania da Ossétia do Sul e da Abkházia, e mais tarde também a Nicarágua, a Venezuela e a República de Nauru reconheceram como países independentes as antigas provincias georgianas.

Fonte: http://sp.rian.ru/onlinenews/20100806/127393056.html


A Abkázia e a Ossétia do Sul são antigos territórios da Geórgia que se autoproclamaram independentes após a guerra russo-georgiana de 2008. São reconhecidas apenas pela Federação Russa, Nicarágua, Venezuela e Nauru.

A Geórgia restabeleceu por completo seu potencial bélico desde a guerra de 2008 segundo um especialista.

 Passados dois anos desde a guerra russo-georgiana em torno da Ossétia do Sul, o regime de Mikail Saakashvili restabeleceu por completo seu potencial militar, afirmou Igor Korotchenko, diretor do Centro russo para o análise do tráfico internacional de armas.

 "É o resultado de que a comunidade internacional nunca aceitou a proposta russa de embargar o fornecimento de armas e equipamento militar à Geórgia", disse o especialista.

 Acrescentou que a importação de armas permitiu à Georgia "suprir as perdas, restaurar as bases militares e demais infraestruturas, assim como aperfeiçar a instrução dos efetivos do Exército nacional".

 O Governo georgiano recibeu grandes quantidades de armas totalmente grátis ou a preços de barganha, constatou Korotchenko ao ressaltar que "muitas transações ocorreram secretamente e não foram declaradas em lugar nenhum, em particular, no registro correspondente das Nações Unidas".

 "Geórgia pode ser definida nos últimos anos como um buraco negro em termos de cooperação técnico-militar ", disse ele. Mesmo levando em conta os montantes declarados oficialmente que, de acordo com Korotchenko não excedem a 20-25% do volume real, a Geórgia se recuperou muito além do plano militar pré-guerra.

Fonte: http://sp.rian.ru/onlinenews/20100807/127398026.html

terça-feira, 27 de julho de 2010

Chávez responde a uma suposta ação militar por parte da Colômbia.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou a ruptura total das relações diplomáticas com a Colômbia e ordenou "alerta máximo" ao longo das fronteiras com o país, informou a imprensa local. 

 "Não nos resta, por dignidade, senão uma completa ruptura das relações diplomáticas com a irmã Colômbia e isso produz uma lágrima no meu coração. Espero que a racionalidade se sobressaia na Colômbia que pense", disse Chávez diante das câmeras  acompanhado do astro de futebol Diego Armando Maradona. 

 O líder venezuelano disse que tomou esta decisão com a gravidade "do que ocorreu" em uma reunião na OEA, solicitada pelo governo da Colômbia ao denunciar a presença dos chefes dos guerrilheiros colombianos em território venezuelano. 

 Ele também observou que ordenou o "alerta máximo" ao longo da fronteira com o país andino e alertou para o risco de o presidente colombiano, Alvaro Uribe, acusando-o de "sentir ódio pela Venezuela", poder recorrer à ação militar na região . 

 Chávez pediu que o povo venezuelano permaneça otimista em relação ao novo governo colombiano a ser dirigido pelo presidente eleito, Juan Manuel Santos, "eu desejo que o novo presidente da Colômbia se inunde com o espírito latinoamericano, que entenda que aqui podemos conviver com governos de direita e de esquerda". 

 "Espero que, depois de 7 de agosto (data em que Santos assume o poder) possamos realizar as reuniões diplomáticas em uma mesa de respeito mútuo e falar das boas relações entre os dois povos", concluiu o presidente.¹


Santa Clara (Cuba), 26 julho - O Primeiro Vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, José Ramón Machado Ventura, disse segunda-feira que Havana manifesta forte apoio a Venezuela em sua disputa com a Colômbia. 

 Machado Ventura participou do ato em 26 de julho, Dia da Rebeldia Nacional, realizada na cidade de Santa Clara, e disse que a Venezuela tem todo o direito de se defender e que o povo cubano sempre dará um forte apoio à nação sul-americana. 

 O evento foi presidido pelo presidente cubano, Raul Castro, que se recusou a participar da cerimônia. 

 O seu homólogo venezuelano, Hugo Chávez, tinha previsto viajar a Cuba para participar nas solenidades, mas depois cancelou a visita por causa do agravamento das relações com Bogotá.²

 Hugo Chávez, avisou que se seu país for atacado pela Colômbia ou em qualquer outra nação iria suspender as exportações de petróleo para os Estados Unidos, relatou a mídia internacional . 

 "Estamos ameaçados ... e com isso começaram os preparativos: no caso de agressão armada contra a Venezuela, da Colômbia ou de qualquer outro lugar, impulsionada pelo império ianque mesmo que aqui tenhamos de comer pedras, vamos parar de enviar petróleo para os Estados Unidos da América!" reforçou Chávez dizendo ontem  a milhares de apoiantes. 

 Chávez disse que os Estados Unidos são responsáveis pela tensão que reina hoje na América Latina, e que o seu governo e o povo venezuelano enfrentarão as consequências pela suspensão do petróleo a qualquer custo. 

 "Esse [E.U.A.] é o maior culpado de toda essa tensão nesta parte do mundo ... o petróleo, veríamos a quem vender. Alguns irão comprá-lo. E se ninguém o comprar, não nos importamos. Isso seria uma resposta de dignidade e de alto calibre para o mundo ver o povo venezuelano aqui dispostos a defender a dignidade de nosso país, custe o que custar ", disse o presidente do país caribenho. 

 Se Chávez cumpre com a sua advertência caso a Venezuela seja atacada pela Colômbia ou qualquer outra nação, a economia do país caribenho será seriamente afetada porque os Estados Unidos são o maior comprador do petróleo venezuelano.³

Fontes:
[1] http://sp.rian.ru/onlinenews/20100723/127219104.html 
[2] http://sp.rian.ru/onlinenews/20100726/127257132.html 
[3] http://sp.rian.ru/onlinenews/20100726/127245337.html

Estados Unidos e Colômbia planejam atacar a Venezuela.

 O presidente venezuelano, Hugo Chávez, denunciou neste sábado os planos dos Estados Unidos para atacar seu país e derrubar seu governo. Durante uma cerimônia para celebrar o aniversário de 227 anos do herói da independência Simon Bolívar, Chávez leu a partir de um memorando secreto que tinha sido enviado a partir de uma fonte não identificada no interior dos Estados Unidos. 

  "Velho amigo, eu não te vi em anos. Como eu disse a você em minhas três cartas anteriores, a ideia continua a ser a geração de um conflito em sua fronteira ocidental ", Chávez leu a missiva do segredo. 

  "Os últimos acontecimentos confirmam tudo, ou quase todos, do que aqueles aqui discutida, bem como outras informações que tenho obtido a partir de" acima, a carta continuou. 

  "A fase de preparação da comunidade internacional, com a ajuda da Colômbia, está em plano de execução", que se manifesta no texto, referindo-se a última sessão de quinta-feira na Organização dos Estados Americanos (OEA), durante os quais o governo da Colômbia acusou a Venezuela de abrigar " terroristas "e" campos de treinamento terrorista "e deu ao governo de Chávez um ultimato  de 30 dias para permitir uma intervenção internacional. 

  A carta continuou com mais detalhes: "Eu disse antes que os eventos não começar antes do 26, mas por alguma razão, eles avançaram várias ações que deveriam ser executadas depois". 

  "Nos Estados Unidos, a fase de execução está se acelerando, juntamente com uma força de contenção, como eles chamam, em direção à Costa Rica com o pretexto de combater o tráfico de drogas". 

  Em primeiro de Julho, o governo costa-riquenho autorizou 46 barcos de guerra dos Estados Unidos e 7 mil fuzileiros navais no seu território marítimo e território de terra.

  O verdadeiro objetivo da mobilização militar, disse que a carta é "apoiar as operações militares" contra a Venezuela. 

  "Existe um acordo entre a Colômbia e os E.U.A. com dois objetivos: um é o Mauricio e o outro é a derrubada do governo", revela o documento. O presidente Chávez explicou que "Mauricio" é um pseudônimo utilizado nessas comunicações. 

  "A operação militar que vai acontecer", advertiu o texto, "e aqueles do norte vão fazê-lo, mas não diretamente em Caracas". 

  "Eles vão caçar 'Mauricio' do lado de fora de Caracas, isso é muito importante, repito, isso é muito importante". 

  Presidente Chávez revelou que tinha recebido cartas semelhantes da mesma fonte alertando-o para ameaças perigosas. Ele recebeu um pouco antes da captura de mais de 100 paramilitares colombianos na periferia de Caracas, que faziam parte de um plano de assassinato contra o chefe de Estado venezuelano, e outra em 2002, poucos dias antes do golpe de Estado. A carta advertia de sobre o golpe de Estado, explicou Chávez, "e ele estava certo, a informação era verdadeira, mas fomos incapazes de agir para evitá-lo". 

  Esta informação vem na esteira da decisão de quinta-feira passada para quebrar as relações entre Colômbia e Venezuela, feita pelo presidente Chávez depois do show da Colômbia na OEA. 

  "Uribe é capaz de tudo", advertiu Chávez, anunciar que o país estava em alerta máximo e as fronteiras estão sendo reforçadas. 

  Em outubro passado, a Colômbia e os E.U.A. assinaram um acordo militar permitindo os Estados Unidos ocuparem sete bases colombianas e usarem todo o território colombiano se necessário para completar missões. Uma das bases do acordo, Palanquero, foi citado em maio de 2009 em documentos da Força Aérea como necessária para "conduzir operações militares espectro" na América do Sul e lutar contra a ameaça dos "governos anti-EUA" na região. 

  Os Estados Unidos também mantém locais de operação para avanço (pequenas bases militares), em Aruba e Curaçao, a poucos quilômetros da costa venezuelana. Nos últimos meses, o governo da Venezuela denunciou  incursões não autorizadas de aviões e aeronaves militares drone outros em território venezuelano, originários das bases americanas. 

  Estas últimas provas revelações de que um grave conflito e injustificadas esta se fazendo rápido contra a Venezuela, um país com uma democracia vibrante e as maiores reservas de petróleo do mundo.

por Eva Golinger

Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=20271

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Venezuela vai nacionalizar plataformas de perfuração de empresa dos EUA.


  CARACAS - O governo da Venezuela, por meio da empresa estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) farão a nacionalização de 11 plataformas de perfuração da empresa norte-americana Helmerich & Payne (HP), diz nesta quinta-feira, 24, o ministro para Energia e Petróleo, Rafael Ramírez.
  O também presidente da PDVSA diz no anúncio durante uma visita no estado ocidental de Zulia, e segundo o comunicado da estatal, destacam que o controle destas plataformas "impulsionará a produção nacional de hidrocarbonetos e fortalecerá a política de plena soberania petrolífera".
  Segundo a nota, Ramírez diz que os equipamentos estão sendo utilizados por "setores adversos" do governo do presidente Hugo Chávez para "tentar boicotar a produção de petróleo no país"
  "Há um setor dono de plataformas que se nega a discutir as tarifas de serviço com a PDVSA, preferindo guardar os equipamentos em Anaco, estado de Anzoátegui, e este é o caso específico da empresa multinacional norte-americana, Helmerich & Payne", diz o ministro
  Ramírez acrescentou que foi solicitado a aprovação de "Declaração de Utilidade Pública" dos equipamentos de perfuração à Assembleia Nacional venezuelana para assumir o controle da plataforma.
Segundo o ministro do Petróleo e da Energia, as plataformas de perfuração estão paralisadas desde há alguns meses, após uma disputa sobre pagamentos em atraso que a HP deve à empresa estatal Petróleos de Venezuela Sociedad Anónima (PDVSA).

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