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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A guerra do Afeganistão desmascarada.

WikiLeaks divulga 75 mil relatórios militares secretos dos EUA.

Soldado de sentinela num grande povoado do Afeganistão¹.

 O sítio web WikiLeaks divulgou mais de 75 mil relatórios militares secretos cobrindo a guerra no Afeganistão. O Diário da guerra afegã é um extraordinário compêndio secreto com mais de 91 mil relatórios que cobrem a guerra no Afeganistão de 2004 a 2010. Os relatórios descrevem a maioria das acções militares letais envolvendo os militares dos Estados Unidos. Eles incluem o número de pessoas declaradas internamente a serem mortas, feridas ou detidas durante cada acção, junto com a localização geográfica precisa de cada evento e as unidades militares envolvidas e principais sistemas de armas utilizados.

 O Diário da guerra afegã é o mais significativo arquivo da realidade da guerra a ter alguma vez sido divulgado durante o decorrer de uma guerra. As mortes de dezenas de milhares são normalmente apenas uma estatística mas o arquivo revela as localizações e os eventos chave por trás da maior parte destas mortes. Esperamos que a sua divulgação conduzirá a um entendimento abrangente da guerra no Afeganistão e proporcione os ingredientes primários que são necessários para mudar o seu curso.


Soldado contrasta com a paisagem afegã.


 A maior parte das entradas foi escrito por soldados e oficiais de inteligência que ouviam relatórios transmitidos pelo rádio de posições nas linhas de frente. Contudo, os relatórios também contém informação relacionada a partir da inteligência dos Fuzileiros Navais (Marines), de Embaixadas dos EUA e de relatórios acerca de corrupção e actividades em desenvolvimento por todo o Afeganistão.

 Cada relatório contém o tempo e a localização geográfica precisa de um evento que o Exército dos EUA considera significativo. Eles incluem vários campos adicionais padronizados: O tipo genérico do evento (combate, não combate, propaganda, etc); a categoria do evento conforme classificação das Forças estado-unidenses, quantos foram detidos, feridos e mortos entre civis, aliados, nação hospedeira e forças inimigas: o nome da unidade que relata e um certo número de outros campos, o mais significativo dos quais é o sumário – uma descrição em inglês dos eventos cobertos no relatório.


A realidade das crianças afegãs reflete a convivência com conflitos desde tempos imemoráveis.

 O Diário está disponível na web e pode ser visionado em ordem cronológica e por mais de 100 categorias assinaladas pelas Forças dos EUA, tais como: "escalada de força", "fogo amigo", "reunião de desenvolvimento", etc. Os relatórios também podem ser visionados pela nossa medida de "severidade" – o número total de pessoas mortas, feridas ou detidas. Todos os incidentes foram colocados num mapa do Afeganistão e podem ser visionados no Google Earth limitado a um espaço de tempo ou de lugar particular. Por este meio pode-se ver o desdobramento da guerra ao longo dos últimos seis anos.

 O material mostra que os encobrimentos começam no terreno. Quando relatam as suas próprias actividades as Unidades dos EUA são inclinadas a classificar mortes civis como mortes insurgentes, minimizar o número de pessoas mortas ou então arranjar desculpas para si próprias. Os relatórios, quando efectuados acerca de outras unidades militares dos EUA são mais prováveis serem verdadeiros, mas ainda reduzem o criticismo. Inversamente, quando relatam sobre acções de forças não-EUA na ISAF os relatórios tendem a ser francos ou críticas e quando relatam acerca do Taliban ou outros grupos rebeldes ou mau comportamento é descrito com amplos pormenores. O comportamento do Exército Afegão e das autoridades afegãs frequentemente também são descritos.


Fuzileiro do exército germânico faz patrula de helicóptero sobre as montanhas.


 Os relatórios provém do Exército dos EUA com excepção da maior parte das actividades das Forças Especiais. Os relatórios geralmente não cobrem operações top-secret ou operações europeias e de outras forças ISAF. Contudo, quando ocorre uma operação combinada envolvendo unidades regulares do Exército, pormenores dos parceiros do Exército são muitas vezes revelados. Exemplo: um certo número de operações sangrentas executadas pela Task Force 373, uma unidade secreta de assassínios das Forças Especiais dos EUA, são reveladas no Diário – incluindo um raid que levou à morte de sete crianças.


Cotidiano em meio à guerra.


 Este arquivo mostra o vasto conjunto de pequenas tragédias que quase nunca são relatadas pela imprensa mas que representam a esmagadora maioria das mortes e ferimentos.

 Atrasamos a divulgação de cerca de 15 mil relatórios do arquivo total com parte de um processo de minimização de danos pedido pela nossa fonte. Após nova revisão, estes relatórios serão divulgados, com redacções ocasionais e, finalmente, em pleno, quando a situação de segurança no Afeganistão o permita.
 


Fonte: http://resistir.info/afeganistao/guerra_desmascarada.html

Informação adicional:


[1]
The Boston Globe (cache.boston.com/) :: Links das fotos: http://www.city9x.com/bbs//archiver/?tid-243117.html
Der Spiegel: http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,708314,00.html
The Guardian: http://www.guardian.co.uk/world/series/afghanistan-the-war-logs
The New York Times: http://www.nytimes.com/interactive/world/war-logs.html

O sistema russo de navegação por satélite GLONASS estará operacional em escala global até o final de 2010.


 Russia planeja completar até o final de 2010 a formação do grupo orbital do sistema de navegação global GLONASS, informou o primeiro ministro russo Vladimir Putin.

 "Até o final desse ano temos a previsão de lançar outros seis satélites e com isso concluir a formação do grupo orbital do sistema GLONASS. Na órbita estarão de modo permanente entre 24 a 28 aparelhos. Os sinais de GLONASS serão recebidos de modo garantido em todos os pontos do planeta", disse.

 Para o funcionamento do sistema a escala nacional são necessários 18 satélites, e a escala planetária, ao menos 24.

 O Sistema russo de posicionamento e navegação global por satélite, GLONASS, similar ao americano GPS, entrou em funcionamento em 1993. O sistema permite, antes de tudo, resolver problemas de segurança e manejo do tráfico, contribuir para garantir a segurança dos transporte por ar, mar e vias férreas. É recomendável sua instalação em ambulâncias, carros de policía e socorristas e em outros servicios de reação expeditiva.

 As datas de início da exploração do sistema a escala global foi adiada em mais de uma ocasião.

 Três satélites GLONASS-M serão lançados em 2 de setembro de 2010.¹

GPS não. GLONASS.

 O vice-premiê russo, Sergei Ivanov, disse nesta terça-feira, 10, que o governo pode impor uma taxa de importação de 25% sobre equipamentos de navegação GPS a partir do primeiro dia do ano que vem, buscando impulsionar o uso de seu sistema de navegação concorrente, o Glonass

 “Está na hora de introduzir, se não proibitivas, ao menos algum tipo de taxa de importação sobre equipamentos GPS”, disse Ivanov em reunião na região central de Riazan.

 No entanto, o vice-premiê afirmou que aparelhos que usam o Sistema de Posicionamento Global norte-americanos não serão proibidos, apesar de a Rússia ter ameaçado colocar a medida em prática mês passado.

 A Rússia, além de outros países emergentes como Índia, busca desenvolver o sistema Glonass para diminuir sua dependência do sistema de navegação por satélite controlado pelos Estados Unidos.

 Importações de equipamentos Glonass, por sua vez, não serão taxadas.

 O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, havia anunciado no começo do dia que todos os carros novos vendidos na Rússia a partir de 2012 terão instalado o sistema Glonass.

 Putin também afirmou que a Rússia irá lançar seis novos satélites de navegação até o final do ano, o que leva o total de satélites a entre 24 e 28, o suficiente para assegurar serviço ininterrupto.²

[1] Fonte: http://sp.rian.ru/onlinenews/20100810/127423103.html
[2] Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/gps-nao-glonass/
mais informações: http://russianforces.org/blog/2010/03/first_glonass_launch_in_2010.shtml

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