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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Israel prepara-se para um ataque de míssil em massa



 Israel pode sofrer uma série de ataques de míssil verdadeiramente duradoura e doentia. Por todo o território do país cada dia ao longo de dois meses podem explodir até a 300 mísseis israelenses Shabab-3 e mísseis sírios Scud C. Como informa o jornal  Jerusalem Post, a situação foi avaliada assim pelo comando supremo do Exército de Israel.

 Pela primeira vez os militares dizem que a capital do país Jerusalém também arrisca a ser alvo de mísseis. Anteriormente, considerava-se que a existência de um número significativo da população árabe e  monumentos sagrados muçulmanos ia salvar a cidade contra ataques de mísseis.

 Israel espera conseguir ter criado e instalado antes do início do conflito potencial um número suficiente de baterias de defesa antimíssil em volta das grandes cidades. Contudo, isso não irá acontecer antes do fim do ano 2013 e os sistemas de defesa antimíssil existentes não garantem uma defesa completa em caso de um ataque de míssil em massa.

Fonte: Voz da Rússia.

Os EUA e Israel irão lançar um “desafio severo” ao Irã.


 Israel e os EUA irão promover proximamente no Próximo Oriente as manobras Desafio Severo – 12. O programa de manobras inclui a interação na esfera de defesa antimíssil e defesa antiaérea e a elevação da coordenação das ações das forças armadas israelitas e americanas.

 Destas manobras, - as maiores na história da colaboração militar entre os dois países, - irão participar milhares de militares dos exércitos dos EUA e de Israel, dezenas de navios de guerra e a aviação embarcada.


 Os dois países realizaram pela última vez manobras militares de tamanha envergadura há três anos.  Naquele caso Teerã qualificou as manobras como uma pressão sem precedentes sobre o Irã.

 Agora o Ministério da defesa dos EUA assevera que as atuais manobras foram planejadas de há muito e não representam resposta a manobras “Velaiat-90”, que o Irã promovia no estreito de Ormuz até o dia 4 de janeiro. No entanto, em fins de dezembro informava-se que manobras seriam realizadas na primavera. Os peritos supõem que a transferência urgente dos prazos da sua realização está relacionada ao teste bem-sucedido de dois mísseis alados “Gader”, classe “terra – água”, desenvolvidos no Irã. Estes mísseis são capazes de atingir alvos à distância de até 200 quilômetros.

 Além disso, o chefe do Pentágono Leon Panetta prometeu recorrer a todos os meios a fim de impedir o Irão de criar armas nucleares. Outros fatores que contribuem para intensificar a tensão na região é a crise política na Síria  e as recentes ameaças do Irão de barrar o estreito de Ormuz, o que é inadmissível para os EUA. No caso de um conflito militar entre os EUA e Israel, por um lado, e o Irã, por outro, a guerra pode abranger toda a região, - afirma Liudmila Kulaguina, perita do Instituto de Estudos Orientais junto da Academia de Ciências da Rússia.

 Certamente, os países da região estão contra quaisquer ações militares nesta zona, pois compreendem que mesmo um ataque aéreo contra o território do Irão irá provocar golpes de resposta por parte do Irão contra vários países vizinhos. A guerra irá abranger certamente toda a região. É o evento mais perigoso que pode ocorrer no Próximo Oriente. Por que? É que o Próximo Oriente é uma grande região petrolífera, em que se encontram os aliados mais próximos dos EUA, incluindo a Arábia Saudita.

 Todavia Teerã já anunciou que pretende realizar em fevereiro mais uma série de manobras no estreito de Ormuz e no golfo Pérsico.

Fonte: Voz da Rússia. 

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