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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Israel preocupado com transferência de tecnologia militar dos EUA ao Brasil.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 29 de abril de 2012.


Os Estados Unidos estão intensificando seus esforços no mercado de armas na América Latina, especialmente no Brasil, e eliminam restrições à transferência de tecnologias. Estes passos levantam preocupações em Israel, sendo que poderia criar grande problemas para indústria de defesa israelita, informa o Israel Defense.


Recentemente todos os ramos da indústria de defesa de Israel têm intencificando sua presença na Ámerica Latina devido à sua grande potencial comercial. Em particular, tal empresas como Elbit Systems e Rafael entraram no mercado e ainda adquiriram várias subsidiárias no Brasil.


Entretanto, uma eliminação de restrições à transferência de tecnologias norte-americanas pode afetar negativamente o negócio dos fabricantes de sistemas de armas israelitas.


sábado, 28 de abril de 2012

O futuro da aviação militar russa.

 Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 27 de abril de 2012.



Em 2012, a base aérea de Tchernigovka, no Estremo Oriente da Rússia, será completamente reequipada. Os helicópteros antiquados Mi-8 e Mi-24 serão substituídos por novas máquinas Mi-8AMTSh e Ka-52. Inicialmente destinado para apoio das tropas especiais, o Ka-52 se torna um helicóptero de combate básico.


Os planos de começar a produção de série dos Ka-52 foram anunciados ainda em 2006, mas, na altura, esta máquina foi considerada como helicóptero futuro de apoio de destacamentos especiais, prevendo-se que no quadro da modernização a aviação militar russa receberá 70-80 Ka-52 dos 300 helicópteros de combate previstos. A maioria deveria ser constituída por Mi-28N.


Hoje em dia, a situação mudou. Na totalidade, a aviação militar da Força Aérea e da Marinha receberá cerca de 400 helicópteros de combate até 2020, dos quais já foram fornecidos 80-90 máquinas. Ao mesmo tempo, até hoje já estão encomendados cerca de 100 helicópteros Mi-28N, cerca de 50 Mi-35 (variante modernizada do Mi-24) e 140 Ka-52 para a aviação das tropas terrestres. 

Uma vez que para a aviação naval está previsto também comprar 80 helicópteros Ka-52, o número total destas máquinas irá superar 200 unidades e, deste modo, mesmo levando em conta futuras encomendas de Mi-28, os helicópteros Ka-52 não lhe cederão em número.


As discussões sobre as máquinas que deveriam ser no futuro a base de destacamentos de helicópteros de combate nas tropas terrestres começaram em 1982, ainda nos tempos soviéticos, antes dos primeiros voos dos Mi-8 e Ka-50.


As opiniões dividiam-se, mas no fim dos anos 80 a preferência foi dada ao helicóptero desenvolvido pelo Gabinete de Projeção Kamov. A seguir, houve a desintegração da União Soviética, tendo a renovação do parque de aviação das tropas terrestres sido adiada. Alguns anos antes do fim da URSS, o Gabinete de Projeção Mil demostrou um helicóptero aperfeiçoado Mi-28, com um sistema de apontamento e navegação desenvolvido, e começou a desenvolver o Mi-28N, helicóptero de combate capaz de voar em quaisquer condições climatéricas, que superava a máquina da Kamov pelas possibilidades de equipamentos.


Por seu lado, o Gabinete de Projeção Kamov, criticado frequentemente pelo K-50 (na opinião de muitas especialistas, o seu piloto não podia simultaneamente dirigir o helicóptero e utilizar eficazmente as armas), desenvolveu uma variante para duas pessoas – Ka-52. Em resultado, esta máquina foi incluída no programa estatal de armamentos, primeiro, para 2006-2015 e, posteriormente, para 2011-2020.


A produção em série de vários tipos de armamentos, muito diferentes entre si, para a mesma missão foi em tempos o pior problema da indústria militar. Muitos especialistas consideram que este erro se poderá repetir com a seleção simultânea do Ka-52 e do Mi-28 para a produção em série. Parcialmente é assim mas, no entanto, há muitos argumentos a favor desta decisão.


Em primeiro lugar, objetivamente, as máquinas Ka-52 e Mi-28 são diferentes por suas possibilidades. Considera-se que o helicóptero da Kamov é melhor adaptado para ações militares no mar (qualidade que explica a sua utilização em navios tipo Mistral) e em zonas montanhosas. Ao mesmo tempo, o Mi-28, devido a sua melhor proteção blindada e a possibilidade de instalar um radar, pode ser utilizado com eficiência contra tropas com um sistema desenvolvido de Defesa Antiaérea.


Ao mesmo tempo, os Ka-52 e Mi-28 têm muitas caraterísticas comuns: tanto as unidades de propulsão como os armamentos, o que diminui o número de potenciais problemas ligados à manutenção simultânea de duas máquinas.


Contudo, a situação econômica e política na Rússia influi mais no destino do Ka-52. A produção em série da máquina impõe a necessidade de apoiar a fábrica de helicópteros de Arsenievsk, uma das poucas empresas altamente tecnológicas na região de Primórie, no Extremo Oriente da Rússia.


De fato, a indústria militar é hoje o único ramo na Rússia capaz de desenvolver e de produzir artigos de nível mundial. Em muitos casos, este nível é determinado pelas potencialidades de armamentos russos. Os Ka-52 e Mi-28 são dos melhores helicópteros de combate no mundo e a busca de compromisso foi natural nesta situação.


A necessidade de fornecer equipamentos modernos às Forças Armadas também desempenhou o seu papel. Infelizmente, nem a empresa Rosvertol (Mi-28), nem a Progress (Ka-52) são capazes de produzir em série o número necessário de máquinas de devida qualidade. Nestas condições, apostar num modelo seria protelar os ritmos de renovação da aviação militar.




Porta-helicópteros Mistral serão equipados com armas russas.


Os porta-helicópteros franceses Mistral, que estão sendo construídos para a Frota Militar da Rússia, obterão armamento principal de produção russa. Em cada navio de novo tipo a Frota Militar planeja instalar 8 helicópteros multifuncionais Ka-52K Alligator e 8 helicópteros de transporte e combate Ka-29.


O contrato para a construção de dois porta-helicópteros Mistral no total de 1,2 bilhões de euros foi assinado em junho de 2011. Neste ano planeja-se assinar um contrato para a construção dos outros dois porta-helicópteros, que serão construídos, como se espera, pela Corporação Unida da Construção Naval e pela usina do Báltico.




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