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sábado, 9 de junho de 2012

O estranho amor dos norte-americanos pelos indígenas brasileiros.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 8 de Junho de 2012.


O indigenista Orlando Villas Boas tem uma opinião sobre esse curioso amor. Assista o vídeo no youtube. Por causa da construção de Belo Monte, ONGs estrangeiras – em sua maioria estadunidenses – mostram-se preocupadas com indígenas afetados pela construção da usina.


Estranho. Porque os estadunidenses praticamente exterminaram os índios que ocupavam seu território. Gerônimo (na foto) foi o último chefe apache, antes do massacre.



No século XIX, o governo dos Estados Unidos começou uma guerra de extermínio aos apaches para facilitar a colonização do oeste. Chefes como Mangas Coloradas, Cochise e Geronimo comandaram os apaches nas batalhas contra os Estados Unidos.



Mas, isso é passado!… – você pensa. Não é, não. Até recentemente, o maior inimigo dos EUA era Osama Bin Laden. Pois a Operação que o teria executado no Paquistão recebeu o nome de Operação Gerônimo, o que gerou protestos.

A frase é de Keith Harper, um membro da Nação Cherokee, ao The Washington Post. Gerônimo foi o nome de código escolhido pelas tropas americanas para se referirem a Bin Laden durante a operação que teria resultado em sua morte.



Gerônimo (1823-1909), na foto aí ao lado, foi um chefe Apache que, na segunda metade do século XIX, enfrentou os “homens brancos” numa guerra sem prisioneiros, cruel, que fez dele um herói para seu povo e um maldito entre os brancos.



“Ninguém teria concordado com o uso como codinome para um terrorista de Mandela, Revere ou Ben Gurion. Um herói extraordinário e um herói nativo americano merece o mesmo tratamento”, prosseguiu Harper na entrevista ao The Washington Post. “Isso mostra até que ponto a ideia de índio / inimigo está incorporada na mentalidade deste país”, disse ao mesmo jornal Suzan Harjo, de um grupo de advogados indígenas. [Fonte: El Pais, onde você pode ler mais sobre Gerônimo]



Se não se preocuparam com seus índios, por que dizem estar preocupados com os nossos?




O indigenista Orlando Villas Boas tem uma opinião sobre isso, E você?

Antonio Mello, em seu Blog

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Visita de Putin a China incentivará relações bilaterais e ajudará a modelar um mundo mais equilibrado.

Publicado por dinamicaglobal.wordpress.com em 7 de Junho de 2012.


Pequim, 5 de junho (Xinhua) – O presidente russo, Vladimir Putin, chegou na terça-feira a Pequim para uma visita de Estado de três dias, destinada a reforçar as relações entre a Rússia e a China.
A imprensa informa o itinerário da visita de Putin desde muito tempo, pois se trata da primeira que faz o mandatário russo após seu recente regresso ao Kremlin.

Em seu artigo publicado em fevereiro “Rússia e o mundo em mudança”, Putin situava a China entre outros países da Asia-Pacífico como uma prioridade em sua política exterior e se comprometia a “aprender com a China” para incrementar o desenvolvimento da economia russa.

Os analistas consideram que a viagem de Putin a China é muito significativa e dará um impulso às relaciones bilaterais.


Nestes momentos em que o mundo está atravessando profundas mudanças no panorama político e econômico, Rússia e China, com sua crescente cooperação, têm se convertido em agentes ativos de equilíbrio num mundo multipolar, facilitando o surgimento de uma nova ordem política e econômica em escala global.

Ambos os países se opõem às alianças inspiradas na guerra fria e buscam construir um novo modelo de associação que se baseie na igualdade e respeito mútuo.

Um caso paradigmático é sua efetiva cooperação no âmbito da Organização de Cooperação de Shanghai (OCS), um grupo regional com uma influência cada vez maior que avança sobre duas rodas: a segurança e a cooperação econômica.

Graças a crescente cooperação econômica entre os seis Estados membros da OCS (China, Cazaquistão, Quirguizistão, Rússia, Tadjiquistão e Usbequistão), o nível de vida de centenas de milhões de lares em toda a região tem melhorado, o que tem convertido a região eurasiática em uma das partes mais dinâmicas do planeta.

Agora que a crise financeira global tem deixado a maioria das potências econômicas mundiais num dique seco, China e Rússia, junto às outras economias emergentes do grupo BRICS, seguem com bons resultados econômicos, tais que têm dado confiança à decadente economia mundial.


Os dois países, além de tudo, compartilham visões semelhantes em muitos assuntos internacionais. Como membros permanentes do Conselho de Segurança das Naciones Unidas, Rússia e China sempre defenderam ardentemente o princípio de não interferência nos assuntos internos das nações soberanas e apoiado a liderança da ONU na resolução dos conflitos internacionais.

Mas antes de tudo, os dois países compartilham uma ampla gama de interesses comuns relacionados com a reforma do sistema monetário e financeiro internacional, para tanto buscam dar maior voz às economias em vias de desenvolvimento nos assuntos internacionais.

Com a visita de Putin, a cooperação entre China e Rússia experimentará um forte impulso, o que contribuirá à construção de um mundo multipolar, a manutenção da estabilidade e a prosperidade na região.

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