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quarta-feira, 18 de julho de 2012

A OTAN reforça vigilância aos navios de guerra russos no Atlântico e no Mediterrâneo.

em 17 de Julho de 2012
Porta-aviões russo ao fundo acompanhado por navio britânico na costa Escocesa. Foto: www.rusarmy.com
Os serviços de inteligência da OTAN redobraram o controle sobre os navios de guerra russos que navegam no Atlântico e Mediterrâneo, comentou uma fonte do Ministério de Defesa da Rússia.

“Aviões de reconhecimento da OTAN intensificaram seus voos nas zonas do Atlântico e Mediterrâneo onde navegam navios russos”, disse a fonte. Também se intensificou a espionagem radioeletrônica.

Se na semana passada, vários meios de comunicação noticiaram que os navios russos que zarparam com destino ao Atlântico e o Mediterrâneo levavam em suas bodegas material bélico para a Síria.
A exportadora estatal de armas russa, Rosoboronexport, desmentiu essas informações e declarou que o cargueiro russo Alaed, que devia levar à Síria material bélico reparado, tinha anulado seu seguro e não podia fazer transporte pelo mar.

“A intensidade das ações da OTAN crescerá a medida que os navios russos continuem adentrando em latitudes ao sul. Os navios da Aliança inclusive poderão ver-se muito próximo dos navios russos”, disse a mesma fonte.

Na semana passada, um porta-voz do Ministério russo da Defesa informou que navios das frotas russas do Norte, Báltico e Mar Negro zarparam com destino ao Atlântico e o Mediterrâneo para comprovar sua interoperabilidade e realizar manobras conjuntas.

O cargueiro Alaed, que devia levar à Síria uma porção de mísseis antiaéreos e helicópteros de transporte militar Mi-25, foi detido perto da costa da Escócia em 18 de junho e teve que regressar ao seu porto na baia de Kola, noroeste da Rússia.

Mais tarde, a companhia dinamarquesa United Nordic Shipping, que fretou o navio Alaed, rompeu o contrato com a empresa de navegação russa Femco que é gestora do navio. Também a seguradora britânica Standard Club anunciou haver retirado o seguro a todos os barcos de Femco.

Enquanto isso, os navios das frotas russas do Norte, Báltico e Mar Negro que partiram semana passada rumo ao Atlântico, já se uniram na parte norte do oceano, comunicou o Ministério russo de Defesa.

Segundo já comentou um porta-voz do departamento militar russo, os “navios da Marinha russa realizam no momento expedições a regiões distantes para comprovar sua interoperabilidade e exibir a bandeira da Armada da Rússia nos mares e oceanos do mundo”.

Fonte: Ria Novosti

terça-feira, 17 de julho de 2012

A frota da Marinha de Guerra russa participa, pela primeira vez, nos exercícios internacionais RIMPAC.

Os navios da Esquadra do Pacifico, em conjunto com os colegas de 22 países, saíram da base naval em Pearl Harbor com objectivo de aperfeiçoar, em mar alto, a táctica de combate conjunto ao terrorismo e à pirataria e a realização dos trabalhos de salvamento.

Durante duas semanas o navio de luta anti-submarina Admiral Panteleev, a belonave de resgate Foti Krylov e o navio-tanque Boris Butoma irão fazer parte das brigadas navais internacionais a realizarem uma operação condicional de busca e salvamento e também aperfeiçoarem as acções de combate ao terrorismo, contrabando e à pirataria. A aviação militar também faz parte destes treinos.

Atualmente, no mar, estão a decorrer dois grandes exercícios navais. No mar Mediterrâneo juntaram-se os representantes de todas as frotas russas ao fim de melhorarem uma série de objetivos regulares, tais como, trabalhos de salvamento e luta anti-terrorista. Contudo, alguns navios, brevemente, entrarão na base naval militar russa situada no porto sírio Tartus para um reabastecimento de alimentos e combustível.

No mar da China Oriental iniciaram-se as manobras da frota da República Popular da China. Trata-se dos exercícios em grande escala com tipos de fogo real a serem realizados muito perto das ilhas disputadas na fronteira niponico-chinesa.

Todas estas manobras condicionadas são mais uma razão para o crescimento das especulações na comunicação social. A situação geopolítica complicada foi comentada por especialista em assuntos militares Viktor Baranets.

“Por um lado, a Rússia participa, pela primeira vez, nos exercícios RIMPAC no Pacifico. Por outro – a tensão no mar Mediterrâneo está aumentar devido à questão da Síria. Mas sempre é melhor fazer parte das manobras mistas e navegar junto no oceano em vez de atirar os canhões. No entanto, existe uma complexidade. Para os exercícios RIMPAC, a China não foi convidada e, em resposta imediata, organizou as suas próprias manobras. Isto é um sinal geopolítico preocupante. Parece que a Rússia está a demonstrar quem é a sua prioridade no Pacífico. Embora, no fundo, a colaboração da Rússia, neste caso, é simbólica uma vez que ela tinha participado só com três navios. Antes, a Rússia recusava-se a participar “olhando sempre para China”.

Os exercícios internacionais RIMPAC já contam com a 23ª edição e se realizam de dois em dois anos. Os navios russos e americanos junto com as embarcações de mais de vinte países realizarão as manobras junto ao arquipélago do Havai até 2 de Agosto.

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