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sábado, 18 de junho de 2011

Rússia e China seguem construindo uma poderosa aliança euro-asiática.



 Embora não seja uma aliança militar formal como a OTAN, está certamente chegando lá. Enquanto a SCO ou Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) está ostensivamente preocupada com a segurança regional e as questões de cooperação energética, é difícil não vê-la como, pelo menos parcialmente, uma resposta aos esforços americanos para expandir a influência da Otan e americanas na Ásia Central.¹

 Os líderes dos países integrantes na Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) aprovaram a declaração final da reunião celebrada na capital kazaquistã no décimo aniversário desta aliança regional.

 A Declaração de Astana destaca “um alto nível de confiança recíproca” que os países da OCS tem firmado nesta última década e qualifica de “eficaz” sua cooperação em diversos acordos, em particular, na luta contra o terrorismo, separatismo, narcotráfico, delinquência transfronteriça e crime organizado.

 Os firmantes manifestam sua forte inquietude diante das revoltas no norte da África e no Oriente Medio e exortam pela estabilidade da situação o quanto antes, especialmente, um cessar-fogo no conflito armado na Líbia assegurando que todas as partes envolvidas acatem estritamente as resoluções de 1970 e 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

 “Os Estados membros da COS dão respaldo ao avanço desta região nos padrões do desenvolvimento democrático em função de sua idiosincrasia e particularidades histórico-culturais”, aponta o documento que sinaliza, entre outras coisas, para “respeitar o princípio da não ingerencia em assuntos internos de cada Estado independente”.

 A Declaração de Astana apoia a criação de uma zona desnuclearizada na Asia Central e o uso do espaço extraterrestre com fins exclusivamente pacíficos. Também previne contra “um desenvolvimento unilateralista e ilimitado de defesas antimísseis” alegando que “podería prejudicar a estabilidade estratégica e a segurança internacional”.

 Fundada em 2001, a OCS integra a China, o Quirguizistão, o Cazaquistão, a Rússia, o Tadjiquistão e o  Uzbequistão, nações que juntas ocupam 61% do territorio eurasiático e representam uma quinta parte da população mundial. Somando-se a esses os quatro países observadores (Irã, Paquistão, Índia e Mongólia), Afeganistão (com status de convidado), assim como a Bielorrussia e o Sri Lanka (com status de sócios de diálogo), a OCS compreende mais da metade da população do planeta².

 O presidente russo, Dmitri Medvédev, declarou que a Organização de Cooperação de Shangai (OSC) deve continuar como um organismo aberto à interação com outros países, e não converter-se em um clube de elite.

 “A OSC tem sido e, estou seguro, se manterá como uma organizaçõa aberta à interação. Não é um clube de elite, ma uma organização disposta a cooperar com distintos países”, manifestou Medvédev ao fazer o seu discurso na reunião da OCS inaugurada na capital do Cazaquistão, Astana.

 Neste sentido, o líder russo pediu uma maior integração na OSC para o Afeganistão que anteriormente solicitou aderir a Organização como país observador.

 “Russia defende a promoção de uma cooperação mais intensa e multidimensional entre a OSC e o Afeganistão. É nosso vizinho e sua participação nas atividades da organização poderia ser maior”, observou³.

Fonte:
[1] http://unitedcats.wordpress.com/2007/08/18/sco-the-anti-nato-alliance/
[2]  http://sp.rian.ru/international/20110615/149380871.html
[3] http://sp.rian.ru/neighbor_relations/20110615/149380515.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Guerra interminavel na Colômbia: um povo que se defende.


Por Javier Monagas Maita

 Não creio que exista no mundo alguém que deseje a guerra e ao mesmo tempo se converta a si próprio em vanguarda de luta. As guerras são promovidas por interesses egoístas e desejos absurdos de dominação, mas os seus promotores têm o cuidado de não ir para a frente de batalha ou enviar os seus. Ante a destruição e o abuso, as vítimas entram na guerra para se defender. É a única alternativa que resta aos povos contra os excessos, crimes e violações que contra eles se cometem.

 A pobreza sempre foi promovida por minorias a fim de submeter as maiorias aos caprichos e desejos dos seus interesses particulares ou de classe. Assim, por dinheiro ou por comida, os filhos dos pobres, intencionalmente desqualificados, são organizados em exércitos e policias, para enfrentar as rebeliões dos seus irmãos de classe que, com dignidade, combatem o inimigo opressor na defesa da sua liberdade e dos seus direitos. O engano para a justificação dessa pobreza causada intencionalmente, usa como veículos os meios de comunicação, as religiões e a força bruta. A negação da educação é também um instrumento de subjugação, bem como de distorção da verdade histórica. Tudo isso converge para uma “desconsciencialização” do subjugado que, sem o saber, se torna um instrumento contra si e contra a sua classe social.

 Na Colômbia das dores e dos amores de Simon Bolívar, o povo sempre foi alvo dos ataques de uma oligarquia indolente, gananciosa e sem sentido patriótico. Confrontado com estas agressões, nascem as FARC, ELN e outras organizações populares de um povo que é sistematicamente despojado de tudo o que possui, até mesmo do sagrado direito de existir e decidir por si mesmo. Nascem como a resposta certa para evitar ser dizimados ou exterminados por conveniência de uma elite sanguinária que tudo quer para si. Elite que não envia os seus filhos para a batalha. Eles valem-se do engano para recrutar, a partir do seio desse mesmo povo, aqueles que servem de instrumento para a defesa de seus domínios. A oligarquia colombiana é maléfica e sangrenta; porque ela não é vítima da sua repressão e, por sua vez, os seus filhos vivem e estudam no estrangeiro. Na sua cobardia, esses serventuários do colonialismo internacional imperial não têm coragem nem categoria para lutar nas suas guerras, e então dividem e enganam o povo oprimido, para criar as suas policiais e exércitos que o manterão preso à dominação pela força.

 Aqueles que acreditam que é fácil andar numa selva, embora com a dignidade acrescida, mas com a vida por um fio, convido-os a tentar sobreviver ainda que sejam três dias num ambiente destes. Essas más línguas que tudo distorcem, apresentam a vida na selva, como turismo de negócios, onde todos os membros da guerrilha são milionários que comem e dormem em quartos de hotel de cinco estrelas com ar condicionado e água quente, desfrutando de uma dieta equilibrada e praticando equitação como desporto, não dizem porque razão o exército regular e irregular da oligarquia vai deixando atrás de si cemitérios clandestinos, pedaços de pessoas pegados ao fio de motosserras, propriedades ancestrais em novas mãos ao serviço de transnacionais, através do uso da força. Aos índios, camponeses e povoações pulverizadas com glifosato, com o qual destroem até o gene cromossomico dos pobres, infertilizam-nos e as suas mulheres são violadas, expropriando-lhes até a dor e o sonho, para os converterem em terror e travão para viver.

 É encorajador ver que existem pessoas que resistem a essa calamidade pública imposta pela oligarquia colombiana e seus amos. Agradeço a existência das guerrilhas e sua capacidade de luta, a sua entrega humanista e compreensão do momento para a resistência.

 A invasão da Venezuela, passa pela derrota da guerrilha colombiana. O apoio a esses irmãos, mais que a um governo, é devido a um povo. Os verdadeiros terroristas, demonizam o povo e sua vanguarda, qualificando-os daquilo que eles são. É por isso que a oligarquia colombiana e as elites sionistas que governam nos EUA acusam de terroristas aqueles que se defendem das suas agressões.

javiermonagasmaita@yahoo.es


Referencias:

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