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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Manobras do Tupolev Tu-95 preocupam o Japão.

Tupolev Tu-95 Bear escoltado por caça Eurofighter Typhoon. Foto: www.dailymail.co.uk

 O Japão usará canais diplomáticos para manifestar à Rússia sua preocupação ante as manobras de bombardeiros russos perto do seu território, declarou Osamu Fujimura, secretário geral e porta-voz do  governo japonês.

  Dois bombardeiros estratégicos Tu-95 da Força Aérea da Rússia realizaram vôo de 14 horas perto do território do Japão embora em nenhum momento tenham violado seu espaço aéreo, segundo os militares japoneses que mobilizaram vários caças para escoltar-los e prevenir possíveis incurssões.

  “Também tomaremos medidas pertinentes no futuro, em função da reação da Rússia”, assegurou  Fujimura. Acrescentou que esse não foi o primeiro incidente em que aviões de guerra russos realizaram manobras perto do Japão ainda assim foi diferente das anteriores quanto ao alcance e o reabastecimento em vôo.

  Os Tu-95 entraram no espaço aéreo neutro perto de Nagasaki e tomaram rumo ao norte, até o Pacífico. Quando sobrevoaram as águas próximas à ilha de Hokkaido, se aproximaram deles dois aviões-tanque Ilyushin-78 para reabastece-los de combustível. Após isso, os quatro aviões seguiram até a Rússia .

  Entretanto, o Ministério dos Transportes japonês comunicou que a Rússia havia anunciado à Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) a intenção de realizar exercícios nessa zona a uma altura de 4.800 - 7.500 metros.

  O coronel Vladimir Drik, porta-voz da Força Aérea da Rússia, informou que esse vôo, semelhantemente a todos os demais, efetuou-se sobre águas neutras e “em estrita consoância com as regras internacionais”.

  Rússia e Japão seguem sem firmar um tratado de paz desde o fim da Segunda Guerra Mundial devido à disputa de quatro ilhas Curilas do Sul (Iturup, Shikotan, Kunashir e Habomai).

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20110909/150539089.html

Leia também:

EUA receia colaborar com propaganda do poderio militar russo.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Helicóptero dos E.U.A. é espionado pela China depois de cair no Paquistão.



 Restos do helicóptero espião norte-americano que caiu no Paquistão durante a operação para aniquilar a Osama bin Laden, no mês de maio, poderiam ter acabado em mãos dos chineses.
 Contudo, os militares paquistaneses o desmentem categoricamente, insistindo em que todas as peças do MH-60 Black Hawk foram entregues aos Estados Unidos.

 No entanto,  certos perítos parecem dar crédito às notícias difundidas por alguns meios de imprensa sobre a “cooperação sino-paquistanesa” e consideram que desta maneira Islamabad está dando a entender a Washington que não é seu único aliado possível.
 Dois importantes periódicos, The Financial Times e o The New York Times, informaram que os paquistaneses supostamente tinham permitido a um grupo de engenheiros chinêses inspecionar e tirar fotografias dos restos do helicóptero.
 O MH-60 Black Hawk perdido pertencia ao 160 regimento e era uma das poucas unidades acondicionadas para operações especiais.

 Os diários citam fontes de entre as autoridades do país e os serviços de inteligência que asseguram que aos chineses não só se lhes permitiu estudar elementos da cauda do aparato avariado, como também colher mostras do revestimento radio-absorvente, cuja composição era secreta.

 A tecnologia usada nos helicópteros MH-60 Black Hawk é uma tecnologia  de baixa detecção a radares e estão dotados de equipamentos que reduzem o ruído dos motores para facilitar os trabalhos de reconhecimento durante missões noturnas.  

 De acordo com a versão oficial, enquanto os efetivos estavam desembarcando, o helicóptero foi arrastado por uma corrente ascendente de ar quente.
 Os tripulantes falharam ao avaliar a altitude de segurança e o rotor principal do aparelho chocou-se contra uma parede. O helicóptero perdeu estabilidade e caiu em terra ocasionando danos irreparáveis na hélice,  mas os tripulantes saíram ilesos e tomaram parte na operação.
Ao se retirarem, os soldados explodiram o helicóptero, mas uma série de fragmentos, foram supostamente examinados pelos engenheiros chineses.
Duas pernas valem mais que uma.
 “É um sinal significativo”, opinou o presidente do Instituto de estudos do Oriente Próximo, Evgueni Satanóvski. O especialista aponta que se, apesar das severas advertências dos E.U.A., Islamabad permitiu aos técnicos chineses examinar os restos do helicóptero, permitiu a vistoria considerando a cooperação estratégica com a China, em vista da suposta ameaça que a Índia exerce sobre o Paquistão.
 “Se somarmos todos os investimentos da República Popular da China na construção do porto de Gwadar e da estrada de Karakórum e os fundos investidos em diferentes projetos de desenvolvimento da infra-estrutura no Paquistão, incluídas os oleodutod e as fábricas metalúrgicas, pode se deduzir que Pequim é o principal sócio de Islamabad nas esferas econômica e militar”, explicou Evgueni Satanóvski.
 A reação oficial de Islamabad à operação, cujo objetivo era abater a Bin Laden, foi extremamente negativa, e as insinuações de que o famoso terrorista estava escondido com o consentimento dos militares paquistaneses provocaram uma resposta brusca do primeiro ministro do país Yusug Razá Guilani: ao Paquistão não convém ter tensões em suas relações com os Estados Unidos.
 “A China segue sendo para Islamabad um dos aliados mais próximos, mas o Paquistão não deixará de manter o equilíbrio entre os chineses e os norte-americanos, para não ofender a ninguém”, aponta o especialista do Instituto de estudos do Oriente, Serguei Kámenev. Na sua opinião, neste esquema poderiam produzir-se algumas mudanças de baixa importância, mas nestes tempos o equilíbrio das forças não se vê seriamente alterado e não existem indícios de que Estados Unidos ou China tenham mudado sua atitude sobre o Paquistão.
 Satanóvski considera que há mais aspectos negativos nas relações entre Islamabad e Washington, no entanto em sua opinião, ele não quer dizer absolutamente que os dirigentes do Paquistão se disponham a suspender todo o contato com Washington e reorientar-se a Pequim.
 “Em condições das relações serem mais distantes com Estados Unidos os paquistaneses usarão a China como uma janela para o mundo”, declara o especialista. Islamabad não quer romper relações com os E.U.A., mas sim quer dar-lhe a entender que tem uma alternativa. O Paquistão entende que é melhor estar apoiado em duas pernas que em uma”, concluiu.

Interesses contraditórios dos militares.

 A cooperação militar assume um papel chave nas relações entre Paquistão e China. Assim, o já mencionado porto de Gwadar com toda probabilidade terá duplo propósito, convertendo-se de fato em uma base naval chinesa.


 Atualmente no Paquistão se está implantando a construção dos caças ligeiros JF-17 Thunder, criados no marco do programa de cooperação bilateral. Ademais, os dois países têm firmado contratos de fornecimento de aviões de controle e alerta antecipada (AWACS), e prevê-se o fornecimento gratuito dos novos caças chineses, J-10. Tudo parece indicar que o segmento de equipamento militar de produção chinesa nas Forças Aéreas paquistanesas cada vez será mais dinâmico.


 Ao mesmo tempo, o Paquistão é um importante comprador de armas norte-americanas e o receptor da ajuda militar dos E.U.A.. O estreito vínculo segue unindo os círculos militares e a inteligência dos dois países durante muitos anos e tais episódios, como a luta contra a presença militar soviética no Afeganistão e contra o extremismo e o terrorismo islâmicos deram vida a algumas coalizões muito especiais.

 “Entre os militares e os dirigentes do Serviço de inteligência do Paquistão existem várias alianças, informa Serguei Kámenev. Não reina ali para nada um acordo absoluto”. Um grupo determinado de militares paquistaneses que assume uma postura pro Estados Unidos, estava favorável à operação contra Bin Laden e inclusive participou na tarefa de sua liquidação, apesar das declarações oficiais.

 Outros altos cargos dos círculos militares e dos serviços de inteligência apoiam a idéia da cooperação com a China: e para isto são mui importantes os fornecimentos de armas chinesas e a localização das tecnologias militares chinesas no Paquistão.

Fonte: http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20110831/150399653.html

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