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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Irã afirma não retroceder do seu programa nuclear.




 O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que o seu país "não retrocederá nem um milímetro" no seu programa nuclear, em resposta ao relatório divulgado terça-feira pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que afirma que o Irã trabalhou nos últimos anos para desenvolver armas nucleares.

 Segundo o site da rede de televisão oficial iraniana IRIB, num discurso proferido na província de Chahar Mahaal e Bakhtiari, no sudoeste do Irã, Ahmadinejad acusou a AIEA de "perder o seu prestígio" ao aceitar as pressões dos Estados Unidos e outros países ocidentais na redação do relatório sobre o respectivo programa nuclear.

 O governante iraniano qualificou como "absurdas" as acusações contidas no relatório, que atribuiu aos EUA, e pediu à AIEA que "abandone esse caminho".

 O presidente voltou a negar que o Irã esteja a tentar construir armas nucleares e destacou, em referência aos Estados Unidos: Nós somos inteligentes e não vamos construir duas bombas para enfrentar as 20 mil que os senhores têm.

Novas sanções contra o Irã são uma tentativa de mudar o regime.

 A Rússia por outro lado, não vai apoiar as novas sanções mais severas em relação ao Irã, considerando a sua aplicação um instrumento de troca de regime no país. Tais métodos são inadmissíveis para nós, o lado russo não vai levar em consideração propostas deste tipo, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Gennady Gatilov. Em Moscou considera-se que o recurso de sanções para influenciar o Irã, aplicadas pelo Conselho de Segurança da ONU, foi esgotado pela Resolução 1929.

 Nos fragmentos do relato da AIEA, publicados esta quarta-feira, diz-se que Teerã dispõe de tecnologias suficientes para produzir armas nucleares. Os EUA já anunciaram uma possível aplicação de sanções adicionais em relação do Irã.

Irã ameaça destruir Israel em caso de ataque

 O chefe de Estado-Maior adjunto das Forças Armadas iranianas, o general Masud Jazayeri, ameaçou destruir Israel se o Estado hebraico atacar as instalações nucleares do Irã.

 O centro (nuclear israelita) de Dimona é o local mais acessível para o qual podemos apontar e temos capacidades ainda mais importantes. Face à maior acção de Israel, veremos a sua destruição, advertiu o general Jazayeri, citado pela televisão iraniana em idioma árabe Al Alam.

 O presidente israelita, Shimon Peres, advertiu no domingo que a possibilidade de um ataque militar contra o Irão é maior que a de uma acção diplomática.

 A possibilidade de um ataque militar contra o Irã parece mais próxima que a opção diplomática, afirmou o presidente em declarações ao jornal Israel Hayom.

 Não acredito que já tenha sido tomada uma decisão a respeito, mas dá a impressão de que os iranianos estão a aproximar-se da bomba atómica, acrescentou. Não temos que revelar as nossas intenções ao inimigo, explicou.

Fonte:  Voz da Rússia

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Preparativos para a próxima guerra após o Afeganistão e o Iraque.


 As guerras intermináveis dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque

 O 10º aniversário da invasão, da ocupação de Washington e da aparentemente interminável guerra no Afeganistão foi observado em 07 de outubro, mas apesar da promessa do presidente Barack Obama de encerrar a "missão de combate" dos EUA até o final de 2014, o envolvimento militar americano vai continuar muitos anos mais.

 A guerra afegã está expandindo-se ainda mais, não só com os ataques de drones aumentando no território vizinho paquistanês, mas por causa das ameaças dos EUA de empreender uma ação militar unilateral muito maior dentro do Paquistão a menos que o governo de Islamabad expulse "extremistas" e aja com mais rigor sobre os combatentes que cruzam suas fronteiras.

 O tom de Washington foi tão ameaçador que a secretária de Estado Hillary Clinton teve que assegurar à imprensa paquistanesa em 21 de outubro, que os EUA não planeja uma ofensiva terrestre contra o Paquistão. No dia seguinte, o presidente afegão, Hamid Karzai chocou Washington, ao declarar "Deus me livre." Se alguma vez houver uma guerra entre o Paquistão e os EUA  se isso ocorrer, o Afeganistão ficará do lado do Paquistão.... Se o Paquistão for atacado e se o povo do Paquistão precisar da ajuda do Afeganistão, o Afeganistão vai estar lá com vocês."

 Ao mesmo tempo, Washington acaba de sofrer um revés espetacular no Iraque, onde a Administração Obama tem vindo a aplicar uma pressão extraordinária sobre o governo de Bagdá durante mais de um ano para permitir que milhares de tropas dos Estados Unidos permaneçam indefinidamente depois que todas as forças americanas supostamente se retirem no fim deste ano.

 O Presidente Obama recebeu a rejeição do governo iraquiano do primeiro-ministro Nuri Kamal al-Maliki em 21 de outubro, e prontamente emitiu uma declaração pública destinada a esconder completamente o fato de que o objetivo perseguido pelos EUA acaba de ser frustrado, causando perturbação considerável para os planos dos EUA. Obama fez da necessidade uma virtude, salientando que "Hoje, posso afirmar que, como prometido, o resto de nossas tropas no Iraque voltará para casa até o final do ano."

 Este artigo irá discutir primeiro a situação no Afeganistão depois de 10 anos, em seguida, retomar a questão do Iraque e o que os EUA podem fazer para compensar a rejeição humilhante e perturbadora.

 Os Estados Unidos estão bem cientes que nunca vão conseguir uma vitória decisiva no Afeganistão. Neste ponto, a Administração Obama está ansiosa para converter o impasse militar em uma forma de trégua permanente, isso somente se o Taliban estiver disposto a aceitar o que equivale a um acordo de partilha do poder, que permitiria a Washington reivindicar a aparência de sucesso após uma década de guerra.

 Além disso o presidente Barack Obama procura manter um contingente pós “retirada" da presença militar em todo o país, principalmente por estas razões:

 Para proteger em Cabul o seu regime cliente liderado por Karzai, bem como outros políticos de Washington que tem interesse comercial no país, e manter uma presença militar ameaçadora na fronteira oriental do Irã, especialmente agora que as tropas dos EUA não podem permanecer no Iraque.

 Para manter um território na Ásia Central para posicionar as forças militares dos EUA e da OTAN perto do que Washington entende como os seus dois principais (embora nunca publicamente identificados) inimigos - China e Rússia - num momento em que o governo americano está aumentando sua pressão política sobre os dois países. Obama está decidido a transformar a OTAN, a partir de um colaborador regional em um adjunto global da busca de Washington para manter e ampliar a hegemonia mundial. Recente a vitória da OTAN na Líbia é um grande avanço para as ambições dos EUA na África, mesmo que a maior parte dos despojos comerciais tenha ido para a França e a Inglaterra. A presença permanente da OTAN na Ásia Central é o passo lógico seguinte. Em essência, o foco geopolítico de Washington está se expandindo desde o Oriente Médio à Ásia Central e África na busca por recursos, expansão militar e hegemonia incontestável, especialmente a partir do desafio político e econômico das nações em ascensão global do sul, em especial a China.

Fonte: http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=27291

Leia também:

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