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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Especialistas chineses explicam por que a Índia e a Rússia desenvolvem em conjunto um caça de 5ª geração.

 Chang Hu, o editor de uma revista militar, e seu colega respondem à televisão chinesa sobre a cooperação Indo-russa na àrea da aviação militar.

 A Rússia anunciou suas prioridades para a exportação de armas onde a Índia é a principal prioridade. Atualmente, a Rússia e a Índia estão desenvolvendo em conjunto o avião caça de quinta geração (FGFA). Recentemente, a Força Aérea da Índia relatou os planos de comprar mais de 200 caças FGFA.

 Em 8 de outubro, a Força Aérea da Índia organizou uma exposição e vôos de demonstração na base perto de Nova Delhi para comemorar o aniversário de 79 anos da Força Aérea nacional. Foi anunciado que a Força Aérea iria comprar 214 FGFAs, dos quais 166 do modelo de assento único e 48 caças do modelo de assento duplo. Esses últimos serão fabricados pela Hindustan Aeronautics Ltda (HAL).

 Hu Chang, o editor de uma revista militar, e seu colega foram convidados para o estúdio da televisão CCTV chinesa. Eles responderam a inúmeras perguntas.

O que é o caça FGFA?

 Deve ser um caça desenvolvido em linha com os mais altos padrões mundiais. A base tecnológica da Índia é muito fraca, portanto, a Rússia faria a maior parte deste trabalho. A Rússia já desenvolveu um protótipo da aeronave (o projeto T-50), que está passando por testes de vôo.

 Então, por que não pode vender esses caças da Rússia para a Índia? Por que eles precisam deste desenvolvimento em conjunto?

 Na verdade, o T-50 ainda está em desenvolvimento. A Rússia mostrou o caça no show aéreo MAKS 2011. Ficou claro que o projeto da aeronave é "grosseiro" com um monte de emendas e articulações. A participação da Índia pode cobrir uma parte significativa do financiamento para este projeto. Atualmente, a Índia tem que fazer a escolha entre os dois caças europeus - Typhoon ou Rafale - para comprar 126 caças para a Força Aérea. Dada a difícil situação econômica na Europa, a Índia pode ter sucesso em "extorquir" tecnologias. Por exemplo, essas aeronaves têm aviônica muita boa e a Índia pode se tornar um "consolidador" das tecnologias européia e russa no projeto FGFA.

 De acordo com a Força Aérea da Índia, o país espera conseguir esse caça tão logo antes de 2017, ou seja, levaria apenas seis anos para desenvolvê-lo.

 Na verdade, toda a plataforma tecnológica da aeronave será desenvolvida na Rússia. No entanto, o T-50 é mais um demonstrador de tecnologia e vai demorar muito tempo para obter o verdadeiro caça. A Força Aérea da Rússia informou que esse caça seria adotado em 2015, o que é difícil de acreditar. Além disso, se a Força Aérea da Índia o recebe em 2017, em seguida, a Índia pode adotá-lo ainda mais rápido que a Força Aérea Russa. Provavelmente, a Índia será o segundo site de teste do T-50.

 Sabe-se que os E.U.A. não exportam o F-22, então por que a Rússia permite que outro país tenha acesso às últimas tecnologias?

 Acho que a primeira razão é que a Índia não representa uma ameaça para a Rússia. Em segundo lugar, o projeto desse avião ainda está longe do nível desejado. O T-50 tem o equipamento de bordo, mas muito ainda tem de ser criado, por exemplo, um barramento de dados digitais semelhante ao 1553B americano. A Rússia ficou para trás nessa área, mas a França pode compartilhar uma tecnologia semelhante com a Índia se o caça Rafale vencer o concurso.

Barramento de dados 1553B - aviônica de controle de caças americanos.

 Assim, a Índia pode consolidar as tecnologias militares francesas e russas no novo caça. A Índia tem uma maneira especial de pensamento militar - eles querem adquirir produtos já feitos sem se preocupar em desenvolver novos.

 Mas a Índia voltará a ser dependente de tecnologia estrangeira...

 Eu acho que a participação no desenvolvimento de aeronaves modernas seria útil para a Índia desde que o país desde que seja para adquirir experiência na concepção. O projeto FGFA é uma rara oportunidade para ganhar experiência neste campo.

 Assim, a Índia pode se tornar dona da tecnologia mais recente?

 Sim. Será um grande passo à frente. A Índia será um dos poucos países no mundo com o seu caça de quinta geração.

 Se tudo correr como o planejado, a Índia pode ultrapassar os E.U.A., no número de caças pesados de quinta geração?

Isso é verdade.

 Como é que esse fator afeta a situação na região Ásia-Pacífico?

 A Índia aprovou o 11o plano de cinco anos, durante o qual 214 caças de quinta geração devem ser adotados. De fato, tudo depende do financiamento da Força Aérea Indiana.

 Mas este período é muito curto para produzir tantos aviões.

Isso mesmo.

 Outra pergunta. Hoje, a Índia pode comprar sistemas militares de países ocidentais, incluindo os Estados Unidos. Mas armas russas ainda são responsáveis ​​por 70% do arsenal militar da Índia. Por que a Índia continua a preferir as armas russas?

 Primeiro, é por causa do barateamento relativo dos hardwares e equipamentos militares russos. Em segundo lugar, a Rússia está disposta a transferir tecnologia muito mais do que os países ocidentais. A Índia usa essa situação para diversificar as compras de armas, assim, alcança uma maior independência das fontes de armas. Por exemplo, a Índia compra os aviões de transporte C-130 e o C-17 dos Estados Unidos.

Fonte: 
http://indrus.in/articles/2011/10/18/chinese_experts_explain_why_india_and_russia_jointly_develop_fgfa_13132.html

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Com novas prioridades no espaço a Rússia valoriza seu potencial espacial.

Soiuz-U, registrado no Guiness, o livro dos recordes, como o foguete mais confiável do mundo, e o cargueiro espacial Progress, com cargas destinadas à ISS transportam os satélites do sistema Glonass - Sistema Global de Navegação por Satélite.

 A partir de agora, os programas de voos tripulados, priorizados pela Roskomos nas últimas décadas, deixam de ser prioritários. “Até 2015, pretendemos aumentar o número de satélites de monitoramento remoto da Terra de 5 para 20; de satélites de navegação do sistema Glonass, de 24 para 30; de satélites de comunicação e do Cospas-Sarsat (Cospas - Sistema de Busca de Navios em Naufrágio, Sarsat– Search and Rescue Satellite-Aided Tracking), de 26 para 48”, disse Vladímir Popóvkin. Segundo ele, mais de 37% das verbas canalizadas para o Programa Espacial Federal, que irá durar até 2015, são aplicadas na construção de veículos lançadores e desenvolvimento da infraestrutura terrestre.

 Ainda de acordo com Vladímir Popóvkin, a Rússia tem apenas 3% do mercado internacional de serviços espaciais comerciais e 40% dos lançamentos espaciais internacionais por ano, cobrando por isso um preço ridículo em comparação com aqueles vigentes no mercado internacional. Aparentemente, foi na necessidade de acabar com essa injustiça que pensou o presidente da Roskosmos quando prometeu aos deputados dar prioridade ao componente comercial nas futuras atividades espaciais da Rússia. 

O que podemos

 O sistema Glonass é um dos sistemas de satélites russos de elevada importância para o desenvolvimento espacial nacional, tanto em termos de uso comercial quanto em termos de reforço da cooperação internacional. O sinal do Glonass será acessível sem limitações em todas as regiões do mundo daqui a um mês. Esse prazo é necessário para pôr em operação o satélite Glonass-M, colocado em órbita no início de outubro e que completa o esquadrão de satélites do sistema. Segundo o relato oficial da Roskosmos, o esquadrão orbital do Glonass é composto por 28 satélites.

Satélite que compõe a constelação GLONASS em órbita, rumo à cobertura global.

 Os primeiros satélites do Glonass foram colocados em órbita pelo ministério da Defesa da URSS já em meados da década de 1980, como contrapeso ao sistema norte-americano GPS, composto por espaçonaves Navstar. Mas a União Soviética não conseguiu concluir a criação de seu sistema de navegação por satélite.

 O sistema Glonass destinado a prestar serviços de navegação a um número ilimitado de consumidores em terra, navios e aviões e em órbita começou a funcionar em 1993. O acesso aos serviços de navegação do segmento civil do sistema é concedido gratuitamente, sem quaisquer restrições, aos usuários russos e estrangeiros em qualquer lugar do mundo.

 O sistema Cospas-Sarsat é menos conhecido e se destina à busca e resgate de navios, aeronaves e veículos terrestres acidentados. Esse sistema foi a primeira ferramenta de cooperação internacional efetiva no espaço durante a Guerra Fria.

 Os trabalhos para a criação do sistema começaram em 1982 e contaram com a participação da União Soviética e vários países ocidentais. A função do sistema é localizar, em situações de emergências, os rádios bóias instalados a bordo de navios e aeronaves. O sistema utiliza vários satélites colocados em órbitas circulares quase polares de 800 a 1000 km de altura e detecta e retransmite para as estações terrestres os sinais de socorro transmitidos pelos rádio bóias. Conforme o acordo intergovernamental, pelo menos dois satélites do sistema devem ser russos.

 O primeiro episódio de resgate de pessoas com a ajuda desse sistema ocorreu em 10 setembro de 1982, ainda na fase de ajustamentos técnicos, quando o satélite soviético Kosmos-1383 retransmitiu o sinal de socorro emitido por uma pequena aeronave caída nas montanhas do Canadá. O sinal retransmitido pelo satélite soviético foi recebido por uma estação terrestre canadense. Como resultado, foram resgatadas três pessoas.

 O sistema funcionou perfeitamente, permitindo realizar, só em 1998, 385 operações de resgate e salvar 1.334 pessoas. Até o início de 2002, o sistema Cospas-Sarsat ajudou no salvamento de mais de 10 mil pessoas.

 Os interesses dos programas russos de voos não tripulados não se limitam ao espaço circunterrestre. Em meados de outubro, o diretor do Laboratório de Espectroscopia de Raios Gama do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Ígor Mitrofánov, anunciou que os cientistas russos haviam escolhido na superfície lunar locais para o eventual pouso da sonda espacial Luna-Glob. A missão principal da sonda, em vias de construção pelo consórcio Lávotchkin, será a busca de água na Lua. O lançamento está previsto para 2014.

 Segundo o cientista, foram escolhidos seis locais para o pouso da sonda: três perto do pólo norte e três perto do pólo sul. “Consideramos quatro critérios na escolha de locais: o terreno plano, duração suficiente da iluminação solar, boa rádio-visibilidade para as estações terrestres e boas possibilidades para pesquisas científicas”, assinalou.

 Durante a escolha, foram usadas, entre outras coisas, as informações obtidas pela sonda americana LRO. É caso de nos lembrarmos do presidente dos EUA da década de 1960, John Kennedy. Apesar de os EUA e a União Soviética estarem em conflito na época, ele propôs que os dois países conjugassem seus esforços para a exploração da Lua.

Fonte: 

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