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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A NASA utilizará motores russos para a exploração do espaço.

Foguete propulsor norte-americano Taurus II.

 Os Estados Unidos anunciou a criação de um foguete espacial para longas expedições. O novo dispositivo, que terá motores russos, nasce como resultado da reorganização profunda a que tem sido submetida a indústria espacial americana.

 A NASA informou sua decisão sobre o novo foguete propulsor projetado para lançar fora da órbita da Terra as naves espaciais americanas em seu trabalho de exploração do sistema solar.

 "Este foguete ... vai garantir a liderança dos EUA na corrida espacial e será uma fonte de inspiração para milhões de pessoas em todo o mundo. "Estas foram as palavras de Charles Bolden na apresentação do projeto ao público que esperava algo novo, depois de um verão que testemunhou a aposentadoria do ônibus espacial.

O herdeiro do "Saturn"

 A NASA está empenhada em criar um motor inteiramente novo. O propulsor anterior de características similares era o Saturno V, desenhado pelo engenheiro alemão Werner von Braun. Estes foguetes foram uma parte fundamental das missões lunares da "Apollo".

 O parâmetro dos dois foguetes será similar. O novo SLS será capaz de colocar em órbita cerca de 70 toneladas de carga e com a adição de uma nova seção, o peso pode ser cerca de 130 toneladas.

NASA testa o foguete de última geração J2X.
foto: www.parabolicarc.com
 Nas primeiras seções das diferentes versões dos novos foguetes colocarão de três a cinco motores RS-25D / E, que são modificações dos motores equipados com o "Shuttle". A segunda seção refere-se ao engenho de Werner von Braun. Nela serão colocados os motores J-2X, que são uma modernização do J-2, que equipou o Saturn nos anos 60.

 No perfil do foguete também estão incluídos alguns aceleradores laterais removíveis. Inicialmente se pensou produzir combustível sólido, com uma tecnologia já utilizada e testada pelos americanos em seus transportadores, e aí reside sua principal vantagem.

 No entanto, neste momento também se levantaram vozes contrárias a falar da necessidade de se introduzir as tecnologias mais recentes no projeto, incentivando a concorrência entre as empresas. Este grupo é liderado por um consórcio de designers a Aerojet e a fabricantes de motores Teledyne.

O motor AJ-26 (designação nos EUA para o motor russo NK-33).
 A Aerojet tem vindo a dedicar-se ao desenvolvimento do último modelo de foguete propulsor norte-americano, o Taurus II. Este é um foguete leve impulsionado por combustível sólido e destinado ao setor de lançamento de pequenos satélites comerciais. A particularidade deste foguete está na utilização do motor russo NK-33, que a Aerojet comprou em um montante de cerca de quarenta unidades em meados dos anos 90 pelo baixo preço de um milhão de dólares por motor.

 O futuro do Taurus II é agora mais do que nebuloso, enquanto o grandioso projeto do SLS se apresenta muito mais transparente e com melhor garantia política. A Aerojet anunciou sua disposição de renovar o seu motor AJ-26 (designação nos EUA para o motor NK-33), e começar a fabricá-lo em série com base no mesmo propulsor de oxigênio líquido e querosene para o SLS.

 Em suma, as opções para esta empresa em ter êxito com os seus planos extravagantes não são muitas. E não apenas por razões de abordagens exóticas, mas sim causas políticas.

Os resíduos políticos do projeto "Constellation"

 O programa SLS na atualidade é uma variante de compromisso entre a utilização das mais recentes tecnologias e a potência da indústria espacial dos EUA com alguns remanescentes do famigerado projeto "Constellation".

 Este programa foi iniciado em 2004 durante a administração do presidente George W. Bush e foi chamado para responder a algumas perguntas-chaves relacionadas à indústria espacial dos EUA após a era shuttle. Este projeto incluiu uma série de novos motores, o Ares e um novo módulo espacial, o Orion. Um de seus principais objetivos era a volta dos EUA para a lua como ferramenta de propaganda para a reafirmação das prioridades nacionais no setor.

 Mas o tempo passou e o Tesouro norte-americano ainda continuava escasso. Novos projetos e tecnologias apareceram, enquanto o projeto estava sobrecarregado pelo peso da ideologia política. Despesas de investigação e ensaio eram enormes e não demoraram a aparecer críticas, humilhantes, da parte de renomados engenheiros e famosos astronautas. Tudo se transformou em pressão política que fez o "Constellation" um projeto básico, com problemas mínimos e poucos gastos.

Motor Ares. foto: graphics8.nytimes
 Aos poucos, ficou claro que o foguete Ares não teria futuro: não resistiu à análise detalhada dos peritos. Uma das principais causas foi a quantidade incomum de vibrações no início da decolagem que, segundo analistas, poderia pôr em risco a saúde dos astronautas. Outro motivo foi o alto custo monetário resultante do quilo de peso em órbita.

 Este programa foi finalmente enterrado por Barack Obama que fez uma reforma considerável no setor espacial norte-americano.

 A administração Obama trouxe alguma clareza e pragmatismo ao ecletismo do plano de Bush. No início, o "Constellation" combinava uma série de lançamentos orbitais comerciais com uma série de missões de longa distância. Tudo isto resolvido com um pacote de meios técnicos. Esta ideia foi abandonada e as duas linhas do programa tornaram-se independentes uma da outra.

 Por um lado, a administração da Casa Branca, como parte de sua luta contra a redução, passou a exigir o máximo de compatibilidade com as tecnologias existentes para novos programas espaciais. E esta tendência não só é aplicada aos foguetes e ônibus espaciais, mas os novos dispositivos devem ser adaptados às antigas infra-estruturas de lançamento.

O estabelecimento de prioridades

 O prazo de entrega do novo foguete SLS foi sabiamente datado em 2018. O ambicioso projeto do novo motor é uma bela idéia: sem ela será impossível voltar à Lua e fazer avançar a exploração do sistema solar. No entanto, os lançamentos orbitais são urgentes, e os transportadores foram retirados.

 Mas o foguete SLS não está só e tem um sério concorrente no terrero dos lançamentos orbitais, o Falcon IX da empresa SpaceX, de Elon Musk. A empresa está finalizando o módulo Dragon, que já foi testado em vôo não pilotado e que, no final deste ano tentará o primeiro enlace de prova com a Estação Espacial Internacional.

Concepção artistica do lançador SLS.
 Todas essas iniciativas se inserem harmoniosamente na estratégia de desenvolvimento espacial do setor escolhido por Washington. Os lançamentos comerciais de pessoas e cargas na órbita da Terra será algo praticado por empresas privadas, terão seu nicho neles os satélites militares, é claro.

 Com relação à NASA, esta se ocupará de desenvolver e manter os foguetes SLS pesados e os módulos espaciais para a exploração do espaço distante. De modo que, quando Barack Obama descreveu as cenas fantásticas de futuras missões a Marte, criadas a partir das ruínas do "Constellation" não se desviou muito longe da realidade. A idéia pode coalhar depois de algumas variações, mas a sensação de que já foram definidas com precisão e brilhantismo.

Fonte: http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20110919/150702451.html

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