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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A guerra do Afeganistão desmascarada.

WikiLeaks divulga 75 mil relatórios militares secretos dos EUA.

Soldado de sentinela num grande povoado do Afeganistão¹.

 O sítio web WikiLeaks divulgou mais de 75 mil relatórios militares secretos cobrindo a guerra no Afeganistão. O Diário da guerra afegã é um extraordinário compêndio secreto com mais de 91 mil relatórios que cobrem a guerra no Afeganistão de 2004 a 2010. Os relatórios descrevem a maioria das acções militares letais envolvendo os militares dos Estados Unidos. Eles incluem o número de pessoas declaradas internamente a serem mortas, feridas ou detidas durante cada acção, junto com a localização geográfica precisa de cada evento e as unidades militares envolvidas e principais sistemas de armas utilizados.

 O Diário da guerra afegã é o mais significativo arquivo da realidade da guerra a ter alguma vez sido divulgado durante o decorrer de uma guerra. As mortes de dezenas de milhares são normalmente apenas uma estatística mas o arquivo revela as localizações e os eventos chave por trás da maior parte destas mortes. Esperamos que a sua divulgação conduzirá a um entendimento abrangente da guerra no Afeganistão e proporcione os ingredientes primários que são necessários para mudar o seu curso.


Soldado contrasta com a paisagem afegã.


 A maior parte das entradas foi escrito por soldados e oficiais de inteligência que ouviam relatórios transmitidos pelo rádio de posições nas linhas de frente. Contudo, os relatórios também contém informação relacionada a partir da inteligência dos Fuzileiros Navais (Marines), de Embaixadas dos EUA e de relatórios acerca de corrupção e actividades em desenvolvimento por todo o Afeganistão.

 Cada relatório contém o tempo e a localização geográfica precisa de um evento que o Exército dos EUA considera significativo. Eles incluem vários campos adicionais padronizados: O tipo genérico do evento (combate, não combate, propaganda, etc); a categoria do evento conforme classificação das Forças estado-unidenses, quantos foram detidos, feridos e mortos entre civis, aliados, nação hospedeira e forças inimigas: o nome da unidade que relata e um certo número de outros campos, o mais significativo dos quais é o sumário – uma descrição em inglês dos eventos cobertos no relatório.


A realidade das crianças afegãs reflete a convivência com conflitos desde tempos imemoráveis.

 O Diário está disponível na web e pode ser visionado em ordem cronológica e por mais de 100 categorias assinaladas pelas Forças dos EUA, tais como: "escalada de força", "fogo amigo", "reunião de desenvolvimento", etc. Os relatórios também podem ser visionados pela nossa medida de "severidade" – o número total de pessoas mortas, feridas ou detidas. Todos os incidentes foram colocados num mapa do Afeganistão e podem ser visionados no Google Earth limitado a um espaço de tempo ou de lugar particular. Por este meio pode-se ver o desdobramento da guerra ao longo dos últimos seis anos.

 O material mostra que os encobrimentos começam no terreno. Quando relatam as suas próprias actividades as Unidades dos EUA são inclinadas a classificar mortes civis como mortes insurgentes, minimizar o número de pessoas mortas ou então arranjar desculpas para si próprias. Os relatórios, quando efectuados acerca de outras unidades militares dos EUA são mais prováveis serem verdadeiros, mas ainda reduzem o criticismo. Inversamente, quando relatam sobre acções de forças não-EUA na ISAF os relatórios tendem a ser francos ou críticas e quando relatam acerca do Taliban ou outros grupos rebeldes ou mau comportamento é descrito com amplos pormenores. O comportamento do Exército Afegão e das autoridades afegãs frequentemente também são descritos.


Fuzileiro do exército germânico faz patrula de helicóptero sobre as montanhas.


 Os relatórios provém do Exército dos EUA com excepção da maior parte das actividades das Forças Especiais. Os relatórios geralmente não cobrem operações top-secret ou operações europeias e de outras forças ISAF. Contudo, quando ocorre uma operação combinada envolvendo unidades regulares do Exército, pormenores dos parceiros do Exército são muitas vezes revelados. Exemplo: um certo número de operações sangrentas executadas pela Task Force 373, uma unidade secreta de assassínios das Forças Especiais dos EUA, são reveladas no Diário – incluindo um raid que levou à morte de sete crianças.


Cotidiano em meio à guerra.


 Este arquivo mostra o vasto conjunto de pequenas tragédias que quase nunca são relatadas pela imprensa mas que representam a esmagadora maioria das mortes e ferimentos.

 Atrasamos a divulgação de cerca de 15 mil relatórios do arquivo total com parte de um processo de minimização de danos pedido pela nossa fonte. Após nova revisão, estes relatórios serão divulgados, com redacções ocasionais e, finalmente, em pleno, quando a situação de segurança no Afeganistão o permita.
 


Fonte: http://resistir.info/afeganistao/guerra_desmascarada.html

Informação adicional:


[1]
The Boston Globe (cache.boston.com/) :: Links das fotos: http://www.city9x.com/bbs//archiver/?tid-243117.html
Der Spiegel: http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,708314,00.html
The Guardian: http://www.guardian.co.uk/world/series/afghanistan-the-war-logs
The New York Times: http://www.nytimes.com/interactive/world/war-logs.html

sábado, 7 de agosto de 2010

Presidente de Abkházia teme nova agressão da Geórgia que parece ter restabelecido sua força bélica.

 O presidente da Abkházia, Serguei Bagapsh, afirma que no ritmo em que a Geórgia arma seu Exército levanta suspeitas que está preparando um novo ataque contra os seus antígos territorios, Abkházia e Ossétia do Sul.

 "Levando em conta o rápido rearmamento da Geórgia com a ajuda do Ocidente, não descarto que esteja preparando uma nova agressão", declarou Bagapsh em entrevista a RIA Novosti.

 Na sua opinião, o presidente georgiano, Mikaíl Saakashvili é imprevisível em suas ações. Ao referir-se à guerra de 2008, quando Saakashvili ordenou o ataque contra a Ossétia do Sul, o líder abkasio indicou que o presidente georgiano é "uma pessoa que não vai parar por aí".

 Na véspera, Valeri Yaknovets, novo ministro de Defensa de outra antiga província georgiana, a Ossétia do Sul, informou em declarações ao diário Kommersant que recomendou ao serviço de segurança sul-osseta "não relaxar" e "preparar-se para repelir" uma nova agressão que ela não descarta enquanto Saakashvili  governar a Geórgia.

 O Exército georgiano atacou a Ossétia do Sul na noite de 7 a 8 de agosto de 2008 destruindo parte de sua capital, Tskinvali. A Rusia respondeu com o envio de tropas para proteger o seu contingente de paz estacionado na zona e também aos vizinhos locais, muitos deles de nacionalidade russa.
 Os militares georgianos foram obrigados a recuar após cinco dias de hostilidades. Em agosto daquele ano, a Rússia reconheceu a soberania da Ossétia do Sul e da Abkházia, e mais tarde também a Nicarágua, a Venezuela e a República de Nauru reconheceram como países independentes as antigas provincias georgianas.

Fonte: http://sp.rian.ru/onlinenews/20100806/127393056.html


A Abkázia e a Ossétia do Sul são antigos territórios da Geórgia que se autoproclamaram independentes após a guerra russo-georgiana de 2008. São reconhecidas apenas pela Federação Russa, Nicarágua, Venezuela e Nauru.

A Geórgia restabeleceu por completo seu potencial bélico desde a guerra de 2008 segundo um especialista.

 Passados dois anos desde a guerra russo-georgiana em torno da Ossétia do Sul, o regime de Mikail Saakashvili restabeleceu por completo seu potencial militar, afirmou Igor Korotchenko, diretor do Centro russo para o análise do tráfico internacional de armas.

 "É o resultado de que a comunidade internacional nunca aceitou a proposta russa de embargar o fornecimento de armas e equipamento militar à Geórgia", disse o especialista.

 Acrescentou que a importação de armas permitiu à Georgia "suprir as perdas, restaurar as bases militares e demais infraestruturas, assim como aperfeiçar a instrução dos efetivos do Exército nacional".

 O Governo georgiano recibeu grandes quantidades de armas totalmente grátis ou a preços de barganha, constatou Korotchenko ao ressaltar que "muitas transações ocorreram secretamente e não foram declaradas em lugar nenhum, em particular, no registro correspondente das Nações Unidas".

 "Geórgia pode ser definida nos últimos anos como um buraco negro em termos de cooperação técnico-militar ", disse ele. Mesmo levando em conta os montantes declarados oficialmente que, de acordo com Korotchenko não excedem a 20-25% do volume real, a Geórgia se recuperou muito além do plano militar pré-guerra.

Fonte: http://sp.rian.ru/onlinenews/20100807/127398026.html

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Rússia tem pressa para se reconstruir.*

Um helicóptero naval soviético Kamov Helix decola a bordo do navio anfíbio americano USS Mount Whitney durante um treinamento que é parte da parceria internacional  FRUKUS 2010. Foto: Marinha Americana/Jeffrey Lund.


 1 de Agosto de 2010. No final de Julho, a liderança russa concordou em aumentar os gastos anuais da defesa em 60 por cento (a 66 bilhões de dólares) nos dois próximos anos. Durante os últimos dois anos de recessão global, o orçamento da defesa foi cortado em 15 por cento. Todas as armas sofreram cortes exceto as unidades de armas nucleares. Apesar do enorme tamanho da Rússia (17 milhões de quilômetros quadrados, a maior nação no mundo), com uma extensa fronteira ( 20 mil quilômetros de terra, outros 37 mil de costa), o meio primário da defesa nacional são as armas nucleares. O exército é uma força em ruínas, menor que o exército dos Estados Unidos, e muito mais mal equipado.

 A maioria dos milhões de soldados nas forças armadas russas são das forças paramilitares que trabalham para o Ministério do Interior e para outros ramos do governo (como a FSB, que controla os guardas de fronteira.)  Essas forças se viram como podem, sobrevivem com rifles de assalto, metralhadoras, transporte terrestre, barcos de patrulha e aviões de baixa tecnologia.

 O exército russo necessita desesperadamente de novas armas, principalmente de veículos blindados. A marinha precisa de novos barcos e a força aérea precisa de novas aeronaves. Os três serviços estão ficando com os equipamentos da época da Guerra Fria que envelhecem rapidamente. Um exemplo da extensão deste problema pode ser visto no que aconteceu a força de tanques soviética da época Guerra Fria .

 A Rússia recentemente cortou a sua força de tanques novamente, de 22.000 para aproximadamente 6.000. Sessenta por cento desses 6.000 estarão no armazenamento. Os  restantes 16.000 tanques serão sucateados. Vinte anos atrás, a situação era bem diferente. No fim da Guerra Fria em 1991, a Rússia tinha aproximadamente 53.000 tanques em serviço (aproximadamente 40 por cento deles relíquias dos anos 1950, ou antes). Durante duas décadas passadas, aproximadamente 30.000 tanques foram sucateados. Já em 1991, aproximadamente metade dos tanques eram de uso e de utilidade questionável, mas que ainda deixou os russos com 25.000 tanques modernos, pronta para rolar até a Oeste. Não mais. Com o colapso da União Soviética em 1991, 80 por cento dos cinco milhões de soldados foram enviados para casa e, na década seguinte, apenas algumas centenas de novos tanques foram comprados. 

 A atual frota de tanque tem aproximadamente 260 T-90 e 1.200 T-80 (um terço armazenados). Estes se assemelham rudemente ao modelo inicial dos M-1s dos Estados Unidos. A maioria dos tanques russos atuais são os atrasados tanques modelo T-72, alguns deles foram atualizados com  eletrônica excelente (sistemas de controle de incêndio e visão térmica). 

 Durante a década passada, não importa quantos tanques os russos dizem que eles tiveram, apenas alguns milhares estavam prontos para rolar e entrar em combate. Realmente, a Rússia perdeu o uso de aproximadamente 90 por cento dos seus tanques desde 1991. Naquela época, quase todos os 53 mil foram destinados a uma divisão de combate. OK, a maior parte daquelas pessoas eram divisões de reserva, mas se a maioria dos reservistas se apresentassem em tempo de guerra, eles saberiam como obter o máximo de seus tanques operacionais. Esse sistema de reserva entrou em colapso junto com a União Soviética, agora, os russos enfrentam o fato de que eles só podem receber a curto prazo cerca de 5.000 tanques operacionais. Isso é uma grande queda de 1980. 

 A frota de tanques russa está em desvantagem se comparada com a que a OTAN tem disponível, e é apenas ligeiramente maior que a da China. Como os comandantes russos não gostam disso, eles finalmente enfrentam os fatos, e decidiram conservar somente aqueles tanques que eles podem de fato manter e operar.

 Padrões similares de declínio foram sofridos pela força aérea e marinha. Mais de 10.000 aeronaves foram desmanteladas desde o fim da Guerra Fria, e apenas algumas centenas de novas (ou renovadas) foram colocadas em serviço. Mais de uma centena de submarinos nucleares foram desmantelados e menos de dez colocados em serviço desde 1990. 

 Mesmo com novos e mais altos gastos, isso levará uma década ou mais até substituir as armas antigas com as quais a maior parte das tropas russas estão armadas.


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* Nota: Não foi possível certificar sobre a veracidade das informações obtidas da fonte. Em tempos de especulação muita informação pode ser temerária, mesmo aquelas patenteadas com uma referência, o que nos produz certa resignação mediante o caráter tendencioso dos interesses de quem as gerou.
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Fonte: strategypage.com

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Casa Branca condena publicação de dados sobre a guerra do Afeganistão no Wikileaks.


'Wardiary' do site Wikileaks. Foto: Deutsche Welle.

 Site Wikileaks teve acesso a documentos secretos sobre operação no Afeganistão que mostram uma atuação sombria das forças aliadas. Relatos falam sobre mortes de civis e estratégias desconhecidas do público.

 Em si, o número dos documentos divulgados para o website Wikileaks já bastaria para deixar irado o governo norte-americano. São 91.731 relatórios provindos do banco de dados do Exército americano, a maior parte deles classificado como secreto. O site é especializado em "vazar" dados explosivos, relativos a corrupção ou à política mundial.

 Os atuais documentos mostram uma imagem crua e não filtrada da guerra do Afeganistão, entre 2004 e 2009. A maioria das informações não era desconhecida, mas nunca pôde ser tão ampla e detalhadamente consultada.

 Boa parte dos relatos é de sargentos, também de um comandante e de um dos analistas do serviço militar. Eles falam do aumento maciço de atentados dos Talibãs, de ataques das tropas aliadas nunca divulgados publicamente e que mataram centenas de civis, de esquadrões assassinos altamente secretos, montados para exterminar comandantes talibãs.

 A informação mais controversa é que, possivelmente, o maior apoiador estrangeiro dos rebeldes talibãs seria o serviço secreto do Paquistão, país aliado dos Estados Unidos. Segundo os relatos, os espiões paquistaneses têm permissão para se encontrar diretamente com os rebeldes afegãos.

 Os documentos revelam ainda que os veículos aéreos não-tripulados usados frequentemente pelos Estados Unidos não trabalham mais com tanta perfeição, e que os talibãs estão equipados com armas mais modernas do que os aliados. A Wikileaks alega que parte da história não foi publicada, pois poderia colocar os informantes em perigo, ou divulgar legítimos segredos militares.

Publicação em jornais de grande circulação

 Após examinar o material durante várias semanas, tanto o semanário alemão Der Spiegel quanto os jornais New York Times e Guardian chegaram à conclusão de que ele é autêntico.

 A reportagem do Der Spiegel focou os relatos do norte do Afeganistão, onde o Exército alemão atua, concluindo que a guerra naquela região se torna cada vez mais perigosa, e que os alemães foram ingênuos ao entrar nessa operação que, até agora, rendeu poucos resultados.

 O New York Times diz que os arquivos ilustram em "detalhes o porquê de, depois dos Estados Unidos terem gasto quase 300 bilhões de dólares na guerra, o Talibã está mais forte do que em 2001".

 Para o governo dos Estados Unidos, a revelação dos documentos aconteceu no pior momento possível. Tanto o Congresso quanto a população questionam cada vez mais se a estratégia do presidente Barack Obama no Afeganistão está correta, e se a retirada das primeiras tropas do país deve realmente começar em meados do próximo ano.

Reação oficial

 Por isso, a Casa Branca reagiu de forma rápida e incisiva: James Jones, conselheiro de Segurança do governo Obama, condenou a publicação dos documentos. Segundo ele, a revelação desse tipo de informação secreta coloca em risco a vida dos americanos e de parceiros dos EUA, além de ameaçar a segurança nacional.

 A Casa Branca salientou que o último relatório foi apresentado no final de 2009, e que, justamente por a situação no Afeganistão ser tão grave que, em dezembro mesmo o governo Obama anunciara uma nova estratégia, com maior número de tropas.

 Trata-se de uma clara tentativa da administração Obama de sair da linha de fogo e culpar o antecessor George W. Bush pelo caos no país asiático. Num comunicado separado aos jornalistas, a Casa Branca afirma que o site Wikileaks não é uma fonte de notícias objetiva, mas sim uma organização que se opõe à política norte-americana no Afeganistão.

Forças afegãs e aliadas após atentado suicida em Cabul.Foto: Deutsche Welle.


Wikileaks: polêmico

 A página digital Wikileaks vem ocupando regularmente as manchetes. No começo do ano, ela colocou na rede um vídeo da guerra do Iraque, mostrando um ataque contra um grupo de civis, conduzido por um piloto de helicóptero norte-americano. Doze pessoas morreram, dois funcionários da agência de notícias Reuters estavam entre as vítimas.

 O Wikileaks é elogiado por seu trabalho, mas também é alvo de críticas. Para muitos, o site publica documentos vazados sem, no entanto, perguntar-se o sentido dessa transparência. Muitos críticos comparam o trabalho da Wikileaks ao dos que tomam a justiça nas próprias mãos.

 Quanto às últimas informações, os criadores do Wikileaks afirmam desconhecer a fonte que lhes passou o material. Mas, mesmo se soubessem, jamais a revelariam.

Autoras: Sabine Müller / Nádia Pontes
Revisão: Augusto Valente

FONTE: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5837832,00.html

terça-feira, 20 de julho de 2010

Moscow coloca em operação os novos sistemas de mísseis estratégicos RS-24 Yars.


Foguete RS-24 "Yars"  mobile (SS-27 Mod-X-2)

  A Rússia pôs em operação os seus mais novos mísseis intercontinentais de ogivas múltiplas de última geração, da classe RS-24 "Yars", anunciou nesta segunda-feira o vice-ministro da Defesa Vladimir Popovkine, citado pelas agências russas.

  As mesmas fontes asseguram que os RS-24 cumplem todos os termos estabelecidos nos tratados de desarme nuclear assinados por Rússia e EUA.

  De combustível sólido e com um alcance superior a 12.000 kilómetros, o RS-24 pode portar entre seis e oito ogivas nucleares de guiamento autônomo, com 150 a 300 kilotons de potência cada uma e conta com sistemas de navegação com capacidade de burlar o escudo antimísseis americano.

Fonte: http://sp.rian.ru/Defensa/20100719/127160206.html


Sistema Móvel RT-2PMTopol-M.

  O Diretor do Instituto Yuri Solomonov disse, "Todos os jornalistas estão escrevendo sobre o míssil Bulava, mas estão dizendo pouco sobre o novo sistema móvel de mísseis RS-24 com ogivas múltiplas Yars que criamos, ao mesmo tempo."

  Os sistemas de mísseis instalados em silos e os móveis Topol-M, bem como os sistemas de mísseis móveis RS-24 foram desenhados pelo Moscow Heat Engineering Institute.

Fonte: http://www.itar-tass.com/eng/level2.html?NewsID=15279683&PageNum=0

Silo de RT-2PM2 Topol M (SS-27)

  Segundo o governo russo, o bem sucedido lançamento do terceiro foguete RS-24 a partir do centro espacial de Plesetsk, no noroeste da Rússia foi realizado em 26 de novembro de 2008. Os dois primeiros lançamentos ocorreram em maio e dezembro de 2007, respectivamente. Foi relatado que o foguete viajou 6.000 milhas em toda a Rússia até a península de Kamchatka, onde múltiplos transportes de reentrada do míssil aterrisaram com sucesso em alvos na faixa de teste.

  O novo foguete está previsto para substituir os antigos mísseis RS-18 (SS-19 Stilleto, segundo a clasificação da OTAN) e também os temíveis RS-20 (SS-18, Satan, segundo a nomenclatura da Aliança Atlantica), estes últimos, os mísseis balísticos mais potentes até agora construídos no mundo. Este novo sistema de mísseis RS-24 em conjunto com os Topol-M, se tornará a base das forças de mísseis estratégicos da Rússia até o ano de 2050. 

  Yuri Solomonov, o designer-chefe do Instituto de Tecnologia Térmica de Moscou, anunciou no ano passado que o RS-24 poderia penetrar em qualquer sistema de defesa e que, muito provavelmente, esta evolução melhorada do míssil Topol-M seria implantada em 2009. Desde que a implantação  ocorresse antes do vencimento do Tratado START em Dezembro de 09, isto significa que o RS-24 russo será declarado como um novo míssil.

  No seu discurso, Solomonov indicou (e com razão) que se há um limite no número de ogivas, faz mais sentido estender aquelas ogivas entre muitos lançadores e não concentrá-los em um pequeno número de mísseis pesados de grande alcance. A imprensa russa está dividida sobre esta questão e está cheia de especulações sugerindo que os satélites americanos podem facilmente detectar mísseis móveis em patrulha. 

  Quanto aos foguetes RS-24 da Rússia em questão, o mundo já cansado, apenas terá que esperar e ver que efeitos trará no equilíbrio nuclear das coisas. É um horizonte tenso durante o qual olhamos. 

Fonte: http://inventorspot.com/articles/rs24_rocket_will_it_defeat_all_antimissile_systems_20507

terça-feira, 6 de julho de 2010

Serviços Secretos dos EUA e países do sudeste asiático se interessam por manobras russas “Vostok-2010”


 A fase marítima dos exercícios militares russos Vostok-2010 (Oriente-2010), considerado o mais importante do ano, atraiu o interesse dos serviços de inteligência da Marinha dos Estados Unidos e países da Ásia-Pacífico , revelaram fontes do complexo militar-industrial russo. 

 "O foco dos serviços secretos de países estrangeiros para as manobras da frota russa do Pacífico no mar é levada em conta pelo comando dos exercícios. Esta prática não é nova e não pode afetar a realização de exercícios marítimos ", disse a fonte. 

 As manobras do Vostok-2010  (Leste-2010) ocorrerão de 29 junho a 8 julho nas regiões militares da Sibéria e do Extremo Oriente e são o principal evento no treinamento de combate das Forças Armadas da Rússia em 2010. 

 Em seu curso serão testados a maior parte do conjunto de missões operacionais e estratégicos, incluindo o movimento estratégico das tropas de um teatro para o outro, as operações ofensivas e de defesa. 

 O exercício envolve até 20 mil soldados, cerca de 70 aeronaves, 2.500 armas e equipamento militar e até 30 navios. Os aparatos voadores chegaram com antecipação desde bases europeias para as áreas onde os exercícios serão desenvolvidos. Os bombardeiros Su-24M e  mais novos caçabombardeiros Su-34 fizeram um vôo por oito horas sem escala, com duas aeronaves de reabastecimento e cobriu a distância de mais de oito mil milhas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Club - K : O sistema de mísseis em Container.

Animação a ser utilizada para comercializar um sistema de mísseis que permite mísseis de cruzeiro ser lançado a partir de um contentor de carga. Podem ser carregados em um caminhão, navio, trem ou como desejar mover para uma posição antes de lançar os mísseis. 


  Teme-se que o Club-K, um sistema secreto de ataque de mísseis, possa ser um "game-changing", ou seja, inverter o jogo em guerras com países pequenos, que ganhariam capacidade antecipada ao montar vários mísseis em navios, caminhões ou ferrovias.




  Irã e Venezuela já demonstraram interesse no Club-K Container Missile System que pode lhes permitir realização de ataques preventivos atrás das defesas de mísseis de um inimigo. 




  Peritos da Defesa dizem que o sistema é projetado para ser escondido como um contêiner padrão 40ft que não pode ser identificado até que o sistema seja ativado. Ao preço de uma estimativa de 10.000.000 £, cada contentor está equipado com quatro misseis de cruzeiro anti-navio ou de ataque por terra. O sistema representa um preço acessível como "arma de nível estratégico". 

  Alguns especialistas acreditam que se o Iraque tivesse o sistema Club-K em 2003, teria sido impossível para os Estados Unidos invadir o país com um navio de contentores desses no Golfo. 

  O Club-K está sendo comercializado na feira Defense Services Asia na Malásia esta semana. Novator, o fabricante, é um especialista em mísseis avançados que não teria comercializado o sistema sem a aprovação de Moscou. Seu marketing foi lançado em um filme completamente emotivo, com música de fundo dramática. 

  Aparecem recipientes Club-K arrumados em navios, caminhões e trens de maneira como um país vizinho se prepara para invadir com equipamentos ao estilo militar americano. A força do inimigo é dizimada pelo míssil contra-ataque. 

  A Rússia já alertou para a preocupação de Washington, pois a venda ao Irã do sofisticado sistema S-300 de mísseis anti-aéreos tornaria os alvos de instalações nucleares iranianas muito difícil. "Este Club-K é uma mudança no jogo com a capacidade de acabar com um porta-aviões a 200 milhas de distância. A ameaça é imensa onde ninguém pode dizer o quão longe os mísseis poderiam ser implantados", disse Robert Hewson, editor da Jane's Air-Launched Weapons, quem primeiro informou sobre a evolução do Club-K. 

  "O que me alertou para isso foi que os russos o anunciávam em eventos internacionais de defesa específicos e o têm comercializado muito e diretamente a qualquer um sob a ameaça de ação dos E.U.". Reuben Johnson, um consultor de defesa do Pentágono, disse que o sistema seria uma "ameaça real marítima para qualquer pessoa a beira-rio". 


 "Essa é uma proliferação de mísseis balísticos numa escala em que nunca vimos antes, porque agora você não pode facilmente identificar o que está sendo usado como um lançador porque é muito cuidadosamente disfarçado."Alguém poderia navegar fora de sua terra para procurar em vão, e em seguida, nos próximos minutos grandes explosões surgirem em suas instalações militares."

Fonte:http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/russia/7632543/A-cruise-missile-in-a-shipping-box-on-sale-to-rogue-bidders.html

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