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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A Rússia tem pressa para se reconstruir.*

Um helicóptero naval soviético Kamov Helix decola a bordo do navio anfíbio americano USS Mount Whitney durante um treinamento que é parte da parceria internacional  FRUKUS 2010. Foto: Marinha Americana/Jeffrey Lund.


 1 de Agosto de 2010. No final de Julho, a liderança russa concordou em aumentar os gastos anuais da defesa em 60 por cento (a 66 bilhões de dólares) nos dois próximos anos. Durante os últimos dois anos de recessão global, o orçamento da defesa foi cortado em 15 por cento. Todas as armas sofreram cortes exceto as unidades de armas nucleares. Apesar do enorme tamanho da Rússia (17 milhões de quilômetros quadrados, a maior nação no mundo), com uma extensa fronteira ( 20 mil quilômetros de terra, outros 37 mil de costa), o meio primário da defesa nacional são as armas nucleares. O exército é uma força em ruínas, menor que o exército dos Estados Unidos, e muito mais mal equipado.

 A maioria dos milhões de soldados nas forças armadas russas são das forças paramilitares que trabalham para o Ministério do Interior e para outros ramos do governo (como a FSB, que controla os guardas de fronteira.)  Essas forças se viram como podem, sobrevivem com rifles de assalto, metralhadoras, transporte terrestre, barcos de patrulha e aviões de baixa tecnologia.

 O exército russo necessita desesperadamente de novas armas, principalmente de veículos blindados. A marinha precisa de novos barcos e a força aérea precisa de novas aeronaves. Os três serviços estão ficando com os equipamentos da época da Guerra Fria que envelhecem rapidamente. Um exemplo da extensão deste problema pode ser visto no que aconteceu a força de tanques soviética da época Guerra Fria .

 A Rússia recentemente cortou a sua força de tanques novamente, de 22.000 para aproximadamente 6.000. Sessenta por cento desses 6.000 estarão no armazenamento. Os  restantes 16.000 tanques serão sucateados. Vinte anos atrás, a situação era bem diferente. No fim da Guerra Fria em 1991, a Rússia tinha aproximadamente 53.000 tanques em serviço (aproximadamente 40 por cento deles relíquias dos anos 1950, ou antes). Durante duas décadas passadas, aproximadamente 30.000 tanques foram sucateados. Já em 1991, aproximadamente metade dos tanques eram de uso e de utilidade questionável, mas que ainda deixou os russos com 25.000 tanques modernos, pronta para rolar até a Oeste. Não mais. Com o colapso da União Soviética em 1991, 80 por cento dos cinco milhões de soldados foram enviados para casa e, na década seguinte, apenas algumas centenas de novos tanques foram comprados. 

 A atual frota de tanque tem aproximadamente 260 T-90 e 1.200 T-80 (um terço armazenados). Estes se assemelham rudemente ao modelo inicial dos M-1s dos Estados Unidos. A maioria dos tanques russos atuais são os atrasados tanques modelo T-72, alguns deles foram atualizados com  eletrônica excelente (sistemas de controle de incêndio e visão térmica). 

 Durante a década passada, não importa quantos tanques os russos dizem que eles tiveram, apenas alguns milhares estavam prontos para rolar e entrar em combate. Realmente, a Rússia perdeu o uso de aproximadamente 90 por cento dos seus tanques desde 1991. Naquela época, quase todos os 53 mil foram destinados a uma divisão de combate. OK, a maior parte daquelas pessoas eram divisões de reserva, mas se a maioria dos reservistas se apresentassem em tempo de guerra, eles saberiam como obter o máximo de seus tanques operacionais. Esse sistema de reserva entrou em colapso junto com a União Soviética, agora, os russos enfrentam o fato de que eles só podem receber a curto prazo cerca de 5.000 tanques operacionais. Isso é uma grande queda de 1980. 

 A frota de tanques russa está em desvantagem se comparada com a que a OTAN tem disponível, e é apenas ligeiramente maior que a da China. Como os comandantes russos não gostam disso, eles finalmente enfrentam os fatos, e decidiram conservar somente aqueles tanques que eles podem de fato manter e operar.

 Padrões similares de declínio foram sofridos pela força aérea e marinha. Mais de 10.000 aeronaves foram desmanteladas desde o fim da Guerra Fria, e apenas algumas centenas de novas (ou renovadas) foram colocadas em serviço. Mais de uma centena de submarinos nucleares foram desmantelados e menos de dez colocados em serviço desde 1990. 

 Mesmo com novos e mais altos gastos, isso levará uma década ou mais até substituir as armas antigas com as quais a maior parte das tropas russas estão armadas.


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Nota: Não foi possível certificar sobre a veracidade das informações obtidas da fonte. Em tempos de especulação muita informação pode ser temerária, mesmo aquelas patenteadas com uma referência, o que nos produz certa resignação mediante o caráter tendencioso dos interesses de quem as gerou.
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Fonte: strategypage.com

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