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terça-feira, 28 de junho de 2011

Rússia e OTAN já vigiam espaço aéreo mas seguem em desacordo com o escudo anti-mísseis.


Como os americanos controlam o espaço sobre o território russo.  Foto: www.gzt.ru

 O sistema de defesa anti-míssil norte-americano na Europa foi o tema principal da reunião do Conselho Rússia-OTAN que aconteceu  nesses dias em Bruxelas e que findou sem avanços notáveis entre as partes envolvidas nesse assunto chave para a segurança.

 Infelizmente, as partes não puderam chegar a um acordo importante sobre os princípios políticos de cooperação entre Rússia e OTAN no âmbito das questões da defesa anti-míssil DAM.

 Moscow se preocupa com a configuração potencial que terá o escudo anti-mísseis europeu até 2020, quando se tornará operacional a terceira fase do projeto que incorporará novos sistemas de interceptação de mísseis capazes de interceptar os mísseis estratégicos russos.

Progresso apesar da falta de compreensão mútua

 A reunião em Bruxelas, com consultas a nível de ministros de Defesa de Rússia e os 27 do bloco coincide com os primeiros exercícios conjuntos na história de Rússia e OTAN contra o terrorismo aéreo.

 Trata-se das manobras  "Vigilant Skies 2011", de 6 a 10 de junho nos territorios da Rússia, Polônia, países do Báltico e zona do mar Negro no marco da Iniciativa para a Cooperação no Espaço Aéreo do Conselho Rússia-OTAN.

 Os pilotos, as unidades de defesa anti-aérea e tropas radiotécnicas da Fuerza Aérea de Rússia, Turquia e Noruega participam no simulado para prevenir ataques terroristas similares ao S-11 e que pilotos estrangeiros aterrizem na Praça Vermelha, próximo do Kremlin, como fez o alemão Mathias Rust em 1987 ao mostrar ao mundo a ineficácia da Defesa anti-aérea soviética.

 Rússia e OTAN pela primeira vez integram seus sistemas de vigilância aérea e controle aerotransportado, etc. É um passo adiante mas desgraçadamente em outros âmbitos se observa a falta de comprensão mútua entre Rússia e OTAN.

 Os militares russos já propuseram aos seus colegas norte-americanos numerosas possibilidades de resolver o problema de defesa anti-míssil, desde a construção de um sistema conjunto no Azerbaijão, com o consentimento de Bakú, até à discussão de detalhes do futuro escudo anti-míssil instalado na Romênia, Bulgária, Polônia, Turquia ou outro país.

 Ultimamente Moscow propos firmar um tratado que estabeleça de forma vinculante que a OTAN nunca possa empregar seu sistema de defesa anti-míssil para neutralizar o potencial nuclear da Rússia.

 O viceministro russo da Defesa, Anatoli Antónov, declarou recentemente que Moscow em nada é contrário à instalação dos elementos do escudo anti-mísseis, mas é devida a imposição de restrições em matéria de velocidade, quantidade e implantação.

 Uma unidade que tem em seus arsenais 200 ou 300 mísseis anti-balísticos não é o mesmo que um sistema de defesa com mil mísseis.

 Durante a cúpula da OTAN celebrada em Lisboa em 2010, o presidente da Rússia, Dimitri Medvédev, propôs uma responsabilidade setorial sobre a segurança anti-mísseis.

 A OTAN destruirá mísseis nas direções Sul e Oeste enquanto que a Rússia controlará a fronteira oriental da Europa.

A OTAN não tem em definitivo uma resposta oficial.

Tudo depende dos E.U.A.

 É evidente que se espera a resposta final dos E.U.A., promotores da iniciativa de criar um novo sistema de defesa antimíssil na Europa originado durante a presidência de George W. Bush e foi modificada pela administração de Barack Obama.

 No entanto, Washington exorta a Moscow confiar na alegação de que este escudo anti-míssil não está destinado a lutar contra a Rússia. Além disso, os Estados Unidos não consideram necessário dar garantias jurídicas à Rússia no âmbito da defesa anti-mísseis.

 Por tudo isso os militares russos estão preocupados, já que não é um comportamento tradicional para discutir o equilíbrio estratégico de forças.

 O problema reside no fato de que o escudo anti-míssil não é o foco das atenções na agenda presidencial norte-americana. Barack Obama não está interessado em mencionar este tema e menos ainda em fazer concessões à Rússia para dar outro motivo aos republicanos de criticá-lo por haver relegado a um segundo plano os intereses estadonienses e europeus.

 Obama e Medvédev não conseguiram firmar um acordo sobre a defesa anti-míssil na recente cúpula do G-8 na Deauville. Nos dias de hoje, é difícil prognosticar o que ocorrerá no ano seguinte, especialmente depois da última reunião dos ministros de Defesa em Bruxelas. Daqui em diante não acontecerá nenhum progresso.

 É pouco provável que ocorram mudanças drásticas às vesperas das eleições. Ainda não está claro quem continuará o diálogo, já que nem Obama nem Medvédev podem garantir se serão reeleitos.

 E com a chegada ao poder de um candidato do partido Republicano, que tem sua própria visão do futuro sistema de defesa anti-míssil, será ainda mais difícil para a Rússia buscar uma fórmula de compromiso.

 Quando Moscow e Washington abordam o tema da defesa anti-míssil na Europa o “botão de reinício” começa a funcionar mal. A situação geral está longe de ser estável. Por outro lado, seria inoportuno afirmar que não há nenhuma cooperação entre a Rússia e a OTAN.

 Estamos exercitando conjuntamente na prevenção da ameaça terrorista no espaço aéreo e intensificamos a cooperação no Afeganistão. Mas em questão à defesa anti-míssil há um vácuo.

Resultados potenciais do novo encontro

 Não vale a pena dramatizar a situação.  Por enquanto, estamos longe do sistema de defesa anti-míssil na Europa e ainda mais distante das ameaças reais por parte do Irã ou Coréia do Norte em relação a Europa que sirvam de justificativa principal para a criação do escudo anti-míssil no Velho Mundo.

 Durante sua visita a Moscow no outono do ano passado, o secretário geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, declarou que todavia é cedo ainda para se discutir um sistema de defesa anti-mísseis conjunto entre Rússia e OTAN e que é possível que dentro de uns 30 ou 40 anos se desenvolva um sistema que nem sequer podemos imaginar.

 Mas tais declarações não podem e não devem tranquilizar a Rússia. A OTAN já descumpriu suas promessas de não ampliar-se aos países da Europa Oriental, até as fronteiras com a extinta União Soviética. É extraordinário que a Rússia tenha confiado em garantias expressas verbalmente, mas vamos deixar para o encargo de consciência dos que tomaram tais decisões no final dos anos 1980.

 Correm rumores de que o embaixador da Rússia na OTAN, Dmitri Rogozin, recebeu instruções claras do presidente Medvédev para a reunião do Conselho Rússia-OTAN.

 E a julgar pelos resultados, ou melhor pela carência deles, a Rússia defenderá sem ceder um passo os assuntos relacionados com a sua segurança e a estabilidade nuclear estratégica.

 Recordemos que o Conselho Rússia-OTAN começou a funcionar em 2002 como um fórum para as consultas em matéria de segurança e como base para o desenvolvimento da cooperação, nada mais.


Fonte: http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20110609/149320023.html


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sábado, 18 de junho de 2011

Rússia e China seguem construindo uma poderosa aliança euro-asiática.



 Embora não seja uma aliança militar formal como a OTAN, está certamente chegando lá. Enquanto a SCO ou Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) está ostensivamente preocupada com a segurança regional e as questões de cooperação energética, é difícil não vê-la como, pelo menos parcialmente, uma resposta aos esforços americanos para expandir a influência da Otan e americanas na Ásia Central.¹

 Os líderes dos países integrantes na Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) aprovaram a declaração final da reunião celebrada na capital kazaquistã no décimo aniversário desta aliança regional.

 A Declaração de Astana destaca “um alto nível de confiança recíproca” que os países da OCS tem firmado nesta última década e qualifica de “eficaz” sua cooperação em diversos acordos, em particular, na luta contra o terrorismo, separatismo, narcotráfico, delinquência transfronteriça e crime organizado.

 Os firmantes manifestam sua forte inquietude diante das revoltas no norte da África e no Oriente Medio e exortam pela estabilidade da situação o quanto antes, especialmente, um cessar-fogo no conflito armado na Líbia assegurando que todas as partes envolvidas acatem estritamente as resoluções de 1970 e 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

 “Os Estados membros da COS dão respaldo ao avanço desta região nos padrões do desenvolvimento democrático em função de sua idiosincrasia e particularidades histórico-culturais”, aponta o documento que sinaliza, entre outras coisas, para “respeitar o princípio da não ingerencia em assuntos internos de cada Estado independente”.

 A Declaração de Astana apoia a criação de uma zona desnuclearizada na Asia Central e o uso do espaço extraterrestre com fins exclusivamente pacíficos. Também previne contra “um desenvolvimento unilateralista e ilimitado de defesas antimísseis” alegando que “podería prejudicar a estabilidade estratégica e a segurança internacional”.

 Fundada em 2001, a OCS integra a China, o Quirguizistão, o Cazaquistão, a Rússia, o Tadjiquistão e o  Uzbequistão, nações que juntas ocupam 61% do territorio eurasiático e representam uma quinta parte da população mundial. Somando-se a esses os quatro países observadores (Irã, Paquistão, Índia e Mongólia), Afeganistão (com status de convidado), assim como a Bielorrussia e o Sri Lanka (com status de sócios de diálogo), a OCS compreende mais da metade da população do planeta².

 O presidente russo, Dmitri Medvédev, declarou que a Organização de Cooperação de Shangai (OSC) deve continuar como um organismo aberto à interação com outros países, e não converter-se em um clube de elite.

 “A OSC tem sido e, estou seguro, se manterá como uma organizaçõa aberta à interação. Não é um clube de elite, ma uma organização disposta a cooperar com distintos países”, manifestou Medvédev ao fazer o seu discurso na reunião da OCS inaugurada na capital do Cazaquistão, Astana.

 Neste sentido, o líder russo pediu uma maior integração na OSC para o Afeganistão que anteriormente solicitou aderir a Organização como país observador.

 “Russia defende a promoção de uma cooperação mais intensa e multidimensional entre a OSC e o Afeganistão. É nosso vizinho e sua participação nas atividades da organização poderia ser maior”, observou³.

Fonte:
[1] http://unitedcats.wordpress.com/2007/08/18/sco-the-anti-nato-alliance/
[2]  http://sp.rian.ru/international/20110615/149380871.html
[3] http://sp.rian.ru/neighbor_relations/20110615/149380515.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Guerra interminavel na Colômbia: um povo que se defende.


Por Javier Monagas Maita

 Não creio que exista no mundo alguém que deseje a guerra e ao mesmo tempo se converta a si próprio em vanguarda de luta. As guerras são promovidas por interesses egoístas e desejos absurdos de dominação, mas os seus promotores têm o cuidado de não ir para a frente de batalha ou enviar os seus. Ante a destruição e o abuso, as vítimas entram na guerra para se defender. É a única alternativa que resta aos povos contra os excessos, crimes e violações que contra eles se cometem.

 A pobreza sempre foi promovida por minorias a fim de submeter as maiorias aos caprichos e desejos dos seus interesses particulares ou de classe. Assim, por dinheiro ou por comida, os filhos dos pobres, intencionalmente desqualificados, são organizados em exércitos e policias, para enfrentar as rebeliões dos seus irmãos de classe que, com dignidade, combatem o inimigo opressor na defesa da sua liberdade e dos seus direitos. O engano para a justificação dessa pobreza causada intencionalmente, usa como veículos os meios de comunicação, as religiões e a força bruta. A negação da educação é também um instrumento de subjugação, bem como de distorção da verdade histórica. Tudo isso converge para uma “desconsciencialização” do subjugado que, sem o saber, se torna um instrumento contra si e contra a sua classe social.

 Na Colômbia das dores e dos amores de Simon Bolívar, o povo sempre foi alvo dos ataques de uma oligarquia indolente, gananciosa e sem sentido patriótico. Confrontado com estas agressões, nascem as FARC, ELN e outras organizações populares de um povo que é sistematicamente despojado de tudo o que possui, até mesmo do sagrado direito de existir e decidir por si mesmo. Nascem como a resposta certa para evitar ser dizimados ou exterminados por conveniência de uma elite sanguinária que tudo quer para si. Elite que não envia os seus filhos para a batalha. Eles valem-se do engano para recrutar, a partir do seio desse mesmo povo, aqueles que servem de instrumento para a defesa de seus domínios. A oligarquia colombiana é maléfica e sangrenta; porque ela não é vítima da sua repressão e, por sua vez, os seus filhos vivem e estudam no estrangeiro. Na sua cobardia, esses serventuários do colonialismo internacional imperial não têm coragem nem categoria para lutar nas suas guerras, e então dividem e enganam o povo oprimido, para criar as suas policiais e exércitos que o manterão preso à dominação pela força.

 Aqueles que acreditam que é fácil andar numa selva, embora com a dignidade acrescida, mas com a vida por um fio, convido-os a tentar sobreviver ainda que sejam três dias num ambiente destes. Essas más línguas que tudo distorcem, apresentam a vida na selva, como turismo de negócios, onde todos os membros da guerrilha são milionários que comem e dormem em quartos de hotel de cinco estrelas com ar condicionado e água quente, desfrutando de uma dieta equilibrada e praticando equitação como desporto, não dizem porque razão o exército regular e irregular da oligarquia vai deixando atrás de si cemitérios clandestinos, pedaços de pessoas pegados ao fio de motosserras, propriedades ancestrais em novas mãos ao serviço de transnacionais, através do uso da força. Aos índios, camponeses e povoações pulverizadas com glifosato, com o qual destroem até o gene cromossomico dos pobres, infertilizam-nos e as suas mulheres são violadas, expropriando-lhes até a dor e o sonho, para os converterem em terror e travão para viver.

 É encorajador ver que existem pessoas que resistem a essa calamidade pública imposta pela oligarquia colombiana e seus amos. Agradeço a existência das guerrilhas e sua capacidade de luta, a sua entrega humanista e compreensão do momento para a resistência.

 A invasão da Venezuela, passa pela derrota da guerrilha colombiana. O apoio a esses irmãos, mais que a um governo, é devido a um povo. Os verdadeiros terroristas, demonizam o povo e sua vanguarda, qualificando-os daquilo que eles são. É por isso que a oligarquia colombiana e as elites sionistas que governam nos EUA acusam de terroristas aqueles que se defendem das suas agressões.

javiermonagasmaita@yahoo.es


Referencias:

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Obama já aprovou o ataque furtivo às Armas Nucleares Paquistanesas.

 
 De acordo com o Sunday Express de Londres, Obama já aprovou um movimento agressivo ao longo destas linhas: Tropas dos E.U.A serão implantadas no Paquistão se a instalações nucleares do país estiverem sob ameaça de terroristas para vingar a morte de Osama Bin Laden. O plano, que seria ativado, sem o consentimento do Presidente Zardari, provocou uma reação irritada de funcionários do Paquistão. O Barack Obama ordenaria que tropas saltassem de pára-quedas para proteger sítios de míssil nucleares-chave. Esses incluem o QG central da força aérea em Sargodha, a base doméstica do avião de combate F-16 com capacidade nuclear e pelo menos 80 mísseis balísticos. De acordo com um oficial dos E.U.A., "O plano tem o sinal verde e o presidente já mostrou que está disposto a mobilizar tropas no Paquistão se ele sente que é importante para a segurança nacional".

 A tensão extrema por cima desta questão destaca a diplomacia arriscada e a insanidade incalculável de Obama na incursão unilateral em 1º de Maio, que poderia ter sido facilmente interpretada pelos Paquistaneses como um ataque bem esperado nas suas forças nucleares. Segundo o New York Times, Obama sabia muito bem que ele estava cortejando uma guerra de tiros imediata com o Paquistão, e insistiu que a caçada a força a Osama bin Laden, no mês passado, fosse grande o suficiente para forçar seu caminho até o Paquistão, se confrontando com oficiais da polícia local e soldados hostis.
 
O tiroteio já começou

 O tiroteio entre forças dos Estados Unidos e Paquistão intensificou-se na terça-feira, 17 de Maio, quando um helicóptero da OTAN dos Estados Unidos violou o espaço aéreo paquistanês em Waziristão. As forças paquistanesas mostraram a posição vigilante aumentada, e abriram fogo imediatamente, com o helicóptero dos Estados Unidos disparando atrás. Dois soldados em um posto de verificação paquistanesas na fronteira na área de Datta Khel ficaram feridos.

 A possível retaliação paquistanêsa para esta incursão na fronteira veio em Peshawar na sexta-feira, 20 de maio, quando um carro-bomba ao que parece visou uma escolta do consulado dos Estados Unidos de 2 carros, mas não causou nenhuma morte americana ou danos. Um espectador curioso paquistanês foi morto e vários ficaram feridos. Em outra guerra de inteligência, a televisão Ary One  informou o nome do chefe da CIA em Islamabad, o segundo fantasma residente no ranking dos E.U.A está para ter seu disfarce revelado em seis meses.

 Enviado dos Estados Unidos Grossman rejeita chamadas paquistanesas de parar  as violações das fronteiras.

 O representante especial americano para o Afeganistão e Paquistão, Marc Grossman, o substituto para o anterior Richard Holbrooke, em 19 de maio arrogantemente rejeitou os apelos dos paquistanêses pedindo garantias de que operações unilaterais ao estilo Abottabad não mais seriam realizadas no Paquistão. Ao se recusar a oferecer essas garantias, Grossman afirmou que autoridades paquistanesas nunca exigiram o respeito pela sua fronteira nos últimos anos.
 No meio desta crise estratégica, a Índia progrediu com as manobras militares marcadas inerentemente provocantes que visam o Paquistão. Este é o Bhava Vijayee (a vitória) exercícios realizados no deserto de Thar no norte do Rajastão. Este exercício Blitzkrieg atômico, biológico, químico envolve o Segundo Corpo de Blindados do Exército, considerado o mais importante do exército indiano, três principais formações de ataque encarregadas de cortar virtualmente o Paquistão em dois durante uma guerra completa.

A Nação: A CIA, a Mossad, a RAW, o contrabando e o pseudo-Talibã.
 
 Uma maneira de fornecer a provocação necessária para justificar um ataque norte-indiana sobre o Paquistão seria através de um aumento nas ações terroristas atribuídas aos chamados talibãs. Segundo a mídia paquistanesa, a CIA, a agência Israelita Mossad, e a indiana RAW ( Research and Analysis Wing - Pesquisa e Análise de Vôo) criaram sua própria versão dos talibãs, sob a forma de contrabandistas e terroristas que eles controlam e dirigem. Segundo um relato, "agentes da Central Intelligence Agency (CIA) se infiltraram no Taleban e na Al-Qaeda, e criaram o seu própria força Tehrik-e-Taliban Paquistanesa (TTP) para desestabilizar o Paquistão. O ex-comandante regional de Punjab no Paquistão Inter-serviço da Inteligência Paquistanesa (ISI), brigadeiro-general aposentado Aslam Ghuman, comentou: Durante a minha visita aos E.U.A., aprendi que a agência de espionagem israelense Mossad, em conivência com a agência indiana RAW, sob a supervisão direta da CIA, tem planejado a desestabilização do Paquistão a qualquer custo. Foi este o contrabando responsável pelo bombardeio duplo da semana passada ao Waziristan, onde morreram 80 políciais paramilitares?

 De acordo com o mesmo relaro, a inteligência russa revelou que Raymond Davis contratado pela CIA e sua rede tinham fornecido a Al-Qaeda agentes com armas nucleares, químicas e biológicas, para que as instalações dos Estados Unidos possam ser visadas e o Paquistão seja acusado.” Davis, um veterano JSOC, foi preso pelo assassinato de dois agentes da ISI, mas, em seguida, liberado pelo Governo paquistanês após um tom suspeito e apelos do Departamento de Estado.

CIA afirma que o novo líder da Al Qaeda vive no Waziristão
 
Waziristão é alvo dos mísseis dos E.U.A.
 Se os E.U.A. precisam de um novo pretexto para invasões adicionais, também será fácil citar a alegada presença no Waziristão do Saif al-Adel, agora elogiado pela CIA como provável sucessor de Bin Laden como chefe da Al Qaeda. Sem dúvida, é conveniente para as intenções agressivas de Obama que Saif al-Adel seja requerido a residir tão perto do que é agora a mais quente das fronteiras em todo o mundo, e não em Finsbury ou Flatbush.

 Na sequência da incursão não autorizada de 1 Maio feeita pelos E.U.A., o chefe militar paquistanês Geral Kayani tinha o seu próprio aviso de que semelhante desventura não poderia se repetir, ao anunciar que o pessoal dos E.U.A. dentro do Paquistão seriam drasticamente reduzidos. Na estimativa de uma fonte do ISI, há atualmente cerca de 7.000 agentes da CIA no país, muitos deles desconhecidos do governo paquistanês. A partilha de informações entre EUA-Paquistão segundo notícias teria diminuído. Em resposta a mudança de Kayani, a CIA limitou-se a operação do ponto de encontro conhecido como Wikileaks e mais uma vez mostrou a sua verdadeira natureza tentando  desacreditar o comandante do Paquistão, fazendo correr informações duvidosas dos  E.U.A. de que ele havia exigido mais ataques dos drones Predator, não menos, nos últimos anos.

 Especialmente desde o discurso West Point que Obama fez, a CIA tem usado os ataques drones Predator objetivando fomentar uma guerra civil dentro do Paquistão, levando a uma desintegração do país ao longo das linhas étnicas do Punjab, Sind, Baluquistão e Pushtunistan. O objetivo geopolítico é destruir o Paquistão por ser um potencial corredor energético entre o Irã e a China. Selig Harrison surgiu como um defensor dos E.U.A. para a sucessão no Baluquistão.

 Desde 01 de maio, seis ataques efetuados por  drones Predator dos E.U.A. mataram cerca de 42 civis paquistaneses, incitando a opinião pública em um frenesi de ódio anti-americano. Em resposta, uma sessão conjunta do parlamento paquistanês aprovou por unanimidade em 14 de maio pela exigência de um fim aos ataques com mísseis americanos,  convidando o governo a cortar a linha de provisão da OTAN ao Afeganistão se os ataques continuarem. Desde Karachi até Khyber há uma linha de abastecimento, por onde passam dois terços das provisões necessárias aos invasores do Afeganistão, um corte a essa linha de abastecimento causaria o caos entre as forças da OTAN. Tudo isso aponta para a insanidade inerente de provocar a guerra com o país que a sua linha de abastecimento atravessa.

E.U.A quer usar o líder do talibã Mullah Omar contra o Paquistão
 
 O Departamento de Estado retirou todas as condições prévias para negociar com os talibãs de volta em fevereiro, e os E.U.A. estão agora, conforme relatado pelo Washington Post, dialogando com emissários do Mulláh Omar,  o lendário líder de-um-olho-só do Quetta Shura ou conselho dirigente do Taliban. É evidente que os Estados Unidos estão oferecendo ao Taleban uma aliança contra o Paquistão. O enviado regional dos Estados Unidos Grossman é hostil aos Paquistaneses, mas quando se trata do Taleban, ele foi apelidado de Sr. Reconciliação. Em contrapartida, os E.U.A., disseram estar determinados a assassinar o líder da rede Haqqani usando um ataque do tipo Bin Laden. Os paquistaneses estão igualmente determinados a manter o Haqqani como um aliado.

 Se a China está atrás do Paquistão, então poderia dizer-se que a Rússia está por trás da China. Ansiando pelo próximo 15 de Junho quando acontecerá a reunião da Organização de Cooperação de Xangai, o Presidente Chinês Hu louvou as relações sino-russas como “em um alto patamar sem precedente,” e “com um ingrediente estratégico óbvio.” Em conferência de imprensa esta semana, o presidente russo, Medvedev foi obrigado a reconhecer indiretamente que o tão aclamado "Reset" de Obama com a Rússia tinha significado muito pouco, já que o programa de mísseis ABM dos E.U.A.  na Romênia e no resto da Europa Oriental, assim, obviamente, dirigido contra a Rússia, significa que o tratado START é de valor duvidoso, aumentando o espectro de uma nova Guerra Fria. Dada a agressão da OTAN contra a Líbia, não haveria nenhuma resolução da ONU contra a Síria, disse Medvedev. Putin estava certo o tempo todo, e Medvedev está tentando imitar Putin para salvar alguma chance de permanecer no poder.

Estamos em julho de 1914?
 
 A crise que levou à Primeira Guerra Mundial começou com os assassinatos de Sarajevo de 28 de junho de 1914, mas a primeira grande declaração de guerra não ocorreu até 01 de agosto. No mês intercalar de Julho de 1914, grande parte da opinião pública européia recuou em um transe de sonho, de uma idílica terra la-la da ilusão elegíaca, mesmo quando a crise ganhou força mortal. Algo semelhante pode ser visto hoje. Muitos americanos carinhosamente imaginam que a suposta morte de Bin Laden assinala o fim da guerra contra o terror e a guerra no Afeganistão. Em vez disso, a operação Bin Laden claramente deu início a uma nova emergência estratégica. As forças que se opunham à guerra do Iraque, a MSNBC, para muitos liberais de esquerda o movimento da paz,estão apoiando diferentemente a agressão sangrenta de Obama na Líbia, ou mesmo celebrando-o como um "provocador de guerra mais eficaz do que Bush-Cheney, por causa do seu suposto êxito às custas de Bin Laden. Na realidade, se alguma vez houve um tempo para se mobilizar para acabar com uma guerra nova e mais ampla, é agora.

Fonte: http://paktribune.com/news/index.shtml?239616

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terça-feira, 7 de junho de 2011

China adverte E.U.A. contra ataque ao Paquistão.


E.U.A. e Paquistão, perto de uma guerra aberta - Ultimato chinês adverte Washington contra ataque. 

 A China notificou oficialmente os Estados Unidos, observando que se Washington planeja atacar o Paquistão isso será interpretado como um ato de agressão contra Pequim. Este aviso sem cortes representa a primeira estratégia conhecida em ultimato anteriormente recebido pelos Estados Unidos no meio do século passado, que remonta aos alertas da União Soviética durante a crise de Berlim de 1958-1961, e indica o grave perigo de uma guerra geral que cresce fora do confronto EUA-Paquistão. Qualquer ataque contra o Paquistão seria interpretado como um ataque à China? 
  
 Em resposta aos relatos de que a China pediu aos E.U.A. respeitar a soberania do Paquistão. Na sequência da operação Bin Laden, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Jiang Yu usou uma conferência de imprensa em 19 de Maio para afirmar que Pequim faz exigência categórica de que a soberania e a integridade territorial do Paquistão deve ser respeitada. De acordo com fontes diplomáticas paquistanesas citado pelo Times of India, a China tem advertido em termos inequívocos, que qualquer ataque contra o Paquistão seria interpretado como um ataque à China. Este ultimato teria sido entregue no dia 9 de maio num diálogo estratégico entre China-EUA e conversações econômicas em Washington, onde a delegação chinesa foi liderada pelo vice-primeiro-ministro Wang Qishan e o conselheiro de Estado Dai Bingguo. As advertências chinesas estão implicitamente voltadas para essa nação. A China possui mísseis nucleares, incluindo em uma estimativa 66 mísseis balísticos intercontinentais, alguns capazes de atacar os Estados Unidos, além de 118 mísseis de alcance intermediário, 36 submarinos lançadores de mísseis e numerosos sistemas de curto alcance. 

 O apoio da China é visto por observadores regionais como de importância crucial para o Paquistão, que está de outra maneira pego em uma pinça entre os E.U.A. e a Índia. Se a pressão dos Estados Unidos e Índia continuar, o Paquistão pode dizer - a China está atrás de nós. Não pense que estamos isolados, temos uma superpotência potencial conosco, disse Talat Masood, um analista político e general paquistanês aposentado, à AFP. 

Mapa das regiões do Paquistão

 O ultimato chinês veio durante a visita do primeiro-ministro paquistanês Gilani, em Pequim, durante o qual o governo local anunciou a transferência de 50 caças JF-17 state-of-the-art  ao Paquistão, imediatamente e sem custos. Antes da partida, Gilani havia ressaltado a importância da aliança do Paquistão e a China, proclamando: "Nós estamos orgulhosos de ter a China como nosso melhor amigo e mais confiável. E a China vai sempre encontrar o Paquistão em pé ao lado dela em todos os tempos. Quando falamos desta amizade como mais alta do que a Himalaia e mais profunda do que os oceanos ela realmente captura a essência da nossa relação. Essas observações foram cumprimentadas lamentando-se as dos oradores dos Estados Unidos, inclusive do Senador Republicano de Idaho Risch.

 A crise estratégica latente entre os Estados Unidos e o Paquistão, explodiu em pleno vigor em 1 de maio, com a invasão unilateral e sem autorização do comando dos E.U.A. que alega ter matado o fantomático Osama bin Laden em um complexo de Abottabad, uma violação flagrante da soberania nacional do Paquistão. O calendário deste truque militar projetado para inflamar tensão entre os dois países não teve nada a ver com nenhuma Guerra Global pretensa contra o Terror, e tudo para dar fim a visita de março ao Paquistão do Príncipe Bandar, chefe de Conselho de Segurança Nacional da Arábia Saudita. Essa visita resultou em uma aliança de fato entre Islamabad e Riad, com as tropas do Paquistão prometendo derrubar qualquer revolução colorida apoiada pelos E.U.A. no reino saudita, ao mesmo tempo extendendo a proteção nuclear para os sauditas, tornando-os menos vulneráveis a ameaças de extorsão dos Estados Unidos de abandonar a monarquia rica de óleo às clemências sensíveis de Teerã. Uma decisão conjunta por parte do Paquistão e da Arábia Saudita para libertar-se do império dos E.U.A., seja qual for o pensamento nesses regimes, representaria um golpe fatal para o império dos E.U.A. desaparecendo no sul da Ásia. 

Círculo centro asiático hot spot da guerra estratégica - alvo de interesses das grandes potências.

 Quanto às afirmações dos E.U.A. relativas ao suposto ataque de 01 de maio a Bin Laden, são uma massa de contradições desesperadas que mudam dia a dia. Uma melhor análise desta história é deixada a críticos literários e escritores de revistas teatrais. O único fato sólido e incontestável que emerge é que o Paquistão é o principal alvo dos E.U.A. o que intensifica a anti-política dos E.U.A. no Paquistão, que está em vigor desde Obama no discurso West Point no infame dezembro de 2009. 

Gilani: Força total de retaliação para defender ativos estratégicos paquistaneses.
  
 O aviso chinês a Washington veio nos calcanhares de Gilani ao Parlamento Paquistanês que declara: Não deixe ninguém tirar conclusões erradas. Qualquer ataque contra ativos estratégicos paquistaneses, público ou dissimulado, vai encontrar uma resposta correspondente. O Paquistão se reserva ao direito de retaliar com força total. Ninguém deve subestimar a determinação e a capacidade da nossa nação e das forças armadas para defender nossa pátria sagrada. Um aviso de retaliação a pleno vigor a partir de uma potência nuclear, como o Paquistão tem de ser levado a sério, até mesmo pelos agressores endurecidos do regime Obama.
Paquistão exibe seu lançador de míssil em desfile militar.

 Os ativos estratégicos sobre os quais Gilani está falando são as forças nucleares paquistanesas, a chave estratégica de impedimento do país contra uma possível agressão da Índia, instigada por Washington, no âmbito do acordo de cooperação nuclear EUA-Índia. As forças dos Estados Unidos no Afeganistão não foram capazes de esconder o seu planejamento extenso quanto a tentativas de agarrar ou destruir bombas nucleares paquistanesas e suas ogivas. De acordo com um relatório de 2009 da Fox News, "Os Estados Unidos têm um plano detalhado de infiltrar o Paquistão e garantir o seu arsenal móvel de ogivas nucleares se parecer que o país está a ponto de cair no controle do Taleban, Al Qaeda ou outros extremistas Islâmicos. Este plano foi desenvolvido pelo general Stanley McChrystal, quando ele liderou o Comando Conjunto de Operações Especiais dos E.U.A. em Fort Bragg, Carolina do Norte. JSOC, a força supostamente envolvida na operação de Bin Laden é composta pelo Exército Delta Force, os SEALs da Marinha e uma unidade de informação de alta tecnologia especial conhecida como Task Force Orange. Pequenas unidades poderiam aproveitar [armas nucleares do Paquistão], desativá-las, e depois centralizá-las em um local seguro, afirmou uma fonte citada pela Fox.

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Fonte: http://paktribune.com/news/index.shtml?239616



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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Míssil Bulavá será lançado em junho pelo submarino “Yuri Dolgoruki”.


 O Ministério da Defesa russo anunciou hoje que o mais recente lançamento de teste do míssil naval Bulavá – o primeiro teste deste ano e o 15º desde que se iniciaram a série de provas – ocorrerá em junho e será efetuado a primera vez a partir do submarino nuclear “Yuri Dolgoruki”, portador oficial deste moderno projétil balístico.

 “É previsto o lançamento do míssil naval Bulavá a partir do submarino lançador estratégico de propulsão nuclear “Yuri Dolgoruki”, declarou o coronel Ígor Konashénkov, porta-voz da Defesa.

 Dos 14 lançamentos anteriores, sete foram um êxito. O último ocorreu em 29 de outubro de 2010, quando as ogivas de um míssil Bulavá lançado pelo submarino estratégico “Dmitri Donskoi”, no mar Blanco, derrubaram os alvos previstos no polígono de Kurá, no extremo oriente da Rússia.

 Konashénkov confirmou o plano da Defesa de efetuar até o final do ano um total de cinco lançamentos do Bulavá, todos eles, desde o mar Blanco até ao polígono de Kurá na península de Kamchatka.

 Tambén lembrou que “a Armada poderia incluir os mísseis Bulavá no arsenal a finais de 2011 ou a princípios de 2012, sempre e quando os ensaios tenham resultados positivos”.

 Os testes seguintes terão efeito sob controle de uma comissão oficial cujos membros presenciarão os lançamentos a bordo do submarino.

O submarino “Yuri Dolgoruki”, portador do míssil Bulavá, realiza o lançamento do
míssil sem a  necessidade de parar.

 O míssil balístico intercontinental R30 3M30 Bulavá-30 (RSM-56, em tratados internacionais e SS-NX-30, segundo classificação da OTAN) é um foguete de três etapas implantado em submarinos.

 O míssil é lançado a partir de um túnel inclinado, o que permite o lançamento com o submarino em movimento, ou seja, o lançamento ocorre com o submarino em curso sem a necessidade de parar durante a expulsão do foguete. O míssil Bulavá alcança uma distância de 8.000 km e pode portar de 8 a 10 ogivas nucleares hipersônicas autônomas, de 100 a 150 kilotons cada uma com capacidades de modificar a trajetória do vôo¹.

O criador do Bulavá.

 Os Estados Unidos é incapaz de abater mísseis balísticos movendo-se a 10 quilômetros por segundo, informou Yuri Solomónov, desenhista chefe do Instituto de Termotécnica de Moscow e criador do novíssimo foguete naval russo Bulavá.

 Os modernos mísseis balísticos alcançam velocidades que para derrubá-los " é tecnicamente inviável", disse Solomonov em uma apresentação antes dos repórteres. Disse que as ogivas são cercadas por dezenas de falsos chamarizes "impossíveis de identificar."

 No final de janeiro passado, Solomónov revelou que a Rússia criou ogivas nucleares de tipo balístico que se integram com meios individuais de separação e são capazes de burlar qualquer sistema de defesa anti-míssil².

Fontes:


[1] http://sp.rian.ru/Defensa/20110602/149232517.html

[2] http://sp.rian.ru/Defensa/20110317/148537125.html
 
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