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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Declínio econômico dos Estados Unidos.



 Esse texto é um fragmento do texto Tomgram: Alfred McCoy, Taking Down America publicado em 5 de dezembro em tomdispatch.com, dividido aqui em partes e publicadas individualmente:

 a)Declínio econômico dos Estados Unidos: Situação atual.
 b)Declínio econômico dos Estados Unidos: Cenário de 2020.
 a)Crise petrolífera: Situação atual.
 b)Crise petrolífera: Cenário 2025.
 a)As aventuras militares desastrosas dos Estados Unidos: Situação atual.
 b)O Cenário de 2014 das aventuras militares dos Estados Unidos.
 a)Cenário atual de uma III Guerra Mundial.
 b)Cenário de III Guerra Mundial até 2025.


Declínio econômico dos Estados Unidos: Situação atual.

 Existem presentemente três ameaças principais para a posição dominante da América na economia global: perda de peso econômico graças à quota minguante do comércio mundial, declínio da inovação tecnológica americana e fim da situação privilegiada do dólar enquanto divisa de reserva global. 

 Em 2008, os Estados Unidos já tinham descido para o número três nas exportações globais de mercadorias, com apenas 11% em comparação com 12% para a China e 16% para a União Europeia. Não há nenhuma razão para crer que esta tendência se vá inverter. 

 A liderança americana na inovação tecnológica também está em decadência. Em 2008, os Estados Unidos ainda eram o número dois a seguir ao Japão nos pedidos de patentes mundiais com 232 mil, mas a China estava a aproximar-se rapidamente com 195 mil, graças a um aumento fulgurante de 400% desde 2000. Um arauto de maior declínio: em 2009 os Estados Unidos atingiram o último lugar na classificação entre os 40 países analisados pela Information Technology & Innovation Foundation no que se refere a "mudança" em "competitividade global com base na inovação" durante a década anterior. A dar mais peso a estas estatísticas, o Ministério da Defesa da China divulgou em Outubro o super-computador mais rápido do mundo, o Tianhe-1A, tão poderoso, disse um especialista dos Estados Unidos, que "estoura com a atual máquina nº 1" na América. 

 Acrescentem a isto a clara evidência de que o sistema educativo dos Estados Unidos, a fonte dos futuros cientistas e inovadores, tem vindo a ficar para trás em relação aos seus competidores. Depois de liderar o mundo durante décadas, no que se refere a pessoas entre os 25 e os 34 anos de idade com formação universitária, o país mergulhou para 12º lugar em 2010. O Fórum Econômico Mundial classificou os Estados Unidos no 52º lugar entre 139 países quanto à qualidade do ensino universitário de matemática e ciências em 2010. Atualmente, quase metade de todos os estudantes formados em ciências nos Estados Unidos são estrangeiros, a maioria dos quais regressará aos seus países, em vez de se manter aqui como acontecia anteriormente. Por outras palavras, em 2025, os Estados Unidos enfrentarão provavelmente uma escassez crítica de cientistas talentosos. 

 Estas tendências negativas estão a estimular críticas cada vez mais duras ao papel do dólar como divisa de reserva mundial. "Os outros países já não estão dispostos a comprar a idéia de que os Estados Unidos sabem o que é o melhor em política econômica", observou Kenneth S. Rogoff, um antigo economista de topo do Fundo Monetário Internacional. Em meados de 2009, quando os bancos centrais mundiais detinham um valor astronômico de 4 milhões de milhões de dólares em notas do Tesouro americano, o presidente russo Dimitri Medvedev insistia que era tempo de acabar com "o sistema unipolar mantido artificialmente" baseado "numa divisa de reserva que antigamente era forte". 

 Simultaneamente, o governador do banco central da China sugeria que o futuro poderá assentar numa divisa de reserva global "desligada de países individuais" (ou seja, o dólar dos Estados Unidos). Considerem isto como indicadores de um mundo futuro, e duma possível tentativa, conforme referiu o economista Michael Hudson, "para acelerar a falência da ordem mundial financeiro-militar dos Estados Unidos". 

Declínio econômico dos Estados Unidos: Cenário de 2020.

 Em 2020, depois de anos de gordos déficites alimentados por intermináveis guerras em países distantes, e conforme esperado há muito, o dólar americano perde finalmente o seu estatuto especial como divisa de reserva mundial. Subitamente, o custo das importações dispara. Impossibilitado de pagar os déficites enormes através da venda ao estrangeiro das notas do Tesouro agora desvalorizadas, Washington é finalmente forçado a reduzir o seu inchado orçamento militar. Debaixo da pressão interna e externa, Washington faz regressar lentamente as forças americanas das centenas de bases ultramarinas para um perímetro continental. Mas agora já é tarde demais. 

 Confrontados com a realidade de uma superpotência decadente e incapaz de pagar as contas, a China, a Índia, o Irã, a Rússia e outras potências, grandes e regionais, desafiam provocadoramente o domínio dos Estados Unidos sobre os oceanos, o espaço e o ciber-espaço. Entretanto, no meio de preços altos, de um desemprego sempre crescente e de uma queda continuada dos salários reais, as divisões internas resultam em choques violentos e debates discordantes, muitas vezes sobre questões totalmente irrelevantes. Na crista de uma onda política de desilusão e desespero, um patriota da extrema-direita conquista a presidência com retórica retumbante, exigindo respeito para com a autoridade americana e ameaçando retaliação militar ou represálias econômicas.

3 comentários:

  1. Gostei do texto,ótimo para refletir sobre os prováveis senário no futuro.

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  2. Muito bom o texto.

    Mas só uma dica aos amigos.
    Seria bom se vcs colocassem o nome do autor ou da fonte.
    Abraços.

    ResponderExcluir
  3. Todas as matérias publicadas em dinâmica global possuem citação de fonte e a maioria delas com citação do autor.

    Esse texto é extenso é parte do texto original Tomgram: Alfred McCoy, Taking Down America, publicado em 5 de dezembro em tomdispatch.com, dividido aqui em partes e publicadas individualmente.

    Mas essa informação já está disponível no início de cada postagem relacionada a essa matéria, como pode ver.

    Leia no rodapé do texto final dessa matéria "Uma Nova Ordem Mundial?" também há a fonte citada e mais informações sobre o autor.

    Obrigado pela visita e pelo comentário.

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