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domingo, 17 de julho de 2011

As implicações da guerra secreta ao Irã.


Exercícios Secretos de Israel no Iraque: Irã na mira outra vez?

 Desafiar a Teerã, que tal como a Rússia, sempre foi um objetivo estratégico de Washington e da OTAN. Tel Aviv havia finalizado um período de breve silêncio sobre Teerã e tem feito menção de atacar o Irã novamente. O que ganhou uma dimensão extra foram as informações de que Estados Unidos permitiram a Israel utilizar secretamente bases aéreas americanas em Al-Anbar, no Iraque. Moqtada Al-Sadr advertiu a Teerã sobre as operações judaico-estadonienses no Iraque, que poderiam escalar de alguma forma até os planos de confrontação contra o Irã, Síria e todo o Bloco de Resistência desde Gaza, Beirute e Jbeil Bint a Damasco, Basora, Mosul, e Teerã.
 
 Uma estrutura militar, que está vinculada a OTAN, também se pôs a trabalhar para atacar o Irã, a Siria e seus aliados. Em virtude de diversos acordos a OTAN estabeleceu um ponto de apoio no Golfo Pérsico e vínculos militares com o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). A França também tem uma base nos Emiratos Árabes Unidos. O CCG também está se preparando para expandir-se. Tanto os reinos do Marrocos e da Jordânia tem solicitado a adesão ao CCG quanto o Yemem também tem sido considerado para unir-se a eles. Ao tornarem-se membros do CCG vão adquir uma estrutura de defesa comum.
 
 Ao mesmo tempo, os  membros do CCG culpam o Irã por seus problemas internos.
 
 A aliança estratégica entre Israel e os Al-Saud se formou originalmente para combater a Gamal Abdo Nasser, e também tem se posicionado para a implementação de um conflito mais amplo dirigido contra o Irã e seus aliados.
 
 Os escudos de míssil se encontram agora em seu lugar em Israel e nos Emirados Árabes. Embarques em massa de armamento pesado são enviados a Israel, Arábia Saudita e aos países do CCG por parte de Washington e das principais potências da União Européia nos  últimos anos.
 
Ancara: O Homem Interior?
 
 Há outro ator importante de quem se deve falar: a Turquia. Washington e a União Européia estão empurando a Turquia para que seja mais ativa no mundo árabe. Isto tem florescido através da política de neo-otomanismo de Ancara. Isto por que a Turquia tem se posicionado a si mesma como defensora da Palestina e posto em marcha um canal em língua árabe assim como ocorre no Irã e na Rússia.
 
 Ancara, no entanto, tem desempenhado um papel sinistro. A Turquia é sócia na guerra da OTAN contra o regime de Kaddafi na Líbia. A posição do governo turco tem manifestado sua traição a Trípoli. Ancara também trabalha com Qatar para arrancar o regime sírio. O governo turco pressiona a Damasco para que mude suas políticas a favor de Washington e parece que, possivelmente, inclusive teve sua participação nos protestos dentro da Síria com os  Al-Saud, o campo da minoria Hariri no Líbano e Qatar. A Turquia é todavia sede das reuniões da oposição, brindando-lhe apoio.
 
 A Turquia é vista em Washington e Bruxelas como a chave para alinear aos iranianos e aos árabes. O governo turco tem desfilado como membro do Bloco de Resistência com o respaldo do Irã e da Síria. Os estrategistas de projetos americanos dizem que a Turquía será quem domesticará o Irã e a Siria para Washington. A Turquia também serve como meio de integração das economias árabes e do Irã com a economia da União Européia. Neste sentido, Ancara vai pressionando por um área de livre comércio no sudoeste asiático e consegue que o Irã  e a Síria abram suas economías a Turquia.

 Na realidade, o governo turco não somente tem aprofundado os laços econômicos com Teerã e Damasco, como também está trabalhando em eclipsar a influência iraniana. Ancara se posiciona entre o Irã e a Siria e desafia a influência iranina no Iraque, Líbano, Palestina, no Cáucaso e Ásia Central. A Turquia também tratou de estabelecer uma tríplice entente entre eles mesmos, Siria, Qatar e tomar a Siria de Teerã. Por esta razão, Turquia tem verbalmente estado mui ativa contra Israel, mas na realidade mantendo sua aliança e acordos militares com Tel Aviv. Dentro da própria Turquia, também existe uma luta interna pelo poder que algum dia poderia ascender para uma guerra civil com múltiplos atores.

Preparando o Tabuleiro: Confrontação contra o Bloco de Resistência

 Todos os  ingredientes para uma confrontação militar encabeçada pelos Estados Unidos estão em seu lugar:
 
- A iranofobia está sendo propagada pelos Estados Unidos, a União Européia, Israel e as monarquias Khaliji.
- O sectarismo vem sendo promovido em toda a região.
- Hamás tem caído nos mecanismos de um governo de unidade do não eleito Mahmoud Abbas, o que significa que Hamas tenderia a ser condescendente com as demandas de Israel e Estados Unidos a Autoridade Palestina.
- Síria está com suas mãos ocupadas com a instabilidade interna, enquanto que o Irã e o Hezbolá são falsamente acusados de disparar contra manifestantes sírios.
- O Líbano carece de um governo que funcione e o Hezbolá está cada vez mais cercado. Em lugar de ser tratado como uma questão interna do Líbano, as armas da resistência libanesa estão convertendo-se também em um problema internacional.
- Israel, Arábia Saudita e as monarquias árabes foram fortemente armadas nos últimos años.
- Paquistão tem sido desestabilizado.
- Divisões internas são criadas no Bloco de Resistência.
- A Rússia e os seus aliados da OTSC estão sendo intimidados pelas bases e o escudo anti-mísseis dos Estados Unidos e OTAN na Europa
Oriental.
- A Administração Obama declarou sua intenção de violar as fronteiras nacionais de outros países que considere terroristas. Neste sentido, a Guarda Revolucionária do Irã tem sido declarada uma organizacção terrorista.
- Em 2010, a Administracção Obama redefiniu criativamente o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) para servir a seus interesses geoestratégicos. Declarou que teria direitos para violar o TNP atacando o Irã com armas nucleares.
- Os sistemas do escudo anti-mísseis em Israel, no Golfo Pérsico e na Turquia estão preparados ou estarão prontos em seu lugar.

 Atualmente ocorre uma guerra entre Washington, Tel Aviv, os Al-Saud e seus aliados contra o Bloco de Resistência. Esta guerra não é uma guerra convencional, tendo em vista que inclui a guerra de baixo espectro e operacões de inteligência. Os combates com Fatal al-Islam no Líbano e os ataques terroristas de Jundullah no Leste do Irã são as facetas desta guerra, assim como o desejo de uma troca no regime da Siria.

 Qualquer possível guerra contra o Irã ou a Síria não ocorrerá de forma isolada. Se são atacados em uma guerra aberta, Síria e Irã lutarão ao mesmo tempo.
 
 Na eventualidade de uma grande guerra com a participação de Siria, Irã e seus aliados regionais, as possibilidades de revolução e distúrbios no mundo árabe são certas. É possível dizer que as manifestações árabes de 2011 tem colaborado para prevenir que as sociedades árabes se acendam em caso de uma guerra regional, o que apresenta ao Pentágono, Israel e a OTAN uma nova oportunidade estratégica para a confrontação.

Por Mahdi Darius Nazemroaj

Artigo original  Iran: "Regime Change" or All Out War?

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