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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Defesa de mísseis de longo alcance falha.


 Um teste do único sistema de defesa de míssil de longo alcance dos Estados Unidos foi reprovado - o segundo fracasso no ano em duas tentativas.

 A Agência de Defesa Mísseis do Pentágono disse que tanto o alvo de mísseis balísticos de alcance intermédiario como os mísseis interceptores de longo alcance foram lançados com sucesso, o radar, os sensores e o "veículo matador" implantado  funcionam corretamente. Mas o "veículo matador" não acertou o alvo. 

 "Os oficiais do programa realizarão uma ampla investigação para determinar a causa da falha de interceptação do alvo", disse a agência. "O teste de vôo será determinado em seguida após a identificação da causa da falha." 

 O último teste, em janeiro de 2010, falhou devido a um problema com o radar banda X baseado no mar, disse a agência. 

 O radar banda X fica no topo de uma plataforma flutuante de petróleo modificado e fornece informações sobre mísseis, assim os oficiais militares podem lançar uma resposta. 

 Em ambos os testes do dia e no teste lançado no início do ano de 2010, o míssil alvo foi lançado do atol Kwajalein na República das Ilhas Marshall, e os interceptores lançados a partir da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia. 

 Foram 100 bilhões de dólares no programa de escudo antimísseis e teve inúmeros problemas. Em dezembro de 2008, um interceptador lançado de Vandenberg "matou" um alvo lançado de Kodiak, no Alasca. Mas o teste não foi capaz de determinar um aspecto fundamental - se a interceptação poderia dizer a diferença entre um chamariz e um míssil real - porque o chamariz para o lançamento falhou. 

 Riki Ellison, presidente e fundador da Aliança de Advocacia da Defesa Contra Mísseis, uma organização não partidária que defende a implantação de sistemas de defesa antimísseis, disse que a falha "é um retrocesso enorme", observando três importantes falhas nos testes nos últimos dois anos. 

 Ellison disse que muitos dos interceptores do país são quase idênticos aos que falharam nesse teste, e questionou a confiança dos militares no sistema terrestre implantado no Alasca e na Califórnia. 

 Até agora, o Departamento de Defesa considerou oito das 15 provas do programa um sucesso.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Apesar do tratado START Estados Unidos segue com seus planos de mísseis.


Estratégia dos Estados Unidos para o sistema de defesa de mísseis. Foto: www.sta.ethz.ch

 Estados Unidos seguirá com a criação de um sistema global de defesa antimíssil (DAM) e negociará com a Rússia as oportunidades de cooperação nesse assunto, declarou Tom Donilon, assesor do presidente norte-americano para a segurança nacional.

 “O presidente Barack Obama reafirma a intenção de desenvolver e implantar, paralelamente às negociações com a Rússia, um sistema de defesa antimíssil eficiente para proteger os Estados Unidos e seus aliados contra a crescente ameaça de mísseis oriunda de países como Irã e Coréia do Norte”, manifestou Donilon mo decorrer de uma conferência sobre política nuclear em Washington.

 O assessor acrescentou que o sistema DAM norte-americano  “não representa um perigo para a Rússia e suas forças de dissuasão estratégicas, tal e como declarou reiteradas vezes o presidente Obama”. “E mais, os dirigente de ambos países concordaram em elaborar um programa de cooperação entre Estados Unidos e Rússia no âmbito da defesa antimíssil”.

 Os Estados Unidos crêem demostrar através desse programa que o escudo antimíssil, longe de enfraquecer a estabilidade estratégica, oferece proteção conjunta a ambas as nações. “É um grande passo e uma garantia de que os Estados Unidos colabora com seus aliados e sócios em um espírito de respeito mútuo e em áreas de interesses comuns”, destacou Donilon.

 A administração de Barack Obama propôs até 2015 os planos do anterior Governo de George W. Bush que pretendia implantar um radar de defesa antimíssil na República Checa e uma base de mísseis interceptores na Polônia, próximos das fronteiras com a Rússia. Esta última interpreta as intenções de Washington como ameaça direta ao seu potencial estratégico.

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