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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Reveladas as armas nucleares implantadas pelos Estados Unidos na Europa.


 Mais documentos vazaram através do Wikileaks, que parecem confirmar, pela primeira vez, onde os E.U.A. tem implantado suas armas nucleares táticas na Europa. 

 Os documentos sugerem que a maioria das cerca de 200 bombas que ainda restam na Europa estão baseadas na Bélgica, Holanda, Alemanha e Turquia. 

 Enquanto a comunidade internacional está consciente de que os Estados Unidos tem ogivas restantes na Europa, as localizações das bombas nunca foram reveladas - até agora. 

 A nota, enviada de Berlim para o Secretário de Estado dos Estados Unidos, em novembro do ano passado, traz detalhes de uma conversa entre o Secretário de Estado Adjunto americano Philip Gordon e o conselheiro de política externa alemão Christoph Heusgen. 

 O documento diz: "Heusgen disse que a partir de sua perspectiva, não fazia sentido uma retirada unilateral 'das 20' armas nucleares táticas ainda na Alemanha, enquanto a Rússia mantém 'milhares' delas". 

 O governo alemão, particularmente o ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, se comprometeu a retirar todas as armas nucleares restantes da Alemanha. 

Possíveis conseqüências 

 O documento acrescenta que o Sr. Gordon, "observou que era importante pensar em todas as possíveis conseqüências" de retirar as armas da Alemanha - "por exemplo, a retirada das armas nucleares da Alemanha e, talvez, da Bélgica e dos Países Baixos podem tornar muito difícil politicamente para a Turquia manter seu estoque próprio, mesmo que ainda esteja convencido da necessidade de fazê-lo." 


 A OTAN condena a publicação das localizações das armas como "ilegais e perigosas", segundo o The Times. 

 As armas permanecem em locais estratégicos em toda a Europa, ali colocadas após a Segunda Guerra Mundial, para demonstrar o compromisso dos Estados Unidos com a OTAN durante a Guerra Fria. 

 Ministros da Europa apelaram recentemente para a sua remoção, dizendo que são armas obsoletas, especialmente à luz da Rússia aderindo o escudo antimíssil da OTAN, a cooperação mais próxima entre a OTAN e a Rússia desde antes da Guerra Fria.¹

 Após o conceito estratégico da OTAN e as expectativas de que a próxima rodada de negociações EUA-Rússia para o controle de armas nucleares será para lidar com as armas nucleares táticas sob qualquer formato de qualquer forma, Stan Norris e eu publicamos nossa última estimativa sobre as armas nucleares dos Estados Unidos na Europa, no Boletim do Cientistas Atômicos. 

 Embora o conceito estratégico afirme que "qualquer" nova redução “deve considerar a disparidade com os maiores estoques russos de armas nucleares de alcance limitado,” OTAN foi disposta de fato a fazer reduções unilaterais significantes esta década apesar da disparidade. Da mesma forma, os Estados Unidos tem sucateado a maioria de suas armas nucleares táticas, porque elas não são mais importantes. É importante que o argumento da disparidade não se torne uma desculpa para evitar novas reduções. 

 Nossa estimativa de armas nucleares táticas russas está aqui com mais detalhes aqui. 

 Mais tarde nesta primavera será publicado um relatório mais abrangente sobre as armas nucleares táticas dos Estados Unidos e da Rússia.²

[1]Fonte: http://www.channel4.com/news/wikileaks-us-nuclear-weapon-sites-in-europe-revealed

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

China e Estados Unidos realizam testes de armas espaciais.


 China e Estados Unidos testaram armas modernas para derrubar seus próprios satélites espaciais numa exibição recíproca de poderio militar, segundo se colheu de notas confidenciais que vazaram esta semana à imprensa britânica através do portal de infiltrações WikiLeaks.

 A corrida de armamento espacial entre as ambas potências nucleares se remonta a janeiro de 2007, quando a China destruiu com a ajuda de um míssil balístico um de seus satélites meteorológicos, informou o diário The Telegraph. Aquela ação, que deixou na órbita milhares de pedaços de carcaça espacial, suscitou receios de que Pequín pudesse ser capaz de abater também satélites militares e civis dos Estados Unidos.

 Washington realizou um lançamento similar em fevereiro de 2008 derrubando com o foguete SM-3 um satélite espião supostamente avariado, de acordo com a versão oficial, para prevenir sua queda com um tanque cheio de combustível tóxico.

 A China não acreditou nessa explicação, como demonstra por uma nota da embaixada americana em Pequín enviou a Washington no dia seguinte.

 Teng Jianqun, subchefe do departamento chinês para o controle de armas e desarme, qualificou o lançamento estadunidense de “desnecessário” e “prova de que o sistema de defesa antimíssil dos Estados Unidos também é um sistema ofensivo”.

 Um mês antes daquele lançamento, o primeiro desse tipo realizado a 23 anos pelos Estados Unidos, oficiais do Departamento de Estado americano advertiram a Pequín de que “a destruição de satélites põe as pessoas em perigo”, e que será interpretado por Washington como “violação dos seus direitos” e “escalada de crise ou conflito” qualquer “interferência deliberada com seus sistemas espaciais”.

 Uma notícia mais recente, fechada em janeiro de 2010, revela que a China realizou com êxito o lançamento do míssil SC-19 para destruir outro foguete, o CSS-X-11, que se encontrava a uma altura de mais de 240 Km. O documento deixa claro que a atual secretária de Estado, Hillary Clinton, compartilha a preocupação da anterior Administração diante dos planos chineses e considera “válidas até agora” as objeções apresentadas em 2007 e 2008.

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